Depois de Dilma mentindo sobre o pré-sal, Lula mentindo sobre liberdade de imprensa.

Hoje sem dúvida foi um dia triste para a verdade. Dilma, ao falar sobre o leilão de Libra (aquele que teve só um interessado e foi finalizado no lance mínimo), mentiu. Como mostrou o Coronel, a presidente deu informações falsas aos brasileiros, na ânsia de travestir de sucesso uma iniciativa que foi um desastre retumbante do ponto de vista da gestão.

Mentiu ao, em rede nacional de televisão, fingir que privatizar (sim, esse é o termo correto!) o pré-sal sempre esteve nos planos dela, quando, na verdade, sabe-se que ela chegou a chamar de crime (!) a privatização.

E, para “coroar” o dia, Lula mentiu ao se dizer defensor da liberdade de imprensa. Justo ele, que instou a Advocacia-Geral a União a, pela primeira vez na história do país, processar um jornalista estrangeiro por conta de um artigo de opinião. A desfaçatez com que Lula patrolou os fatos pode ser vista na matéria transcrita abaixo (íntegra aqui):

Em entrevista ao jornal “El País”, Lula tentou desvincular sua imagem a de líderes radiciais da América Latina, como Rafael Correa, Cristina Kirchner e Nicolás Maduro.

Perguntado sobre sua postura de tolerância aos meios de comunicação, a quem diz nunca ter pedido “favores”, o ex-presidente afirmou ser “um democrata, um defensor da liberdade de imprensa”.

O passado, porém, revela uma cordialidade razoavelmente menor.

Durante maio de 2004, Lula enfrentou uma crise que nada teve a ver com a governabilidade ou os resultados de sua equipe.

Ele ameaçou cancelar o visto do repórter Larry Rother, então correspondente do The New York Times, após a publicação de uma matéria de meia página a respeito de seus hábitos etílicos.

Márcio Thomaz Bastos, Ministro da Justiça, foi um dos agentes que ajudaram Lula a reconsiderar a decisão, cuja repercussão seria bastante negativa para a imagem do Brasil e do próprio governo.

Eu não me surpreendo com a desenvoltura com que os petistas negam os fatos, distorcem a realidade e apresentam realidades alternativas (e fantasiosas) no lugar. Lembram de Lula, em 2006, falando que o Brasil era “autosuficiente em petróleo”? Pois é, a eles não importam os fatos, mas o ganho eleitoral que determinada versão pode trazer. Se a versão mentirosa trouxer melhores resultados na urna, eles a usam sem pudor.

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