Modelos antagônicos

Qual seria o Brasil ideal para você? Para mim, depois de uma década de assalto à máquina pública, é chegada a hora de termos um país mais eficiente, onde gastos com custeio da máquina e com pessoal não sejam mais importantes que investimentos. Um país onde não se tenha medo de defender que o Estado se dedique apenas ao verdadeiramente necessário, deixando à iniciativa privada o papel de produzir riquezas e movimentar a economia. Enfim, um país onde seja implementado um verdadeiro choque de gestão. Ou, para usar uma expressão eternizada por Mário Covas ainda em 89, um choque de capitalismo.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais recebeu na quarta-feira (28) o projeto de reforma administrativa proposto pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) que promete economizar R$ 1,1 bilhão em despesas da máquina do Estado em 2014. A medida dá sequência ao choque de gestão iniciado por Aécio Neves (PSDB) em 2003.

Medidas como a redução de 20% dos cargos de confiança, proibição de viagens e restrição de telefones corporativos e veículos valem desde o fim de julho. O corte de 23 para 17 secretarias e a exclusão de 52 cargos de confiança, entretanto, dependem de aprovação dos deputados mineiros para entrar em vigor a partir do dia 1º de janeiro.

A proposta entregue pelo governador altera as Leis Delegadas nº 174 e 175, de 2007, e Leis Delegadas nº 179 e 180, de 2011, com previsão de economia de R$ 365 milhões até dezembro e outros R$ 700 milhões em 2014.

Para o deeputado Bonifácio Mourão (PSDB), líder do governo na Assembleia, o projeto vai ajudar Minas a superar a crise financeira internacional a partir da racionalidade dos gastos públicos.

– Economizando esta quantia o governo terá mais facilidade para administrar a crise, fazer obras e pagar funcionários públicos e a dívida do Estado em razão da crise internacional. O governo de Minas está dando exemplo para o governo federal com o corte de seis secretarias. Em Brasília são 39 ministérios, que precisariam ser reduzidos para 20.

Segundo o tucano, a medida, que entra em vigor no último ano da administração, amplia o choque de gestão proposto pelo ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB).

– Não temos dúvida de que essa gestão para a cidadania coroa o choque de gestão iniciado em 2003. A meta é clara: o corte de secretarias e cargos para racionalizar o dinheiro público.

O Estado enfrenta problemas na execução do orçamento: em 2012, investimentos da administração direta chegaram a R$ 3,1 bi (46% do previsto). No primeiro semestre deste ano, as cifras chegam a R$ 1 bilhão – ou 13% do esperado.

Enquanto o governo mineiro, a partir de um projeto iniciado dez anos atrás com o hoje senador Aécio Neves, mostra que é possível governar de forma eficiente, adotando medidas modernas de gestão e privilegiando a aplicação do dinheiro público em investimentos, o governo federal, sob o comando do PT, toma de assalto a máquina estatal criando quase 40 ministérios. O legado disso para o país é devastador:

Manter a estrutura e os funcionários das atuais 39 pastas do governo Dilma Rousseff, instaladas na Esplanada dos Ministérios e em outros prédios espalhados pela capital, custa pelo menos R$ 58,4 bilhões por ano aos cofres públicos.

Esta verba, que está prevista no Orçamento Geral da União de 2013 para o custeio da máquina em Brasília, é mais que o dobro da que foi destinada ao maior programa social do governo, o Bolsa Família, que custará R$ 24,9 bilhões este ano.

E esse é o governo que se vangloria de investir nos pobres; de cuidar da área social… Eis mais uma prova de como a máquina de propaganda eleitoral do PT é profissional: apresentam-se como inventores de políticas sociais revolucionárias, mas, na verdade, possuem como foco principal o aparelhamento da estrutura pública.

Fazem isso porque é da natureza deles: há que se ocupar todas as esferas de poder da forma mais ampla possível, estendendo aos mais diversos confins do aparelho estatal os tentáculos do partido. Eles precisam drenar a máquina pública para, por meio dela, alimentar a sanha de filiados, aliados e apadrinhados.

Choque de gestão, com o PT, nem pensar! Eles chamam de ~privatista~ quem propõe algo assim, quando, na verdade, tudo o que se quer é desprivatizar um estado que foi transformado pelo PT em anexo do partido.

Já passou da hora de ter um governo comandado por alguém que saiba a diferença entre inventar cargos públicos inúteis, só para abrigar os “companheiros”, e aplicar o dinheiro da sociedade em melhorias concretas para a vida dos cidadãos.

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