O que a maioria das pessoas diz do “caso PM na USP”.

Estão circulando pela internet os números de duas pesquisas sobre o “caso PM na USP”. Os dados são muito interessantes, vejam:

(…) 78% [dos entrevistados] concordam com a ação; apenas 14% discordam; 8% não souberam responder. A pesquisa também indaga se a polícia agiu na medida ou se excedeu: 72% responderam que foi tudo conforme manda o figurino; apenas 16% viram excessos. A pesquisa ainda indaga quem tinha razão. Responderam que certa estava a polícia 65%, contra apenas 10% que ficaram com os estudantes. Não souberam ou não quiseram responder 25%. O governador Geraldo Alckmin fez uma excelente declaração sobre os episódios: nada menos de 86% concordam com a sua fala, contra apenas 9%, que não concordam; 6% não souberam responder. (…) [Link aqui]

Confrontados com esses números, os ervoafetivos poderiam alegar que as pessoas de fora da USP não conhecem a “realidade acadêmica”. Mas quebrariam igualmente a cara, como mostra o Datafolha:

Pesquisa feita pelo Datafolha na última quarta-feira com alunos de 28 unidades aponta que 58% deles apoiam o policiamento no campus, na zona oeste da capital. (…) O aval aos policiais militares no campus, no entanto, não é homogêneo. Tem ampla maioria em exatas (77% a favor) e biológicas (76%), mas é minoritário em humanas (40% a favor e 54% contra). Na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) -onde a detenção de três estudantes com maconha serviu como estopim das manifestações-, 70% dos alunos são contrários. Por outro lado, o apoio é ostensivo em unidades como a Escola Politécnica (86% querem a PM) e as faculdades de Medicina (73%) e Economia e Administração (72%). Na ECA (Escola de Comunicações e Artes), a polêmica divide os alunos: 47% a favor e 42% contra. (…) O levantamento também aponta que a maioria (57%) tem mais confiança do que medo na PM. Iguais 57%, porém, acham que a presença policial no campus não alterou a sensação de segurança. Um em cada dez alunos declarou já ter sido vítima de algum crime dentro da USP -31% deles após a polícia começar a patrulhar o campus. (…) Sobre a invasão de prédios da USP, a ampla maioria (73%) declarou ser contra. (…) Para 53%, os invasores devem ser punidos. Entre os alunos da FFLCH, essa ideia é defendida por apenas 24%. [Link aqui]

Perceberam? A maioria dos estudantes da USP e das pessoas em geral gosta de lei e ordem! Quem gosta de vagabundinho maconheiro e vândalo são ozintelectuais dazisquerda. Eles que enxergam a luta pelo “””direito””” de encher os cornos de entorpecente como uma sorte de variante do marxismo mais pedestre. Os homens e mulheres de bem que estudam e trabalham? Ah, esses querem é policiamento, para deter a canalha.

Aliás, deve ser por isso que mais uma faculdade da USP decidiu chutar a bunda da gentalha ervoafetiva. Como exaustivamente repetido, os estudantes de verdade não dão a mínima pra escória que pretende construir o “outro mundo possível” em cima de baganas de maconha. Ainda bem! É possível ter esperança no futuro do Brasil.

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P.S.: Não posso deixar de notar que uma importante parcela da juventude aprova a presença da polícia, rejeita a depredação de prédios públicos e manda aos diabos a canalha maconheira. E ainda tem quem duvide quando digo que muito espaço para um partido que se propusesse a empunhar a bandeira da lei e da ordem, impondo tolerância zero ao crime. Vou além: uma considerável parcela da sociedade brasileira suplica por semelhante alternativa.

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