Receitinha #6: filé de costela ao vinho branco, glaceado no vinho tinto, com batatas salteadas e bacon ao Cointreau (ufa!).

Rapaz, só pelo nome do prato você, leitor amigo, já pode ter certeza que aquela moçoila alvo de sua cobiça estará pronta para aceitar seu pedido de casamento ao final do jantar. Se liga que hoje é sexta e, depois desse post aqui, nenhum de vocês terá mais desculpa pra passar o final de semana comendo mexido feito com as sobras dos almoços passados. Mas, deixo um importante alerta: esse prato é demorado e não tão simples. Porém juro que vale o trabalho. 🙂

INGREDIENTES

– 600g de filé de costela, que aqui ninguém quer comer pouco!

– um raminho de hortelã;

– dois copos de vinho branco seco;

– três copos de vinho tinto seco;

– cinco ou seis cebolas daquelas pequenas;

– oito dentes de alho (calma, vocês vão entender!);

– uma maçã;

– duas ou três batatas (aí depende do tamanho de cada uma…);

– quatro tirinhas de bacon;

– um xablau™ de Cointreau (pode ser meia xícara de café);

– sal e pimenta do reino ao gosto do cozinheiro;

– um punhadinho de açúcar.

Ufa! Acho que lembrei de tudo. Ao trabalho (se se preparem porque vai dar trabalho mesmo!):

PREPARO

Primeiro precisa temperar a carne, o que será feito com sal, pimenta do reino e as folhinhas do hortelã. “Só isso?” É, só isso. Depois arrumem um saco plástico e coloquem a carne dentro, regando-a, em seguida, com o vinho branco. Aí é fechar o saco plastico bem apertado (pra carne ficar toda em contato com o vinho) e deixar marinando na geladeira por no mínimo duas horas.

Agora prestenção: se quiserem que a parada fique fera mesmo, preparem a carne de noite e deixem marinando a noite toda + a manhã seguinte toda e façam essa delícia pro almoço. Sério, aí é pra ganhar prêmio internacional. Mas sigamos:

Tirem a carne da geladeira e do plastico e coloquem numa assadeira de bordas altas. Depois derramem o caldo no qual ela ficou marinando e acrescentem as cebolas, os dentes de alho (inteiros, com casca e tudo!) e a maçã, devidamente fatiada em quatro ou cinco pedaços. Cubram com papel alumínio e levem ao forno por umas três horas“Nossa, isso tudo?!” Meu amigo, tá com pressa vai comer bife de fígado requentado lá no quilão da esquina!

Enquanto a carne tá no forno, coloquem as batatas pra cozinhar com casca e tudo, atentando pro seguinte: elas deverão ser retiradas da água ainda “meio durinhas”. E o ponto é esse mesmo, não tem jeito de explicar melhor. Precisa ter sensibilidade pra tirar antes que fiquem se desfazendo, senão só vão servir pra purê.

Depois que tirarem as batatas da água, cortem elas em pedaços disformes. Sim, nós queremos algo rústico mesmo, sem muita simetria. Depois, numa frigideira com o clássico fio de azeite e mais uma colher de manteiga, despejem as batatas. O objetivo aqui é garantir que fiquem douradas por fora e macias por dentro. Quando elas estiverem começando a ficar “moreninhas”, é hora do truque: joquem um fiozinho de vinagre balsâmico sobre as batatas. Ele vai ajudar a dar uma dourada legal nelas, e ainda enriquecer a parada toda com o aroma.

E vamo pro bacon! Tranquilos, que essa é a parte mais fácil da parada: fritem o bacon normalmente numa frigideira qualquer. O detalhe é que, logo que ele começar a escurecer, derramem nele o Cointreau. Detalhe importante: o licor vai fazer o bacon ficar ainda mais escuro que o normal, mas vocês não precisam se assustar, porque não vai queimar (a menos que vocês deixem queimar, né?!). Enfim, quando estiver tostadinho, tirem do fogo e reservem um pouco pra ele secar e ficar crocante.

Agora é hora de finalizar a carne: tirem do forno e se apaixonem pelo cheiro dessa maravilha. Em seguida, numa panela comum (pode ser aquela em que cozinharam as batatas até – mas logicamente sem água, seus energúmenos!), coloquem o vinho tinto e o punhadinho de açúcar. Quando o vinho começar a reduzir, coloquem o caldo que a carne soltou e, em seguida, a própria carne. E é aqui que começa a parte mais trabalhosa, acreditem: a parada é ficar juntando o vinho com uma colher e jogando pacientemente na carne. O objetivo aqui é dar a tal da glaceada. “E quando fica pronto?” Quando o caldo + vinho tinto estiverem um pouco mais engrossados, com cara de cobertura, entendem? E, obviamente, antes de queimar a parada toda.

Depois é só cortar a carne e servir junto com as demais delícias que você preparou. 😉

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