Poesia para os olhos

Adoro cidades pequenas. Tudo nelas é delicadamente lindo; todas as coisas soam poéticas aos olhos.

Adoro ver a cidadezinha indo dormir cedo; o movimento nas ruas escasseando à medida que a noite avança em direção à madrugada.

Adoro os canteiros perenemente floridos, esplendorosos à luz do sol e delicados à noite, sob a luz das luminárias.

Me fascina ver a névoa invadindo a cidade rapidamente – de assalto. Como um ser de vida própria que se ergue vale acima, corre entre as árvores centenárias dos bosques e ocupa ruas, jardins e casas. Passaria horas a fio vendo a névoa a brincar com as luzes e as cores da cidade, lutando para ofuscá-las. Tudo ritmado pelos respiros cadenciados do vento, que embala esse improvável romance.

Invejo as casas sem muros. As janelas sem grade. As portas destrancadas… Invejo as ruas limpas e bem cuidadas e a arquitetura bucólica…

Em sua simplicidade vintage, capaz de remeter a tempos passados, essas cidades parecem pedir para ser contempladas. Seja numa farta mesa de jantar, sorvendo um bom vinho da região, seja na poltrona poeticamente gasta de uma livraria, bebericando um bom café, eu poderia ficar eternamente sentado, vendo a cidadezinha passar

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