Dilma e Lula usam o Planalto para fazer campanha eleitoral. Onde está o rigor do TSE agora?

Um tema que constantemente abordo aqui é a desenvoltura com que o PT, depois de assaltar o Estado, coloca as estruturas da coisa pública de joelhos, a serviço dos interesses d’O Partido. E acho importante voltar sempre a esse assunto porque ele mostra com precisão o tamanho do abismo moral no qual esses dez anos de governos petistas mergulharam o país.

Todas as ações do PT são calculadas cuidadosamente em função do próximo pleito, no intuito de manter o poder e, por conseguinte, o controle sobre as instituições. Vejamos o que se deu no último dia 5 de março: Dilma e Lula, acompanhados por expoentes do PT e do governo (e sob a direção do marqueteiro João Santana), usaram instalações públicas para um ato de típica campanha eleitoral antecipada – e, portanto, irregular. O texto abaixo, que explica bem o episódio, é do Coturno Noturno:

Não há o mínimo decoro. Não há ética. Não há vergonha na cara. Ontem, dia de expediente, a Presidente da República usa instalações públicas para receber o staff da sua campanha para a reeleição. Depois de dois compromissos oficiais, não cita a reunião política na agenda oficial. Em vez do Palácio do Planalto, usa a residência, o Palácio da Alvorada. O registro do encontro é feito de forma extra-oficial, pelo fotógrafo do Instituto Lula. A foto do encontro mostra o ex-presidente da República de braços dados com a atual presidente. Todos os cuidados são tomados para que não sejam deixadas provas do crime. Aloísio Mercadante, ministro da Casa Civil, é escondido no flagrante do encontro, para que, se a sua presença tiver que ser negada a algum juiz mais rígido, não haja prova material. Ele trocou de lugar com Lula, para ficar escondido na cena. Basta ver o seu casaco na cadeira onde está o ex-presidente. Dilma, por sua vez, saiu da ponta da mesa para compor o quadro. Detalhes!

Eis a foto que está circulando na internet e na imprensa há dois dias, sendo usada como peça de campanha pelas milícias virtuais do petismo:

A seta indica o lugar onde está Mercadante, cuidadosamente escondido.

Agora vejam a agenda oficial de Dilma, que não registrou esse – como chamaremos? – “encontro de compadres:

O encontro com Mercadante virou evento de pré-campanha.

Agora é esperar pra ver se o Tribunal Superior Eleitoral será tão rigoroso com Dilma, como vem sendo com os adversários dela. Vale lembrar que o TSE já mandou tirar do ar uma página do Facebook que falava de Eduardo Campos, além de ter multado o PSDB por considerar propaganda antecipada as inserções dos tucanos. Será o tribunal rigoroso dessa vez? Aguardemos…

E aqui fica mais evidente ainda o quanto de método político-ideológico há na tomada da máquina pública pelo petismo: o aparelhamento das instituições precisa ser o mais amplo e profundo possível, para que O Partido possa exercer sua influência. O corolário é que aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos nada, nem a lei.

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