“Israel existirá até que o Islã o faça desaparecer”

A frase acima, que serve de título para este post, está no estatuto do Hamas, o grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza e divide, com a Fatah, a direção política dos territórios palestinos. Notem que não há espaço para interpretações dúbias: defende-se abertamente a aniquilação de um povo! E ainda há mais, vejam:

– Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele;

– As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica.

Eis aí a essência do pensamento de um dos grupos que formam a tal Autoridade Palestina. É com essa gente que Brasil, Argentina, Venezuela, Irã e mais outros tantos países querem se sentar à mesa, na ONU. São eles que Dilma lamentou não ver sentados na Assembléia-Geral, como membros efetivos.

Eu, assim como também os Estados Unidos, Israel e o restante do mundo civilizado, não me oponho ao surgimento de um estado palestino. Rejeito é que se traga à luz uma nova nação, sem que ela diga, antes, rejeitar, de forma clara e definitiva, o terrorismo. Em outras palavras, é preciso que o povo palestino, em primeiro lugar, diga “não” ao Hamas e aos seus métodos fascistóides. Só então será possível avançar, concretamente, em direção à paz.

E, não! Não se trata de apenas um dos lados da disputa. Tentem encontrar algo semelhante na Constituição de Israel. Tentem encontrar documentos do estado judeu falando em aniquilar, ou fazer desaparecer, um outro povo. Repito uma vez mais, porque é imperativo ter sempre em mente: o Hamas não é apenas um grupo de extremistas, que não representa os palestinos. O Hamas faz parte do governo formal! Ele foi eleito pelo povo!

Aceitar, hoje, o nascimento de um estado palestino é emprestar legitimidade política ao Hamas, nada além disso. E o mundo civilizado não pode tolerar nem reconhecer um ente que prega publicamente a necessidade de “fazer desaparecer” um outro país. Mais que isso: não há como se chegar a uma paz duradoura, enquanto um dos lados disser que “as soluções pacíficas se acham em contradição” com seus princípios.

Não duvido que o povo palestino queira a paz. Todos a querem! É preciso, pois, que eles façam o mais importante primeiro: tirem o Hamas do poder e mostrem ao mundo que rejeitam os métodos criminosos de quem existe com o único fim de varrer outra nação do mapa. Enquanto isso não acontecer, será impossível reconhecer como legítimo quem pretende apenas promover o mal.

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11 ideias sobre ““Israel existirá até que o Islã o faça desaparecer”

  1. T-Wolve

    Quem debocha das tentativas de buscar a paz, não pode ter as intenções levadas a sério. Você disse tudo: sem que renunciem aos terroristas, nada feito!

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  2. andre

    Apenas um questionamento? Israel foi criado pela resolução da ONU, em 1947, a partir de um longo processo de discussao e negociação com seus atuais vizinhos????? ah! deixa eu ver se eu entendi: A ONU pode criar um Estado Judeu no Oriente Médio, mas um Estado Palestino de forma alguma. E a expansao Israelense sobre os territórios Sírios e Palestinos (colinas de Golã e Cisjordania, respectiv.) também foi fruto de um longo processo de negociação e discussao com os “vizinhos”? Será que o terrorismo palestino não é produto da ´própria omissao da ONU ou da , digamos, “indiferença” israelense com aquele povo? ou pior: será que por serem muçulmanos e não judeus ou cristãos não têm direito a uma patria e um território? estranho muito estranho???? Quem sabe os EUA saibam explicar melhor né! rsssss

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    1. yashagallazzi Autor do post

      André, a ONU pode criar o que ela quiser! Aliás, no próprio texto eu afirmei de forma clara que não sou contra um estado palestino. Se você procurar no arquivo do blog, verá que estou entre os que acreditam que uma solução pacífica só virá com os dois estados. Minha bronca não é com os palestinos, mas com os terroristas que eles abrigam, protegem e colocam no poder!

      Veja: a ONU reconheceu Israel sem que em nenhum momento houvesse ameaças diretas aos vizinhos. Como falei, procure na Constituição do estado judeu uma ameaça contra o Islã… Não há! Sacou a diferença? O problema não é um estado palestino, mas como (e sob o comando de quem) ele nasceria.

      Sobre atribuir a Israel o terrorismo do Hamas, bem… Está errado! Repito: veja no texto os trechos do estatuto dos terroristas: eles consideram que a eliminação de Israel é matéria de fé, não de disputa por terras! E aí o problema é bem sério, né? Ou os palestinos reconhecem o direito que Israel tem de existir sem ser “varrido do mapa”, ou não tem como sentar para negociar com quem considera que a eliminação do outro é um imperativo teocrático.

      Resposta
  3. Thiago - RJ

    Acho que as pessoas precisam entender de uma vez por todas que a questão, do lado israelense, se situa no plano da existência: os indivíduos israelenses, muito mais do que o Estado de Israel – afinal, Estados são abstrações filosóficas, políticas e jurídicas, certo? – estão em constante ameaça de extinção. Suas preocupações são com a própria sobrevivência, porque é justamente essa sobrevivência que significa, para os radicais islâmicos jihadistas, uma afronta à própria fé. Ou seja, o fato de os judeus existirem é uma ofensa à Alá (no entender dos radicais).

    Nem posso dizer que concordo que Israel se expandiu – isso é questão de fato, não de opinião. Porém, deve-se contextualizar tais expansões territoriais, não é mesmo? Parece que Israel não lutou em três guerras na condição de atacado, de invadido… e qual o objetivo das guerras, oras? Varrer da existência tanto Israel quanto os israelenses. O problema é que eles venceram a guerra e continuaram existindo…

    Anexaram Gaza, Cisjordânia, Colinãs de Golã, Península do Sinai? SIm! Imperialismo judeu? Claro que não. O nome disso é autodefesa, é tomar providências diminuir concretamente os riscos à sua existência. Será que estou errado?

    Gaza voltou ao controle palestino. Dali, partem mísseis diariamente contra Israel. O Sinai voltou ao Egito. Terroristas ligados à Irmandade Islâmica – mãe de todos os grupos jihadistas – utilizaram esse território, agora egípcio, para chegar a Gaza e de lá reforçar os ataques. Olha, é preciso muita má-fé para não reconhecer dois fatos: 1º, que Israel tem disposição para negociar e devolver territórios, tanto que já fez isso antes, e tal possibilidade, em relação à Cisjordânia, foi sublinhada novamente essa semana na ONU, a depender dos termos negociados, é óbvio; 2º, onde Israel cedeu, grupos terroristas aproveitaram e instalaram pontos de partidas para ataques. Tanto que, depois do tão criticado muro da Cisjordânia, os atentados por ali caíram quase a zero.

    Quanto às Colinas de Golã, ali estão as nascentes dos principais rios – ou seja, das principais fontes de água – que cortam Israel. Devolvê-los é sinônimo de matar a população de sede.

    Parem de pensar na relação de Israel com os vizinhos como se estes reconhececem o próprio direito de Israel existir (não reconhecem), como se eles não exigissem que Israel expiasse constantemente essa “culpa” (culpados por exisitr!?), e como se todos os Estados não fossem dominados/infiltrados por grupos terroristas e jihadistas. Hamas, Hezbollah, Brigada de Mártires de Al Aqsa (braço “terrorista operacional” do Fatah), todos têm como objetivo eliminar Israel – e se der, os EUA, e se der, a própria civilização ocidental que permite que se tenha livrmente um blog, e que pessoas que concordam e discordam do blogueiro mandem seus cometários, também livremente.

    Vocês estão querendo que o pescoço negocie com a corda.

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    1. andre

      Parabén Thiago, você “inventou a roda” ” Quanto às Colinas de Golã, ali estão as nascentes dos principais rios – ou seja, das principais fontes de água – que cortam Israel. Devolvê-los é sinônimo de matar a população de sede” , entao nos parece que a auto-defesa foi pro espaço não é. Fico eu aqui a me questionar: Por que os EUA jogaram uma bomba atomica no Japão e, logo depois lideraram a recuperação economica e o crescimento daquela “distante ilha” no pacifico (veja bem no pacífico) e, aprofundo meus questionamentos e me pergunto: por que os EUA tem tanto interesse na “defesa” do Estado israelense no Oriente Médio (veja bem no Oriente Médio) e, finalmente, o questionamento que nunca quer se calar por que os EUA financiaram, treinaram e “ajudaram” Bin Laden, durante a guerra fria (veja bem durante a guerra fria) . Mistérios, mistérios e misterios, rsss

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      1. yashagallazzi Autor do post

        Tipo, o grande “””argumento””” contra Israel é falar mal dos… EUA?! Eita, nós…

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        1. andre

          Não ! Caro Yashá não é um “argumento” e sim um “questionamento” , (sempre sem respostas) , por isso os “mistérios, mistérios e mistérios” rssss

          Resposta
          1. Thiago - RJ

            Golã: acho que o Oriente Médio não é exatamente o Mercosul, não é mesmo? Se os vizinhos puderem secar as fontes de abastecimento hídrico de Israel, eles o farão. Pelos motivos que já expus. Só sublinho o fato de que Golã foi anexada no contexto de uma guerra cujo objetivo era eliminar o Estado e seus súditos. “Apenas” um segundo holocaustozinho, bobagem… vai me desculpar, mas você está, como eu já afirmei, querendo que pescoço negocie com corda. Moleza quando é o pescoço dos outros.

            EUA: (não sei o porquê de os EUA terem sido trazidos à discussão, mas ok…)
            Bomba nuclear: os atos finais da 2ª Guerra foram os atos iniciais da chamada Guerra Fria. As bombas não foram para o Japão, foram para a URSS, dado que: (1) a Marinha e a Força Aérea japonesas, real fonte de seu poder militar, já haviam sido destroçadas, restando apenas a capitulação oficial do Japão; e (2) a guerra, em si, havia terminado, com a capitulação oficial de Itália e Alemanha. Lançar mão de armas nucleares – até então, só existentes no plano teórico – numa guerra vencido e contra um país já derrotado de fato é apenas um ato de afirmação perante o mundo e seus eventuais adversários. Não é por outro motivo que a própria URSS detonou a Tsar Bomba, o maior artefato nuclear já contruído (50 megatons), em território próprio; não é por outro motivo que a Coréia do Norte, vira e mexe (bem como a China, mas em menor escala), testa um missilizinho que vai parar no Pacífico, além do Japão. Auto-afirmação e intimidação. Acho que você não vai negar o fato de que poderio bélico é, e sempre foi, componente das relações internacionais, e que possuir armamentos fodões tem mais valor pelo poder de dissuasão do que pela capacidade bélica em si.

            Reconstrução do Japão: economia de mercado pura e simples. Japão é um campo de investimentos, EUA tinham dinheiro (público e privado) para investir. Viva a livre iniciativa. Que também tem o condão de manter afastado o comunismo, não é mesmo? Esse negócio aí de garantir que num determinado lugar vigorem os valores da civilização ocidental, essas baboseiras como dignidade da pessoa, direitos fundamentais, justiça, liberdade, igualdade perante a lei, democracia representativa, neutralidade da jurisdição… só coisa supérflua.

            Dinheio para Israel: idem e com o “agravante” de que há muitos judeus nos EUA. E eles, desgraçados!, formam uma massa crítica de capacidade econômica e relevância política suficientes para influenciar as relações inernacionais. Pensa bem: se você tivesse um grupo de países em que viceja a idéia de que você deve ser destruído, junto com seus princípios e valores, e houvesse lá na meiuca um aliado seu, que compartilha dos seus valores e que recebe o mesmo ódio (traduzido emações concretas), o que você faria? Acrescente isto: esse seualiado está ligadoa você por laços de sangue. Então, abandona o cara lá?

            Bin Laden: essa é velha, mas ok: movimentos nacionalistas eram contra a doutrina soviética, baseada em Marx, de internacionalização do socialismo. Reforça-se, então, os movimentos nacionalistas, especialmente se fazem fronteira com a URSS… Erro estratégico? Hoje se vê que sim; mas, à época, apesar de algumas coisas terem sido deixadas de lado (ex: verificação acerca da ideologia islâmica radical do grupo a que se presta auxílio), fazia sentido e o custo/benefício compensava. Afinal, toda derrota militar de países comunistas era uma derrota moral do próprio comunismo.

            Ufa! É o máximo que dá pra responder na minha situação presente (no metrô, via celular).

            Reitero que achei nada a ver trazer essa ladainha sobre os EUA para a discussão, simplesmente porque não é pertinente, mas acho que não há grandes “mistérios rsrsrs” nisso tudo.

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  4. Thiago - RJ

    By the way, André, gostaria MUITO de ler seus comentários ao artigo da Israel National News que eu juntei acima… demonstre a não-ocorrência DAQUELES fatos e desconstrua AQUELES argumentos e eu me dou por vencido.

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