Ibope: Dilma empaca e a oposição cresce. No 2º turno, diferença para Aécio é de apenas seis pontos.

Não importa qual pesquisa seja divulgada, o mantra aqui permanece o mesmo: o segredo é olhar menos para os números de intenção de votos e mais para as tendências. Isso vale para a pesquisa do Ibope que saiu ontem, como se verá agora.

Segundo o Ibope, num intervalo de aproximadamente duas semanas, Dilma ficou exatamente no mesmo patamar: 38%. Aécio e Eduardo subiram um ponto cada um e agora têm 23% e 9%, respectivamente. O que os números nos dizem? Que a candidata à reeleição está empacada, enquanto a oposição cresceu.

“Mas foram meras oscilações na margem de erro”, dizem alguns. Sim, verdade. Por isso que prefiro nem olhar para os números e dar atenção às curvas: a trajetória do principal nome da oposição, o senador Aécio Neves, é crescente já há vários meses. E o que chama mais a atenção é que se trata, ao que tudo indica, de um crescimento gradual e consolidado – movimentos assim dificilmente são revertidos.

Quando se analisa os números das simulações de segundo turno, tudo faz ainda mais sentido. Vejam a imagem abaixo:

O que há de mais relevante acima é: a) a diferença entre Dilma e Aécio era de 8%. Agora é de apenas 6%, o que significa, para efeitos estatísticos, situação de empate técnico na margem de erro; b) Do primeiro para o segundo turno, Dilma ganha apenas 4%, enquanto Aécio dá um salto de 13%!

Antes de concluir a análise, vejamos a quantas anda a rejeição dos candidatos:

Vamos aos fatos: a) Dilma tem a maior rejeição disparada; b) ela chega a ter mais que o dobro da rejeição de Aécio (que inclusive caiu no período!).

Encerrando, podemos concluir que a pesquisa é muito preocupante para Dilma. Se ela comemora (e faz bem) o fato de ter parado de cair, também é verdade que precisa se preocupar com o tamanho de sua rejeição, que, aliás, também parou de cair há muito tempo.

A presidente está numa situação curiosa: a intenção de votos nela (38%) está em situação de empate técnico com a rejeição (36%). Se essas linhas se cruzarem, o PT pode dar adeus à reeleição de Dilma.

Além disso, ela aparece só 6% à frente de Aécio num eventual segundo turno, sendo que o mineiro, além de ter menos da metade da rejeição da petista, ainda é desconhecido por quase 20% da população. Aqui, a meu ver, está a grande bomba pro PT: um candidato desconhecido por um a cada cinco eleitores dá um salto de 13% quando colocado num 2º turno contra Dilma e aparece praticamente empatado com ela.

Vale lembrar que essa pesquisa veio depois de uma semana de exploração desenfreada do dossiê daquele aeroporto, preparado para tentar atingir a imagem de Aécio. Resultado? Ele ganhou mais votos e viu sua rejeição diminuir!

Eu insisto: tem gente sem dormir lá pelos lados do Planalto…

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