Começa a campanha na TV.

Hoje começa a campanha na TV, com inserções diárias e a propaganda obrigatória à tarde e à noite. Se esta será mesmo a eleição mais disputada e imprevisível desde 89, será o início do horário eleitora a dizer.

O PT, que terá um latifúndio com mais de onze minutos na propaganda obrigatória, vai mostrar Lula até não poder mais, junto com milhares de efeitos em computação gráfica sobre as maravilhas do futuro promissor que o petismo, mesmo sendo governo há doze anos, trará. A história recente mostra que não convém duvidar da capacidade técnica do PT na TV: provavelmente farão um programa esteticamente bonito e bem produzido. Mas eles têm um problema que nas últimas três eleições não tinham: uma candidata muito rejeitada – especialmente nos maiores colégios eleitorais.

Enquanto João Santana vai mostrar Lula, Marina deve investir no seu mito pessoal, aliada a uma exposição enorme do agora conhecidíssimo Eduardo Campos. Ela também vai fazer o possível para fugir das discussões concretas sobre os problemas que assolam o país, porque até hoje não deu nenhuma dica sobre qual seria seu programa de governo. A tática de Marina deve emular a campanha de Lula em 2002: muita carga emocional, construção do mito da pessoa pobre e sofrida que vem pra ser redentora do país. O grande problema de Marina, além da pouca consistência de suas idéias para o grande pública, é o pouco tempo de TV.

Aécio tem uma difícil missão: precisa se tornar conhecido de todos e tem só cerca de quatro minutos na TV (nunca na história recente o principal candidato de oposição teve tão pouco tempo). Mas Aécio traz a vantagem de ter o que mostrar, depois de dois mandatos de muito sucesso como governador de Minas, durante os quais saneou as finanças do Estado ao mesmo tempo em que investiu forte em educação. O tucano sem dúvida falará do Programa Família Brasileira, das 500 novas unidades do SUS e do Plano Nacional de Carreira para os médicos, do Programa Nordeste Forte, entre outras iniciativas que já apresentou ao país, quando teve chance.

Mas não pode ser apenas isso. As eleições passadas já deixaram claro que o povo (aquele que enche urna) não quer eleger um síndico. A campanha precisa tocar corações, bolsos e, só então, mentes. Se é fato que nas últimas eleições o PSDB falhou ao falar diretamente com o povo, também é verdade que Aécio, nas vezes em que esteve na TV, apareceu em programas bem produzidos e conduzidos. A inserção abaixo, divulgada hoje, no primeiro dia de programa, faz esperar bem: gastar menos com os custos da política e gastar mais com as pessoas. Pronto, é esse o tom.

E o programa completo:

Devo dizer que há muito tempo não via a oposição ao PT apresentar um programa tão bom na TV.

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