Arquivo da categoria: Jogando conversa fora

Animações recriam filmes famosos em 60 segundos.

Olha que sensacional! Vários filmes famosos foram recriados em formato de animação.

Duro de Matar:

Clube da Luta:

Pulp fiction:

Matrix:

De volta para o futuro:

Achei aqui.

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Quem manda no futebol?

Enquanto você olhava pro lado: outro gol da Alemanha.

A final da “Copa das Copas” viu um espetacular jogo entre Alemanha e Argentina. No Maracanã, em território brasileiro, a maioria esmagadora dos nativos torceu pelos europeus, afinal não se podia acetar uma conquista do maior rival em casa, certo? Bom, nem tanto…

Muitos declararam preferir uma vitória da Argentina. Alguns por serem fãs de Messi, outros por preferirem evitar o tetra e, por conseguinte, a aproximação da Alemanha e, outros ainda, para que “o título ficasse na América Latina”. Esses últimos são os espécimes que me despertaram mais curiosidade antropológica.

Essa turma, agarrada às suas raízes continentais tal qual piolhos no couro cabeludo, advogava a tese segundo a qual o futebol latinoamericano é superior ao europeu e, por isso, mereceria mais o título. A primeira Copa foi aqui no continente! O primeiro campeão é daqui! O maior campeão de todos também! Ora, como questionar que a América Latina comanda em matéria de futebol? Bem, com fatos. Vamos olhar o que dizem os números:

  • Foram realizados 10 mundiais de clubes (daqueles com a chancela da Fifa, que a galerinha tanto adora) até o momento e o placar de títulos aponta: Europa 6 x 4 Américas. Com um dado a mais: nenhum time europeu sofreu um mazembaço™, como os brasileiros Inter e Atlético Mineiro.
  • Se considerarmos as Copas Intercontinentais também (acho justo que sejam consideradas), o continente americano vence por 22 a 21. Juntando as duas modalidades, portanto, segue à frente a Europa.
  • Em Copas do Mundo o tetra da Alemanha ampliou a vantagem européia para 11 a 9.

“Ah, mas só a frieza dos números não conta. Deve-se levar em conta a qualidade técnica.” Concordo! E, justamente por isso, acho um tanto quanto bocó alguém se recusar a reconhecer que já faz algum tempo que o futebol praticado na Europa (seja pelos clubes, seja pelas seleções) é bem melhor que aquele visto por aqui, nessas várzeas de campeonatos estaduais, nacionais e libertadores.

As últimas três Copas (estamos falando de uma geração já) ficaram com seleções da Europa e em duas delas as finais foram entre europeus. Em todas elas a seleção campeã se caracterizou pela supremacia de um jogo coletivo mais forte, que soube fazer frente a quem se escorava “apenas” em talentos individuais.

Grande elenco!

Grande elenco!

A superioridade do futebol europeu frente ao latinoamericano fica ainda mais evidente quando se considera que, tirando o Brasil, sobram só quatro títulos no continente, o mais recente deles conquistado pela Argentina, em 1986, graças a um gol de mão.

O que se tem de concreto, portanto, é que o Brasil, este sim, é, pelo conjunto de sua história, pela quantidade de suas conquistas e pelo peso de sua camisa, o país de mais destaque no futebol, basta ver que ele tem sozinho mais títulos de Copa que os outros dois vizinhos campeões juntos!

Hoje, porém, é evidente que o “país do futebol” não é mais referência nem dita mais os rumos do esporte, tanto do ponto de vista técnico, quanto do tático. Com exceção – vá lá… – de Neymar, qual outro jogador da seleção teria vaga inconteste na Alemanha campeã? E olha que, a meu ver, até o Neymar teria que batalhar e muito por espaço…

O futebol aqui parou. Não soube evoluir e insistiu em apostar todas as suas fichas no talento individual de seus craques. Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas quando se chega a uma safra como a atual, absurdamente pobre de talentos, a vaca vai pro brejo.

Não há vergonha alguma em reconhecer que o futebol europeu é que dita os rumos do esporte atualmente (apesar de que… bem… o brasileiro médio não admite isso de jeito nenhum!). E nem quero dizer, com isso, que o tal técnico estrangeiro seja necessariamente a solução. Até acho que poderia contribuir, mas o ponto fundamental é outro: refletir sobre que tipo de futebol se quer praticar no Brasil.

Se acham que está bom um zagueiro dando chutões pra frente na esperança que a bola chegue ao Neymar e ele resolva, ok. Podem continuar praticando esse esporte que se assemelha um pouco a futebol. Se, porém, querem jogar futebol de verdade (como aquilo que a Alemanha jogou no Mineirão), o caminho deve ser outro.

O maior problema em aceitar que não se é mais protagonista e que é preciso tempo para recriar talentos é o imediatismo do brasileiro. No “país do futebol” ninguém vai aceitar um técnico que apresente um projeto onde a Copa de 2018, por exemplo, seja apenas um estágio e o time não entre pra ganhar, porque afinal “aqui é Brasil, porra! Cinco estrelas no peito!!!!”

Por outro lado, tentem projetar a seleção de 2018: a base vem dessa de 2014 mesmo. E quem será o lateral-direito? Quem será o goleiro? Quem será, enfim, o 9 do Brasil, posição órfã desde a aposentadoria de Ronaldo?

gap entre Europa e América Latina, no futebol, aumentou muito nos últimos anos, em boa parte, por conta da estagnação do Brasil, que é quem carrega o continente nas costas. Basta ver qual não seria a superioridade européia sem os mais recentes títulos da seleção (ambos vencidos já com times que jogaram fundamentalmente escorados em talentos individuais, menos que em grandes equipes de qualidade coletiva).

Ou se olha para quem é melhor atualmente, em busca de aprender um pouco de gestão profissional, capacidade tática e inovação técnica, ou se vai ficar como o Muricy, sugerindo que Guardiola não é isso tudo porque “nunca ganhou um brasileirão”. Por favor, escolham ser inteligente, não fazer papel de trouxas.

Top 10 das camisas de seleções mais bonitas de todos os tempos

Ao que parece, vai ter Copa. Na vibe do mundial de futebol da Fifa™, segue abaixo a lista definitiva e incontestável das dez camisas mais bonitas de todos os tempos dentre as seleções nacionais (a lista não está necessariamente em ordem de preferência. É mais ordem de memória mesmo – tirando a da Itália de 2002, que tá em primeiro porque é a mais linda de todas mesmo!):

1) Itália (2002)

Camisa absurdamente linda! E elegante: podia ser usada até em batizados, que tava de boa.

2) Nova Zelândia (2010)

Mesmo esquema: minimalismo e elegância máxima.

3) Alemanha (2010)

Os alemães costumam fazer belas camisas. Em 2010 não foi diferente.

4) Itália (2009)

Numa vibe retrô, usando um azul mais clarinho… E linda!

5) Rússia (2008)

Essa camisa aí é apenas sensacional de tão linda!

6) Espanha (2014)

Depois de ganhar a Copa com camisas feias, em 2010, a Espanha acertou a mão este ano.

7) França (2010)

Mais uma vez o minimalismo fazendo um excelente serviço.

8) México (2010)

Buscou inspiração naquela da Alemanha de 2010. E acertou em cheio!

9) Alemanha (1990)

Nem só de minimalismos vive este Top 10: essa invenção da Alemanha merece espaço na lista.

10) Holanda (2010)

Olha a ironia: a camisa mais bonita da “laranja mecânica” é preta.

Pronto, podem começar a jogar as pedras. 😉

Apostas pro Oscar 2014

Hoje teremos a entrega do Oscar, na condição de portador da verdade™, vos trago a lista dos vencedores. Vou falar só das categorias principais e de um ou outra das secundárias, porque, na boa, quem liga pra coisas como “melhor curta de animação” ou “melhor documentário curta metragem”? Pois é, ninguém. Então vamos falar do que interessa:

PRÊMIOS TÉCNICOS:

Podem anotar aí pra dar aquela cobrada™ depois: Gravidade vai levar os prêmios por melhor mixagem de sommelhor edição de som. Trilha sonora vocês me desculpem mas me recurso a comentar pelo simples fato de terem excluído a de Man of steel da lista final de indicados.

Além disso, Gravidade também vai levar o Oscar de melhores efeitos especiais, pra desespero dos fanboys de O Hobbit. Aliás, aqui vale fazer o registro: como puderam sequer indicar Círculo de fogo nessa categoria? E será de Gravidade também o Oscar de melhor fotografia, apesar de ser obrigatório ressaltar o espetáculo que é Nebraska e seu preto-e-branco opressivo. Não vai tirar o prêmio de Gravidade, mas se tirasse seria igualmente justo.

Pra terminar, aposto que Clube de compra Dallas vai levar o Oscar de melhor maquiagem. Eu normalmente nem me importaria com essa categoria, mas o trabalho que fizeram nesse filme é espetacular! Merece demais ser reconhecido.

ANIMAÇÃO

Funciona assim: se não derem o Oscar pra Frozen, eu vou pessoalmente lá em Hollywood cometer uma chacina! Frozen é a melhor animação desde Toy Story 3 e uma das mais marcantes desde O Rei Leão. É um trabalho pra ficar na história da categoria e, vou além: marca o começo de uma era, com a Disney novamente sendo protagonista direta. Fora o fato que todas as crianças do mundo estão loucas pelo filme.

Mas (e vocês sabiam que haveria um “mas”…) a categoria também conta com Vidas ao vento, o último filme do mestre Miyazaki. Há uma chance de a Academia decidir premiar o “conjunto da obra” dele, o que seria absolutamente merecido. Só que fazer isso às custas de Frozen seria criminoso! Enfim, não tem jeito: Frozen tem que ganhar melhor animação.

CANÇÃO ORIGINAL

Se “Let it go”, de Frozen, não ganhar, vou aproveitar a ida a Hollywood pra matar mais um punhado de gente. Ela é disparada a melhor música que tá concorrendo e, não adianta: tá na cabeça de todos que viram o filme (meu filho canta ela umas 87 vezes por dia, numa estimativa conservadora).

Só que na mesma categoria temos ninguém menos que o U2, do politicamente atuante Bono Vox, concorrendo com “Ordinary Love”, uma música de um filme sobre Mandela. E aí, amigos, temos uma reunião tão grande de coisas feitas pra ganhar o Oscar que me dá até medo. E me dá medo porque a música Frozen merece muito mais! Por isso, mesmo sabendo o risco que é apostar contra o combo que é o U2 falando de Mandela, insisto: Frozen leva o Oscar de melhor canção original.

FILME ESTRANGEIRO

O prêmio precisa ir para o maravilhoso A grande beleza. Eu não via a Itália mandando tão bem num filme desde o inigualável “A vida é bela”, então acho realmente muito difícil que o prêmio escape dos italianos. Vale registrar os excelentes “A caça” e “A imagem que falta”.

ROTEIRO

No Oscar de melhor roteiro original não tem pra ninguém: o prêmio irá para o espetacular Ela. E será justíssimo! Vale lembrar que estão sensacionais também “Nebraska” e “Clube de compra Dallas”.

Já o prêmio de melhor roteiro adaptado deve ir pra um dos grandes favoritos da noite, 12 anos de escravidão. Aqui faço uma ressalva de cunho pessoal: eu preferia que o prêmio fosse pra “Antes da meia-noite”, que fecha uma trilogia que adoro demais, ou mesmo pra “Lobo de Wall Street”, que, se dependesse de mim, ganharia tudo! Mas não tem jeito: “12 anos de escravidão” já pode comemorar essa.

ATUAÇÃO

Nas categorias de atuação, até o tapete vermelho já sabe que Cate Blanchett até separou um lugar na estante pro Oscar de melhor atriz. Se o prêmio levasse em conta a “melhor cena de calcinha no espaço”, Sandra Bullock teria chances; se considerasse o “melhor decote”, talvez Amy Adams ameaçasse. Mas não tem jeito: La Blanchett já levou essa.

Outra barbada é o prêmio de melhor ator coadjuvante para Jared Letto, que está magistral em “Clube de compra Dallas”. Muita gente diminui a importância de Letto tratando-o só como “aquele carinha da banda”, mas a verdade é que ele está magnífico naquele papel! A única e remota ameaça ao Oscar de Letto é o tal Abdi, de “Capitão Phillips”. Mas acho ainda incomparável, porque ele interpreta a si mesmo, enquanto que Letto realmente construiu um personagem inesquecível. Merece registro histórico o Matthew McConaughey, que nem foi indicado nessa categoria, mas, se tivesse sido indicado pela ponta que fez em “O lobo de Wall Street”, seria sério candidato a sair da festa com dois prêmios. A cena dele conversando com o Di Caprio já tá na história do cinema:

O Oscar de melhor atriz coadjuvante deve acabar indo pra estreante Lupita Nyong’o, pelo trabalho sensacional em “12 anos de escravidão”. Mas há que se registrar o belíssimo trabalho de June Squibb, em “Nebraska” que, se dependesse de mim, seria a vencedora dessa categoria. A velhinha que ela encarna é apenas sensacional! Por fim, não esqueçam que nessa categoria concorre a nova queridinha de Hollywood: Jennifer Lawrence. Se alguém for tirar o Oscar de Lupita, será J-Law, sem dúvida. E, ao contrário de alguns, não achei ruim o trabalho dela – pelo contrário! A cena dela cantando e a que ela protagonizou no banheiro, com Amy Adams, já valeriam um Oscar fácil;

Na categoria de melhor ator, o prêmio deve ir, com muita justiça, pra Matthew McConaughey, que foi espetacular em tudo que fez no ano passado. Mas a verdade é que, tirando o Christian Bale (o que ele faz ali, meu Deus?! Como puderam deixar o Tom Hanks de fora?!), qualquer um dos indicados seria um justo vencedor. Se eu fosse decidir, daria o Oscar pro Di Caprio, que está magistral em “O lobo de Wall Street”. Mas Bruce Dern, em “Nebraska”, também esteve excelente. A vitória deve mesmo ficar com McCounaghey, mas chega a ser um pecado Leonardo Di Caprio não ganhar neste que foi, a meu ver, seu melhor papel (num filme que foi, a meu ver, o melhor Scorsese). A cena dele falando como se fosse um pastor, na frente da equipe, é espetacular:

DIREÇÃO

O vencedor do Oscar de melhor direção já tem nome e é Alfonso Cuaron. O que fez o mexicano em “Gravidade” é indescritível! Será o prêmio merecido demais, sem dúvidas. De novo: dependesse só de mim, Martin Scorsese seria o vencedor, porque “O lobo de Wall Street” eu considero simplesmente o melhor trabalho do velhote. Além deles, uma menção para Alexander Payne, pelo belíssimo “Nebraska” e para Steve McQueen, que – atenção agora! – conta com um forte lobby para se tornar o primeiro negro a ganhar um Oscar de direção. Ele tem chances, mas acho difícil que o prêmio escape do Cuaron.

MELHOR FILME

Graças ao bom Deus este ano não corremos o risco de ver premiada uma desgraça tipo “Crash”, “Quem quer ser um milionário” ou “O artista”. Todos – eu disse todos! – os nove indicados são excelentes filmes e não seria nenhuma tragédia caso qualquer um deles vencesse. O único reparo que faço à lista dos finalistas é a ausência de “Rush”. Mas vida que segue.

Se fosse para ganhar um underdog, minhas apostas seriam “Clube de compra Dallas” e “Nebraska”. Mas ambos, apesar de espetaculares, dependem completamente da atuação de seus atores e o prêmio de melhor filme considera mais que isso. O vencedor deve ser um dentre “12 anos de escravidão”, “Trapaça” e “Gravidade”. Aposto que o Oscar de melhor filme vai para 12 anos de escravidão, porque ele tem tudo para ser, este ano, aquilo que Lincoln não conseguiu ser em 2013.

“12 anos…” não é meu preferido. De novo: se dependesse de mim, “O lobo de Wall Street ganharia tudo! Tive uma conexão inexplicável com esse filme e é uma pena que não ganhe tantos prêmios quanto mereceria de verdade. Mas o filme de McQueen, além de reunir os clássicos clichês que a Academia adora, também consegue ser uma obra realmente excelente. Lembram da Michelle Obama entrando ao vivo da Casa Branca pra anunciar o vencedor em 2013? Erraram o ano: um Obama deveria ser chamado agora, em 2014. Nada melhor pra fechar a lista de clichês que o presidente negro anunciando uma história maravilhosa sobre um escravo como melhor filme.

Posters em versão LEGO dos filmes indicados ao Oscar!

Domingo será a entrega do Oscar e, até lá, farei minhas apostas. Enquanto isso, olhem que formidáveis os posters em versão Lego de alguns dos filmes candidatos ao prêmio principal:

12 anos de escravidão

12 anos de escravidão

Gravidade

Gravidade

Trapaça

Trapaça

Lobo de Wall Street

Lobo de Wall Street

Clube de compra Dallas

Clube de compra Dallas

Outros posters dos indicados a melhor filme aqui.

Dez livros

A nova modinha no facebook (ainda é, ou já acabou?) é listar dez livros marcantes para a vida de cada um de nós. O pressuposto da brincadeira é fazer a lista de bate-pronto, sem pensar muito. Eu entrei no jogo e, bem… Aí vai o resultado:

Por que fui entrar nisso, meu Deus?! Por quê?! Foi publicar o post e começar a me arrepender por conta dos livros que esqueci de mencionar. Onde está Romeu e Julieta?! Como consegui deixar de fora Memórias póstumas de Brás Cubas, que considero o melhor de Machado?! Onde estava com a cabeça quando deixei passar Casa grande e senzala, ou Angústia? Como pude cometer o pecado de esquecer Orgulho e preconceito?!

Não que os dez listados não mereçam estar onde estão. São ótimas obras e todas marcaram muito minha – se me permitem – formação como leitor. O que me atormenta um tanto desde a manhã de hoje é a ânsia de entender o que me levou a apontar aqueles dez e deixar de foram tantos outros livros preferidos.

Eu cliquei no botão “publicar” e imediatamente: “Meu Deus, Orgulho e preconceito! Ah, não! Esqueci Memórias póstumas!” E ter de carregar comigo o resultado dessa irresponsabilidade que foi escolher só dez dentre tantos livros passou o dia a me atormentar como se fosse a malfadada gravata, em Angústia. E eu tentava afrouxar o nó (imaginário), mas quê!

Ah, as armadilhas do inconsciente… Aliás, alguém tem um bom livro que trate disso, pra me indicar?