Dilma no JN: o Brasil nunca teve alguém tão despreparado no comando do país.

Que espetáculo constrangedor foi aquela protagonizado por Dilma, no Jornal Nacional. Não faltaram as tradicionais engasgadas e a principal marca dela: a incapacidade de concluir um mísero raciocínio lógico sem se perder em milhares de devaneios.

Dilma foi duramente confrontada por Bonner (o que é correto) e, quando teve que falar sobre o costume que o PT tem de tratar bandidos condenados como heróis, saiu-se dando a entender que discordaria do STF, caso não fosse presidente da República. Mostrou que não conhece nada da administração Federal (disse que foi Lula quem criou a CGU, órgão que existe desde 2001!) e, como não poderia deixar de ser, mentiu. Mentiu ao insistir que a inflação estaria em zero. Mas não se pode negar que também foi sincera: quando reconheceu, para 40 milhões de pessoas, que a saúde no Brasil não está nem perto do aceitável.

Uma boa análise da entrevista foi publicada pelo jornalista Ricardo Noblat, que pode ser acusado de tudo, menos de ser um ferrenho anti-petista:

William Bonner empurrou a presidente Dilma Rousseff para o canto do ringue. E ficou batendo nela até cansar. Até resolver lhe dar algum refresco, quando ofereceu um minuto e meio além dos 15 previstos para que ela fizesse suas considerações finais.

Como Dilma, atarantada, não conseguiu respeitar o tempo que lhe coube, Bonner e Patrícia Poeta decretaram o fim da terceira entrevista do Jornal Nacional com candidatos a presidente. As duas primeiras foram com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

De longe, a entrevista com Dilma foi um desastre. Para ela. Não chamou Bonner e Patrícia de “meus queridos”, como costuma fazer quando se irrita com jornalistas que a acossam com perguntas incômodas. Mas chegou perto.

Passou arrogância. Exibiu uma de suas características marcantes – a de não juntar coisa com coisa, deixando raciocínios pelo meio. Foi interrompida mais de uma vez porque não conseguia parar de falar, e fugia de respostas diretas a perguntas.

Perguntaram-lhe sobre corrupção. Dilma respondeu o de sempre: nenhum governo combateu mais a corrupção do que o dela. Bonner perguntou o que ela achava de o PT tratar como heróis os condenados pelo mensalão. Foi o pior momento de Dilma (terá sido mesmo o pior?).

Dilma escondeu-se na resposta de que como presidente da República não poderia comentar decisões da Justiça. Ora, a resposta nada teve a ver com a pergunta. E Bonner insistiu com a pergunta. E Dilma, nervosa, valeu-se outra vez da mesma resposta. Pegou mal. Muito mal.

Quando foi provocada a examinar o estado geral da economia, perdeu-se falando de “índices antecedentes”. Provocada a dizer algo sobre o estado geral da saúde, limitou-se a defender o programa “Mais Médicos”.

Seguramente, nem em público, muito menos em particular, Dilma se viu confrontada de modo tão direto, seco e sem cerimônia como foi por Bonner e Patrícia. Jamais. Quem ousaria? Surpreendida, por pouco não se descontrolou.

Sobre as mentiras contadas por Dilma ontem, a Turma do Chapéu publicou um excelente texto feito pelo @albertolage, que todos deveriam ler para poder conhecer a verdade.

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