Textículos #8

Não sei se acho mais hilário o pai esquerdoso, que saiu falando pra Deus e o mundo que o filho tinha “desaparecido” na USP, durante a ação da PM, ou o próprio “””estudante”””, que… bem… fugiu da universidade para não ter de encarar a polícia.

Onde foi parar aquela esquerda-de-raiz, a esquerda-moleque, a esquerda-arte? Aquela esquerda-criada-em-campinhos-de-terra-batida, que não se cagava de medo da polícia, mas a enfrentava de peito aberto? É isso aí o tipo de quadro político que o progressismo brasileiro tem para oferecer?! É isso aí o futuro do Brasil?! Olha… Francamente…

Pensando bem, me convenço que o mais hilário mesmo foi o fato de o moleque ter fugido pra barra da saia da mãe. Melhor pra ela, que já andava preocupada com o Frederico Augusto há muito tempo

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E o Berlusconi caiu… Que isso acabaria acontecendo, todos sabíamos. A questão era quando e como. O bufão caiu traído por um punhado de deputados do próprio partido, bem na hora de votar o orçamento pro ano que vem. Sinal brabo de fraqueza política.

Agora é esperar o próximo passo: a esquerda vencendo as eleições gerais. E, em seguida, esperar a esquerda fazer mais merda e cair também, para mais uma nova volta do Berlusca. Assim tem sido e continuará sendo a política italiana, pelo menos enquanto os partidos não decidirem se modernizar.

Se bem, que… As oposições de esquerda estão se cagando de medo de perder, tanto que nem estão pedindo eleições antecipadas. Sabem que a popularidade do Berlusconi anda horrível, mas pro lado deles a coisa não anda muito melhor… Sem falar que se sentem aterrorizadas pela hipótese de ver triunfar a Lega Nord, um partido nacionalista, xenófobo e com rompantes extremistas.

Eu vou votar, como sempre. Só não sei em quem… Na coalizão de Berlusconi, jamais! Na esquerda aliada aos comunistas, nunca – prefiro a morte! Vou seguir o que disse minha velha nonna: “Em caso de dúvida, vote Democracia Cristã. Aliás, é possível que em 2014 eu aplique esse conceito aqui no Brasil, também: Ey-Ey-Ey-Mael!

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Os textos sobre os remelentinhos maconheiros da USP renderam. Recebi vários comentários. Publiquei alguns, e outros ainda estão aguardando moderação (desculpem a demora, mas a rotina anda bem tumultuada). Pude notar que muita gente chegou ao blog pela primeira vez, por meio daqueles posts. Acho ótimo!

Agora, algumas observações: precisei jogar no lixo alguns comentários que não se encaixam na – como chamare? – “política” do blog. Você estuda na USP e tá de saco cheio da vagabundagem esquerdosa? Tá puto porque andam atrapalhando suas aulas? Você tem todo direito! Mas não pode esperar que eu publique comentários fazendo apologia de assassinato, estupro e tantas outras barbaridades. Principalmente porque ninguém defende a democracia e as liberdades pregando o extermínio do outro.

Os moleques lá andaram fazendo merda? Sim. Andaram cometendo crimes? Sim. Pois que respondam de acordo com as leis do Estado de direito democrático, não com base em barbárie. Quero acreditar que todos podem ser duros e incisivos, sem precisar descer ao nível de quem acha que faz revolução quebrando portão e fumando maconha.

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Falando nisso, a maconha já foi defendida por gente mais gabaritada, heim? Não duvido que a coitada recorra a um rehab, para se ver livre desses estudantes…

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Voltando ao tema “diarinho”, a novidade é que as coisas vão indo… Eu já decidi que algo na rotina profissional vai mudar. Mais que isso: eu quero que mude! Só não tenho certeza, ainda, de como exatamente se dará tal mudança…

Nos últimos tempos vivi, vi e escutei coisas que me fizeram ter certeza de que todo o meu pessimismo com algumas facetas do serviço público – em geral – e do Amapá – em particular – sempre esteve certo. Há ambientes que simplesmente não casam com minha personalidade; com meus valores éticos e morais. Há, enfim, lugares que definitivamente não quero frequentar; pessoas com as quais não quero me relacionar.

A parte boa é que, felizmente, posso mandar tudo ao diabo na hora que bem entender. Falta apenas decidir de uma vez como e quando…

Continuo não entendendo a cara de surpresa que algumas pessoas fazem quando me ouvem falando em desistir da tal “estabilidade”. Ora, convenhamos: o único emprego insubstituível no mundo é o de piloto da Ferrari. O resto, with all due respect, é descartável… Ainda mais quando há total incompatibilidade de visões, de ambições, de expectativas e – last but not leastde valores morais.

Eu posso não saber o que acontecerá de hoje em diante na minha vida, mas tenho certeza que, a respeito desse assundo profissional específico, posso usar a famosa expressão francesa: je ne regrette rien – eu não me arrependo de nada. Do ponto de vista da ética, perde muito mais quem se reduz a mesquinharias, do que quem escolhe ser livre delas…

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Ah, outra parte bacana é ver que há lugares ótimos e pessoas inteligentes e honestas que reconhecem seu trabalho. Isso não tem preço!

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[ironic mode on] Também estou estudando umas propostas, que meu empresário disse para não revelar ainda…[ironic mode off]

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2 ideias sobre “Textículos #8

  1. Thiago - RJ

    Olha, sobre a USP, seus textos são muito bons, e tal, mas você simplesmente não viu algo muito, muito importante. Que, aliás, ninguém mais viu. É o ponto mais importante. Na USP, o que está fazendo falta é… Greenpeace. Hein?

    Sério. Eu imagino que esquerdista-maconheiro seja incompatível com esquerdista-verdopata. Ok, eu sei que eles estão unidos na não-leitura de “O Capital”, “Moral e Revolução” e todos os “Cadernos do Cárcere”, e que são os únicos seres virtuosos do espectro político-ideológico, se preocupam cozoprimido, coisa e tal… Mas quero crer que os militantes do cânhamo não são bem vistos pelos fiscais da emissão de carbono, que devem ficar irritados até com flatos bovinos. Então…

    Aquele pessoal “revolucionário” da FFLCH queima mato à beça. Onde está a Marina Silva quando a gente precisa dela? Coloquem uma galerinha das ONGs ambientalistas ali para fazer um contraponto ao povo que, sabe como é, contribui direto para o desmatamento e para o aquecimento global. Aliás, os alunos de Geografia poderiam fazer um trabalho sobre alteração do micro-clima, criação de ilhas de calor etc etc nos arredores do prédio da fefeleche, correlacionando-os à queima da erva do capiroto. Que tal? Aí, podem até participar da “pesquisa de campo”, fazendo “experiências controladas em laboratório”… tudo pela ciência.

    Na boa, acho que pode dar certo. É inédito, eu sei: ninguém nunca pensou em combater esquerdopatia com esquerdopatia. Seria um encotro um tanto, digamos, endofágico. Mas argumentação racional funciona com um ou com outro? Deixa os grupos se encherem o saco reciprocamente. Capaz até de o projeto do Novo Código Florestal ganhar uns adeptos, tamanha é a ecochatice.

    O único problema seria os pápis conservadores e reacionários dos filhotes da vanguarda beckista resolverem o impasse comprando uns créditos de carbono para a descendência. Alguém logo puxaria um papo de “reflorestamento”; adivinha de que seriam as “mudinhas” que os caras iam querer plantar?

    Resposta

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