Eduardo Campos no Jornal Nacional.

Ontem foi a vez de Eduardo Campos ser entrevistado no Jornal Nacional. O candidato do PSB não chegou a ir mal, mas, a meu ver, se deixou abater pela forma incisiva com que Bonner e Patrícia Poeta têm conduzido o quadro. Começou até ensaiando alguma desenvoltura, pra depois ir murchando a partir dos três minutos, quando confrontado com a interferência política que fez para que sua mãe chegasse ao TCU.

Estranhamente, ele parecia não esperar perguntas sobre o caso de nepotismo, o que causa assombro: se uma campanha não se prepara para enfrentar os esqueletos que o candidato tem no armário, é melhor nem começar.

O melhor momento de Campos foi quando lembrou que “Dilma vai entregar o país pior do que recebeu”, algo inédito na chamada Nova República. E ao dizer que com o descontrole inflacionário “o salário não chega até o fim do mês”, usando uma expressão lançada por Aécio ainda durante as inserções eleitorais.

O pior momento de Campos, além de ter ficado visivelmente abatido quando confrontado com o episódio da nomeação da mãe, foi quando Bonner lembrou que a vice dele, Marina Silva, tem uma posição contrária ao agronegócio. Nesse momento me pareceu que o candidato chutou o balde: bancou Marina e disse que foi contra o Código Florestal. Minha leitura é que deu o voto do agronegócio por perdido de uma vez, numa última esperança de arrebatar o coração dos “sonháticos” e chegar aos dois dígitos nas pesquisas.

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