Dez livros

A nova modinha no facebook (ainda é, ou já acabou?) é listar dez livros marcantes para a vida de cada um de nós. O pressuposto da brincadeira é fazer a lista de bate-pronto, sem pensar muito. Eu entrei no jogo e, bem… Aí vai o resultado:

Por que fui entrar nisso, meu Deus?! Por quê?! Foi publicar o post e começar a me arrepender por conta dos livros que esqueci de mencionar. Onde está Romeu e Julieta?! Como consegui deixar de fora Memórias póstumas de Brás Cubas, que considero o melhor de Machado?! Onde estava com a cabeça quando deixei passar Casa grande e senzala, ou Angústia? Como pude cometer o pecado de esquecer Orgulho e preconceito?!

Não que os dez listados não mereçam estar onde estão. São ótimas obras e todas marcaram muito minha – se me permitem – formação como leitor. O que me atormenta um tanto desde a manhã de hoje é a ânsia de entender o que me levou a apontar aqueles dez e deixar de foram tantos outros livros preferidos.

Eu cliquei no botão “publicar” e imediatamente: “Meu Deus, Orgulho e preconceito! Ah, não! Esqueci Memórias póstumas!” E ter de carregar comigo o resultado dessa irresponsabilidade que foi escolher só dez dentre tantos livros passou o dia a me atormentar como se fosse a malfadada gravata, em Angústia. E eu tentava afrouxar o nó (imaginário), mas quê!

Ah, as armadilhas do inconsciente… Aliás, alguém tem um bom livro que trate disso, pra me indicar?

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