Dois a zero pro CNJ.

O Tribunal de Justiça do meu glorioso Amapá escolheu um novo juiz para compor a corte, na vaga aberta pela aposentadoria compulsória de um agora ex-membro. Notas foram dadas, quesitos avaliados e um vencedor apurado. Fim.

Fim?! Longe disso… Um (uma, pra ser mais exato) dos postulantes à vaga discordou do resultado e recorreu ao Conselho Nacional de Justiça. E o CNJ, numa decisao unânime (vamos repetir: UNÂNIME!!!), entendeu que era o caso – como direi? – refazer o processo de escolha. Well, se o CNJ disse, quem sou eu pra discordar, né?

Pois bem, o Tribunal daqui, então, voltou a se reunir para escolher o novo desembargador. E escolheu (de novo!) o mesmo que havia sido escolhido anteriormente. E, uma vez mais, o CNJ foi acionado por alguém que se sentiu prejudicado. E, se o Tribunal repetiu o que havia feito na primeira vez, o Conselho Nacional de Justiça também repetiu o que fizera anteriormente: mandou suspender (DE NOVO!!!) a promoção do magistrado escolhido pelo TJ daqui (a íntegra da decisão pode ser acessada aqui). Vejam abaixo apenas um trecho da nova decisão do CNJ:

Pois é… So far, dois a zero pro CNJ. Resta ver se da próxima vez teremos algo diferente, ou se o Conselho Nacional fará o terceiro e pedirá música no Fantástico…

Longe de mim achar que um TJ precise das minhas sugestões, afinal sou apenas um rapaz latinoamericano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior… Mas, como sou uma alma caridosa, deixo assim mesmo duas sugestões que – creio… – podem tornar muito melhor o processo:

1) Nomear contadores para acompanhar a atribuição e a somatória das notas, garantindo que as continhas sejam feitas de forma correta. Afinal, a matemática é uma ciência cheia de complicações, principalmente para quem (como eu) é da chamada área de humanas.

2) Chamar o narrador oficial da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro para narrar a eleição e a apuração do novo desembargador. Não, essa sugestão não visa garantir que o processo ocorra sem erros. Mas vai deixar tudo mais divertido, não acham? “Fulano. Noooootaaaa: DEEEEEEEEZ!” Aí a câmera corta pra casa da pessoa e mostra a torcida comemorando. Seria sensacional!

Enfim… São só umas dicas dadas na humildade… Se nada de diferente acontecer, é capaz do processo acabar com uma goleada barcelônica aplicada pelo CNJ, né?

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P.S.1: Este texto não tem o objetivo de ofender qualquer pessoa. Tenha ela honra, ou não.

P.S.2: Caso alguém resolva acolher uma das sugestões dadas acima, pode fazê-lo sem sequer recolher os copyrights pra mim. Sou mesmo uma pessoa muito generosa, como se nota.

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2 ideias sobre “Dois a zero pro CNJ.

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