Arquivo da categoria: Ideologias

Menos dinheiro pra burocracia. Mais dinheiro pra investir nas pessoas.

Abaixo está o programa de TV de Aécio Neves, exibido na noite de ontem. Muito bem feito em todos os aspectos, ele trata de um tema que a mim, particularmente, interessa muito: o choque de gestão que o país precisa.

Sem dúvida uma das principais razões que me fazem preferir Aécio é o resultado do inovador trabalho de otimização de gastos conduzido por ele em Minas Gerais, com excelentes resultados. O princípio é muito simples: corta-se gastos correntes ligados à burocracia da máquina administrativa e, com o dinheiro que sobra, pode-se investir mais em políticas públicas para a sociedade.

Com o choque de gestão, Aécio fez com que Minas investisse 294% a mais em saúde, 259% a mais em educação e 186% a mais em segurança pública. Os resultados foram tão espetaculares, que o governo mineiro mereceu reconhecimento internacional. Minas passou a ser a melhor saúde pública da região sudeste, apresentando a melhor taxa de vida pós-nascimento, por exemplo. Na educação, Minas passou a ser reconhecida como a melhor do país, sendo o primeiro estado brasileiro a ampliar a quantidade de anos em que as crianças ficam na escola.

Esses são apenas alguns dos resultados obtidos com uma gestão eficiente, pautada pela seriedade e alicerçada em objetivos concretos. Aécio tem um trabalho indiscutivelmente bem sucedido em Minas Gerais e não há a menor dúvida de que reúne as melhores condições de conduzir o Brasil nesse momento complicado da economia, fazendo os ajustes necessários – sem, contudo, deixar de investir nas pessoas. Se há um motivo principal que me fez escolher a candidatura de Aécio Neves à Presidência, este sem dúvida pode ser resumido na frase: gastar menos com a burocracia do Estado e mais com as pessoas.

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Diferenças morais: PT celebra Genoíno um dia depois de Aécio dizer que bandido não pode ser tratado como herói.

É comum ouvir que a eleição se decide a partir da conjuntura econômica e que o povo não liga pra escândalos de corrupção. É comum, mas não acho certo. É por isso que, independentemente do que pregam os entendidos de eleição, acho necessário apontar as enormes diferenças morais que existem entre o projeto de poder do PT e a alternativa a ele existente.

Ontem, na bacada do Jornal Nacional, Aécio disse de forma clara e objetiva que nunca tratou nem vai tratar como herói nacional um condenado. A referência era, obviamente, ao que fazem os petistas até hoje com seus mensaleiros. Dirceu e Genoíno, principalmente, foram escoltados até a Papuda por militantes aos gritos de “guerreiros do povo brasileiro”.

Hoje, depois de esperar pela conveniente mudança na composição do STF, Genoíno saiu da cadeia para cumprir o restante da pena em casa. E os petistas espalhados pelo país comemoraram sem qualquer pudor o fato, zombando na cara da sociedade brasileira. E, não! Não foi só coisa de alguns militantes: a página oficial do PT no Facebook publicou um enorme post celebrando a decisão que permitiu a Genoíno sair da prisão.

Eu até posso entender que ética fique em segundo plano num país onde mais da metade da população não tem saneamento básico. Consigo compreender as razões que fazem as donas-de-casa se preocuparem mais com a inflação do que com o lugar onde um petista condenado cumpre sua pena. O que não posso nem consigo é deixar de pontuar as enormes diferenças morais que estão em disputa neste eleição, porque acredito que elas também são importantes.

De um lado está uma candidata que disputa pelo mesmo partido de corruptos condenados e que presta homenagens a eles. Do outro um candidato que disse ontem para 40 milhões de telespectadores que bandido não deve ser tratado como herói. A escolha moral não é a mais importante, dizem os analistas políticos. Eu digo que é a escolha fundamental, sobre a qual todo o demais será construído.

Dilma, a religiosa.

Dilma hoje foi a um ato em uma igreja da Assembléia de Deus. A certa altura, disse:

O Estado brasileiro é laico, mas, citando o salmo de Davi, eu queria dizer que feliz é a nação cujo Deus é o senhor.

Mas que mulher dada à fé, não é mesmo? Não vamos esquecer que Dilma tem outras passagens curiosas ligadas à religião em sua vida política. Como quando afirmou ser devota de “Nossa Senhora DE FORMA GERAL” (sim, ela INVENTOU um novo Santo católico!).

Teve ainda esse episódio, em que Dilma mostrou toda sua capacidade de fazer o sinal da Santa Cruz:

E, ainda, a vez em que disse que acredita em Nossa Senhora, a quem chamou de “DEUSA MULHER”, inaugurando uma sorte de POLITEÍSMO CATÓLICO:

“E quem disse que precisa ser religioso e católico pra ser bom político?!” Eu nunca disse! O que me incomoda não é o fato de Dilma claramente não ter qualquer traço de fé cristã. Nem ela nem ninguém é obrigado a professar qualquer fé. O que me incomoda profundamente, na condição de cidadão brasileiro e de católico, é esse cinismo com que ela sai espalhando mentiras valendo-se do nome de Deus, tudo no intuito único de usufruir ganhos políticos.

Dilma, a um só tempo, desrespeitou a instituição que representa, a inteligência e a fé dos brasileiros e, por fim, os templos onde se prestou a entrar para mentir. Que Deus tenha piedade da alma dessa senhora.

Ainda o voto nulo: os motivos de quem vota e quem dele se beneficia.

Escrevi há algum tempo um post aqui sobre aquele famoso hoax de internet segundo o qual uma avalanche de votos nulos podem forçar a justiça eleitoral a anular o pleito. Expliquei, de forma objetiva e apoiado em evidências, que essa tese não tem nenhum suporte lógico. Votar nulo no intuito de levar à anulação da eleição como um todo e, na melhor das hipóteses, ingenuidade.

Na ocasião, alguns entusiastas do voto nulo apareceram aqui e reivindicara o direito de anular o voto. Ora, lógico que esse direito existe. Votar nulo é uma das escolhas colocadas à disposição do eleitor, não há dúvida quanto a isso. As perguntas que ficam são: que motivos levam o eleitor a deliberadamente anular seu voto e, uma vez anulado, quem mais se beneficia de tal decisão?

Pesquisas dão conta de que o perfil do eleitor que pretende anular seu voto é – atenção agora – de oposição! Trata-se, enfim, de alguém que não pretende reeleger o governo da vez, em especial porque acha importante protestar contra aquilo que se convencionou chamar de “o sistema” (e o status quo, sabe-se, vira símbolo dessa revolta).

Posto isto, não consigo entender por que motivos uma parcela da sociedade que se identifica com a oposição esteja disposta a favorecer, no caso da eleição presidencial, a candidatura Dilma, que é a da situação. Meu palpite é que duas razões principais explicam isso: a) os candidatos da oposição ainda são desconhecidos por boa parte dos eleitores; b) a maioria dos que quer votar nulo por – como direi? – “descrença na política” ainda não entendeu que, ao fazer isso, estará ajudando bastante os candidatos da situação (quaisquer que sejam eles). Acerca disso, vejam trecho de artigo publicado por Fernando Rodrigues, na Folha (íntegra aqui):

(…) Mas quem se beneficia, de fato, dos votos brancos ou nulos? Simples: os candidatos que estão à frente nas preferências do eleitor e próximos de vencer no primeiro turno.

Para facilitar, considere um eleitorado de 100 milhões. Ganha a Presidência quem tiver, pelo menos, 50 milhões mais um dos votos. Só que, se 20 milhões forem brancos ou nulos, a soma dos votos válidos cai para 80 milhões e vencerá no primeiro turno o político que receber, pelo menos, 40 milhões mais um dos apoios.

Ou seja, quanto mais votos nulos, menos apoios são necessários para alguém vencer no primeiro turno. (…)

Não é curioso que a parcela dos eleitores descontentes, ao optar pelo voto nulo, terminem por favorecer os candidatos mais bem colocados nas pesquisas (por facilitarem sobremaneira uma eventual vitória em primeiro turno)?

“Mas o direito de votar nulo existe!” Sim, ninguém nega isso. A questão que me coloco é: estarão as pessoas que decidiram votar nulo conscientes do resultado prático de suas ações – e de quem delas se beneficiará? Pararam pra pensar que, na prática, o voto nulo não é um voto “contra tudo isso que aí está”, mas, particularmente neste ano de 2014, um voto em favor de Dilma? É realmente isso que querem os que vão anular os votos: protestar contra o establishment ajudando justamente a candidata do governo à reeleição? Desculpem, mas não faz o menor sentido.

Afirmei no passado e reitero agora: sou pelo voto facultativo. Se é pra dizer que não tá nem aí com a eleição, é bem mais lógico ficar em casa no domingo. Se dar ao trabalho de ir até a seção eleitoral só pra digitar um número que não existe e confirmar, achando que, com isso, estará ajudando a mudar o mundo, bem… Trago más notícias: a única pessoa contente com seu voto nulo é provavelmente aquela que encarna sua revolta com “o sistema”. E aí? É isso que você quer verdadeiramente? Se for, parabéns! Dilma e o PT agradecem.

TSE agora quer proibir adjetivos em relatórios. Quem protegerá a sociedades dos seus protetores?!

A cada novo ano eleitoral eu fico mais assombrado com a desenvoltura com que a justiça brasileira, em nome de um suposto “bem maior”, avança sobre as liberdades individuais. Vejam a matéria abaixo (íntegra aqui):

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, afirmou em entrevista publicada nesta quarta-feira ao jornal Valor Econômico que as consultorias “não podem adjetivar” seus relatórios. Ele argumenta que as análises do mercado não podem utilizar adjetivos para manifestar posições negativas ou positivas sobre os candidatos nas eleições deste ano.

O tom dos relatórios financeiros foi posto na mesa de discussões do mercado nesta semana após dois eventos paralelos acontecerem na última sexta-feira. Primeiro veio à tona um relatório intitulado Você e Seu Dinheiro que foi enviado pelo banco Santander a 40 mil clientes do segmento Select (renda superior a 10.000 reais). Na terça-feira, depois que a instituição havia pedido formalmente desculpas pelo relatório, o presidente do Conselho da instituição, Emilio Botín, confirmou que uma pessoa foi demitida do banco devido à nota que continha comentários negativos sobre o governo Dilma Rousseff e as perspectivas econômicas ruins caso ela se reeleja.

Em paralelo, o ministro do TSE Admar Gonzaga assinou uma liminar que suspendeu o anúncio de um texto da consultoria financeira Empiricus via link patrocinado do Google. A divulgação e o conteúdo do material, que responde a pergunta “como proteger seu patrimônio em caso de reeleição de Dilma”, foram considerados contrários à Lei Eleitoral pelo ministro. Ele cita o artigo 57-C da Lei 9.504, que, por sua vez, proíbe a “veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga” na internet.

Em setembro de 2010 escrevi um longo texto onde tratei desses – como chamarei – arroubos totalitários praticados no período eleitoral, aqui no Brasil. Notem que o padrão é sempre o mesmo: em nome de algo intangível chamado “equilíbrio do pleito”, o braço jurisdicional do Estado avança sem qualquer pudor sobre liberdades individuais concretas.

Mais que isso, me assusta a inversão lógica das prioridades: o eleitor deixa de ser o protagonista da “festa da democracia” e passa a ser policiado. A justiça eleitoral, preocupada em proteger os que se propõem a disputar o nosso voto, cerceia cada vez mais nossas liberdades de criticar, satirizar e inquirir aqueles. Em vez de proteger o eleitor, escolhem proteger os candidatos – os quais deveriam ser completamente dissecados, expostos, bombardeados de todas as formas possíveis, na verdade!

Enfim, deixo aquele texto e peço que o leiam. Acho que lá escrevi tudo o que penso a respeito: Quis custodiet ipsos custodes?

“A estatização do futebol”: excelente editorial do Estadão.

Muito, mas muito bom o editorial do Estadão do último sábado:

Ficaria melhor na Dilma Bolada – a falsa página da presidente nas redes sociais – do que na CNN, onde apareceu na quinta-feira, o que provavelmente foi o mais tosco chutão da chefe do governo nestes três anos e meio no Planalto. Numa entrevista gravada no dia seguinte à catástrofe do Mineirão, ao defender uma “renovação” do futebol brasileiro, Dilma disse que “o Brasil não pode mais continuar exportando jogador”. E, para deixar claro que o “não pode” seria uma proibição pura e simples, ela emendou de bico: “Um país, com essa paixão pelo futebol, tem todo o direito de ter seus jogadores aqui e não tê-los exportados”.

Em um surto provocado por uma mistura tóxica de oportunismo – para que o pó da derrota em campo não se deposite sobre o projeto da reeleição – e conhecido vezo autoritário, Dilma falou como quem quer cassar o direito constitucional dos brasileiros de ir e vir, dentro ou para além das fronteiras nacionais, como se o Brasil fosse uma Cuba ou Coreia do Norte. Para justificar a enormidade, deu uma pisada na bola de envergonhar um perna de pau. “Exportar jogador”, caraminholou, “significa não ter a maior atração para os estádios ficarem cheios.” Revelou involuntariamente, portanto, saber muito bem que boa parte ou o grosso dos US$ 4 bilhões despejados na construção e reforma das arenas da Copa serviu apenas para legar ao País uma manada de elefantes brancos.

A íntegra está aqui.

Agência de análise de risco rebaixa a nota do Brasil e da Petrobrás: oposição se articula para criar CPI.

Olha só mais uma grandiosa ~conquista~ do governo petista:

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou nesta segunda-feira (24) a nota de crédito soberano do Brasil, que reflete a confiança de investir no país, de “BBB” para “BBB-“. A S&P também mudou a perspectiva do rating de negativa para estável.

(…) A Standard & Poor’s apontou em sua justificativa sinais pouco claros da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um frágil quadro fiscal, e também a desaceleração do crescimento do país.

Em comunicado, a S&P disse que o rebaixamento do rating reflete a combinação de “derrapagem orçamentária” em meio às perspectivas de “crescimento moderado nos próximos anos”, baixo volume de investimentos, “capacidade restrita” a ajustar a política antes das eleições presidenciais de outubro e “algum enfraquecimento das contas externas do país”. [Íntegra aqui]

E eis que desaba um pouco mais o mito da Dilma como “quadro técnico de grande qualificação”, construído pelo marketing do PT em 2010. Junto com a nota geral do país, aliás, também foram rebaixadas as notas Eletrobrás e Petrobrás (esta última, como estamos descobrindo, uma verdadeira caixa de Pandora do petismo).

Como bem disse o senador Aécio Neves, em outubro passado, é urgente que se DESPRIVATIZE a Petrobrás, afinal ela foi tomada de assalto pelo PT. Por isso a CPI para investigar essa gestão que está demolindo a Petrobrás (e a economia brasileira), capitaneada pela oposição, é de vital importância.

Hoje mesmo, líderes da oposição irão se reunir com o senador Aécio Neves, para tentar viabilizar a CPI. Talvez esse seja o primeiro para recuperar a credibilidade de uma das maiores empresas brasileiras – bem como da economia do país: a ação firme e decidida de uma oposição sem medo de apontar os fracassos gerenciais do PT.