Depois de esforço da oposição, governo já admite que CPI será criada.

Mas que falta fazia uma oposição firme e combativa no Congresso Nacional, heim? O esforço comandado pelo senador Aécio Neves, em Brasília, está sendo digno de nota – principalmente quando se considera a base de apoio monstruosa que o governo tem no Parlamento.

O presidente do PSDB e pré-candidato à presidência Aécio Neves inaugurou nesta terça um esforço por liderar as oposições para levar a presidente Dilma e o governo ao desgaste de uma CPI. O tucano convocou oposicionistas de todas as vertentes à liderança do partido no Senado para um demonstração de força. E foi o centro das atenções da imprensa.

Aécio Neves não se restringiu à cobrança de explicações sobre o caso da refinaria de Pasadena. Deu longa entrevista sobre as perdas financeiras e o “encolhimento” econômico e financeiro da Petrobrás, que já foi uma das maiores empresas do mundo e hoje caiu mais de cem posições nesta classificação. (…)

E o trabalho da oposição parece estar prestes a dar resultado: já há vinte assinaturas a favor da CPI. Faltam mais oito, que, segundo Aécio, serão conseguidas ainda hoje. O governo já sentiu que pode sofrer mais uma derrota e admitiu isso publicamente hoje:

 A oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff conta com 20 assinaturas de senadores para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na Petrobrás. Por ser uma CPI mista, são necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 assinaturas de deputados.

Reportagem publicada nesta quarta-feira, 26, pelo Estado informa, erroneamente, que já havia 27 assinaturas de senadores. A informação correta, porém, é a de que há 20 assinaturas na Casa. Assinaram até agora o requerimento os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Mário Couto (PSDB-PA), Cristovam Buarque (PDT-DF), José Agripino (DEM-RN), Cyro Miranda (PSDB-GO), Aécio Neves (PSDB-MG), Cícero Lucena (PSDB-PB), Pedro Simon (PMDB-RS), Randolfe Rodrigues (Psol-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Rubem Figueiró (PSDB-MS), Ana Amélia (PP-RS), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Sérgio Petecão (PSD-AC), Jayme Campos (DEM-MT) e Wilder Morais (DEM-GO).

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), idealizador da CPI, disse em entrevista à rádio CBN estar confiante de que conseguirá reunir as assinaturas necessárias para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a Petrobras.

“Fizemos uma avaliação ontem à noite e há a possibilidade real de hoje nós alcançarmos no Senado o número de assinaturas. Por uma razão: a gravidade do tema e a percepção que há na opinião pública de que a questão está muito mal explicada”, afirmou o tucano em entrevista à rádio CBN.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), avaliou nesta quarta, ao chegar em uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, ser possível que a comissão seja instaurada. “Eu vi hoje que os dois principais candidatos de oposição ao governo estão jogando juntos nisso, portanto é possível que se consiga as assinaturas.”

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