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Social mídia do PT: 12 milhões pra usar google e wikipédia.

A galera do Implicante publicou ontem um texto muito interessante, que revela parte do plano de comunicação do PT para 2014: gastar 12 milhões de reais com a ~galera da internet~. O assunto parece ser polêmico dentro do próprio partido – afinal 12 milhões não são um troco qualquer -, mas alguém duvida que, na hora H, Franklin Martins convença todos a encher os bolsos das milícias cibernéticas? Afinal, o dinheiro não é deles, mas nosso.

Mas, afinal, o que farão os xoxomída do PT com essa grana toda? Além de fabricar dossiês contra adversários, disseminar mentiras e puxar o saco dos chefes, também vão usar muito o google e a wikipédia, sempre que precisarem afetar conhecimento sobre qualquer assunto. Foi o que fizeram hoje, domingo, 13/10/2013, a partir do perfil oficial da presidente Dilma: ao comentar o Círio de Nazaré, Dilma tuitou (ok, vamos fingir que acreditamos que ela tuíta pessoalmente mesmo…):

Eu li que bateu aquela desconfiança, afinal Dilma, além de não ser dada a eventos católicos, também não costuma ser tão boa na construção lógica de frases. Aí joguei as palavras “Círio de Nazaré” no google e, bem… Vejam abaixo:

O print acima é da página oficial do Círio de Nazaré, que, como dito alhures, é o primeiro resultado que o google fornece quando se pesquisa o assunto. “Nossa, mas o que tem de mais pesquisar sobre algo antes?” Nada, não! Aliás, melhor que eles lá da xoxomídia tenham pesquisado, porque se fossem depender dos conhecimentos católicos de Dilma… VISH!

Mas podiam colocar o link no tweet, né? Não fingir que eram as palavras da presidente, quando, na verdade, era apenas um texto kibado na cara dura. Ou, então, podiam ganhar bem menos que 12 milhões, afinal googlar algo para poder tuitar sobre depois não é lá uma tarefa das mais complicadas…

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Datafolha: a um ano da eleição, quem está perdendo o sono é Dilma e o PT.

A pesquisa Datafolha divulgada hoje traz dados interessantes – principalmente quando é lida a sério, não com a disposição de agradar o governo petista. Feita com 2.517 pessoas em 154 municípios, a pesquisa mostra, essencialmente, que a tendência é haver segundo turno em 2014. Vejam os números no cenário que atualmente é mais condizente com a realidade:

Como tenho dito sempre, o mais importante, a essa altura dos acontecimentos nem é propriamente a intenção de voto, mas um punhado de outros detalhes que costumam ser negligenciados pelos jornais. Por exemplo: para um governo que se apresenta à reeleição, como é o caso daquele chefiado por Dilma, é desastroso ver que ela tem só 6% a mais que a soma dos adversários, principalmente quando se considera que há quase um quarto dos votos ainda divididos entre brancos, nulos e indecisos. O final de semana não será tranquilo lá nos lados do Palácio do Planalto, quanto a isso vocês podem ter certeza.

Outro dado relevante é o da rejeição dos candidatos: Serra lidera nesse quesito, com enormes 36%, seguido por Dilma, rejeitada por 27% e – atenção agora! – por Eduardo Campos, rejeitado por um em cada quatro entrevistados e com rejeição numericamente maior que a de Aécio (24%). Por que a rejeição de Campos, hoje maior que a de Aécio, é relevante? Porque ele ainda é o menos conhecido dentre os principais candidatos. As bênçãos de Marina parecem não ter se traduzido em transferência de votos, ao menos por enquanto.

Vejam acima o grau de conhecimento que a população diz ter dos candidatos: Dilma é conhecida por todos, fato que, aliado à baixa preferência do eleitorado e à rejeição, deve estar causando urticárias em João Santana, aquele que chamou as oposições de “anões”. Campos, conhecido por pouco menos de 60% dos eleitores, ainda tem, em tese, margem para crescer. O problema, para ele, é que deve aumentar também a rejeição, já surpreendentemente alta para alguém desconhecido por 43% dos entrevistados.

Aécio Neves, ainda não conhecido por um em cada cinco eleitores ouvidos, tem um grande espaço para onde crescer. Primeiro porque 35% alegam apenas ter “ouvido falar” nele, segundo pois é aquele que apresenta a menor rejeição e, terceiro, por ter herdado exatamente o mesmo punhado de votos que os seus dois adversários (Dilma e Campos) herdaram de Marina. Aliás, outra campanha que deve dormir mal este final de semana é a do PSB: o abraço de Marina a Campos (com direito a poesia declamada) não significou imediata transferência de votos.

É evidente que muita coisa ainda está por acontecer – coisa que sempre fiz questão de ressaltar aqui. Contudo, há algumas certezas que as recentes pesquisas emanam: 1) haverá segundo turno, para desespero de Dilma e do PT; 2) Aécio Neves é, ao que tudo indica, o nome mais forte da oposição para enfrentar o governo petista. O senador mineiro chega a 31% quando enfrenta Dilma, apenas dois pontos a menos que o ex-governador de São Paulo, José Serra (33%). E isso sabendo-se que Serra traz consigo o recall de duas campanhas presidenciais, ou seja: o espaço que o mineiro tem para crescer é muito maior.

Se o PSDB quer disputar, com chances de vencer, a próxima eleição, é hora de pacificar as correntes internas e assumir de vez que o candidato é Aécio. É isso, ou deixar que o governo dispute entre si, com uma candidatura assumida (Dilma) e outra disfarçada (Campos). De oposição, viável e com força, só uma.

A importância dos programas de TV numa eleição.

Olhem abaixo o primeiro programa de Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo:

Viram? Notem que o tempo todo ele faz questão de repetir o lance do “novo”. É a principal cartada dele, mas, além disso, é algo que sempre cola. Num abiente pegajoso como o da política, o povo está eleição após eleição em busca do “novo”.

Percebam ainda as cores, a iluminação, a trilha sonora muito bem encaixada nas cenas. Algo que se destaca também é a repaginada visual que fizeram com o candidato: tá jovem, forte, com postura certa. Nenhum cabelo branco, nenhuma gota de suor na pele, nenhuma sombra no rosto, nenhuma luz refletindo errado. Tá com cara de prefeito. Por fim, a sacada do jingle: “Haddad, um homem novo pra essa cidade.” Fácil, eficaz e rápido de colar na cabeça do povo.

O marketing do PT comprova sua superioridade em matéria de propaganda na TV e apresenta mais um produto vencedor.

Agora vejam o primeiro programa do Serra:

Pois é… O que é essa iluminação? Qual o problema com essas cores? Parece, como bem falou a Letícia, que “deixaram o programa desbotando ao sol por dias”.

E o discurso da “origem humilde” e de “eu vim da Mooca”? Serra já foi candidato a Presidente duas vezes, já foi Prefeito, Governador, Deputado e Senador (como ele mesmo não cansa de lembrar…). Precisa mesmo perder um minuto falando da origem? Sem falar no ritmo lento; quase arrastado… E aquele jingle… Melhor nem falar nada. Casa tão bem com a figura do Serra, quanto a Fuga de Bach casaria com a figura de Lula.

O marketing do PSDB, mesmo depois de ser jantado pelo PT na TV nas duas últimas eleições presidenciais, parece não ter aprendido a lição.

Torço pra estar errado (ou pra algo diferente acontecer – e em eleição isso sempre é possível), mas hoje, depois de ver a estréia dos programas na TV, acho que temos boas chances de ver um segundo turno Russomano X Haddad…

O porquê de eu ser contra a lei da Ficha Limpa.

Você, leitor deste blog [assustado e de olhos esbugalhados]: “Como assim é contra a lei?!”

Pois é, sou contra a lei.

Você, leitor deste blog [assustado, de olhos esbugalhados e com a boca aberta]: “Contra a aplicação imediata dela, já para as eleições passadas. É isso?!”

Não, meus caros. Sou contra a lei em si. Sim, eu sei que isso me torna antipático aos olhos da maioria das pessoas, mas fazer o quê? Não, eu não dou a mínima para a aprovação dos outros. Eu penso o que penso porque… bem… acredito no que penso! Não formo opiniões na esperança de conquistar os aplausos deste ou daquele grupo, mas na esperança de estar em paz com minha consciência e meus valores.

Sou contra a lei da Ficha Limpa por questão de princípio: em matéria de política, sou um liberal. Isso significa que minha concepção de democracia pressupõe, inclusive, o inalienável direito que as pessoas têm de… votar mal*. Sim, meus caros. Isso também faz parte do jogo político, afinal ele não é, nunca foi e nunca será perfeito.

Não me entendam mal: eu quero uma política mais “limpa” tanto quanto cada entusiasmado defensor da Ficha Limpa. Também folgaria em saber que Malufs, Barbalhos e Genoínos não ganhariam mais cargos eletivos no país em que vivo. A diferença é que, a meu ver, a constante depuração da classe política de um país deve ser resultado de escolhas livres da sociedade. É o povo que deve, por si só, entender que não é saudável votar num Maluf da vida, não ser proibido de fazê-lo por imposição de outrem. Em outras palavras, eu espero que meu filho aprenda que não deve bater nos coleguinhas, não que ande por aí com as mãos amarradas às costas, para que não tenha chance de agredir ninguém…

Hoje, a Ficha Limpa significa, na prática, que o Estado diz quem pode e quem não pode participar do jogo democrático. É por uma “boa causa”, todos concordamos. O problema é que em nome de “boas causas” foram cometidas as maiores atrocidades da história humana. Todo fascismo um dia nasceu prometendo combater iniquidades e caçar inimigos, não esqueçam disso.

Como qualquer um que acredite no indivíduo e no sistema de liberdades democráticas, sou ideologicamente contrário a um Estado paternalista e protetor. Eu pago meus impostos porque quero polícia na rua para impedir que vagabundo venha me assaltar, não para ter uma Super Nanny oficial me dizendo que Maluf é feio, bobo e malvado, e não pode ser votado. Ora, para quem eu dou meu voto é um problema meu (indivíduo), não um problema público (Estado)!

Acho temerário que um ente público, ao alcance de partidos políticos, grupos organizados de pressão e ao sabor de paixões emanadas da sociedade, possa dizer o que seria um bom ou um mau voto. Primeiro porque o “votar mal” é um conceito claramente subjetivo, como qualquer um com polegares opositores sabe. Eu, por exemplo, acho que a maioria dos brasileiros votou mal ao escolher Dilma, entendem? Mas há ainda outro fator, ainda mais importante: a democracia é tão importante, que deve ser defendida de todos. Até do povo!

Hoje, comemora-se que a “mobilização” e a “pressão” da sociedade civil levaram à criação da Ficha Limpa. Mas e amanhã? O que impediria que essa mesma sociedade civil se mobilizasse e pressionasse o chefe do Executivo a – sei lá… – fechar o Congresso? Ou, então, que pressionasse o Legislativo a demitir os ministros da Suprema Corte?

Ora, existe uma Constituição exatamente para garantir que determinados princípios fundamentais para a garantia do processo civilizatório seja salvaguardados de tudo e de todos. Ou, para empregar uma expressão que causará arrepio em muitos, pode-se também dizer que a Carta Magna existe para conservar os dispositivos que fazem de nós uma sociedade de seres humanos – daí as famosas cláusulas pétreas.

Eu não consigo entender por que os italianos – um povo que já teve Cícero! – insistem em votar em Berlusconi, mas não acho que o Estado deva editar uma lei estabelecendo que o bufão, por ser quem é, não deve ser votado. Quero é que os cidadão percebam isso livremente. E, se não querem perceber, que vivam sendo governados por aquela piada ambulante.

Na mesma esteira, não entendo por qual motivo os americanos, que já tiveram Lincoln, T. Roosevelt e Reagan, tenham se deixado seduzir pela retórica de centro acadêmico esgrimada por Barack Obama. Mas espero que eles percebam o “erro” sozinho e o “corrijam” por meio do voto, sem qualquer interferência do Estado.

O debate mais importante em torno da Ficha Limpa, portanto, nunca sequer foi feito. Discute-se a vigência, a anterioridade, a segurança jurídica e a presunção de inocência, todas questões importantes e que devem, sim, ser analisadas. Contudo, há antes delas uma outra face da lei que quase ninguém debateu: que autoridade o Estado tem para tutelar o voto dos indivíduos? A meu ver, nenhuma.

Como já mencionei alhures, a democracia pressupõe, dentre outras mazelas, o direito que qualquer pessoa tem de votar mal. “Ora, mas que grande porcaria esse regime de governo, então!”, vocês podem dizer. É, eis uma verdade! Como já disse Churchill, a democracia é o pior regime, depois de todos os outros… Nós não vivemos numa democracia porque ela é – ou deveria ser – perfeita. Nós vivemos numa democracia porque as alternativas históricas a ela são os totalitarismos que levaram, invariavelmente, à morte, à miséria e ao terror.

Não é, pois, uma “eleição limpa garantida pelo Estado” que garante a democracia e a liberdade dos indivíduos. São os indivíduos livres que garantem a existência da democracia! E liberdade, meus caros, ou é um conceito absoluto, ou não é liberdade. Ela pressupõe, inclusive, o direito que cada um de nós tem de usá-la mal…

Quem acompanhou a sessão de ontem do STF viu que os cinco ministros que falarm em defesa da aplicação imediata da Ficha Limpa desfraldaram o mesmo argumento principal: a lei reflete o clamor popular por uma política mais ética e proba. Ora, como marchar contra isso?! É o que todos queremos!

O busílis repousa no modo como as coisas serão feitas. Por meio da Ficha Limpa, o conjunto dos indivíduos – que forma essa coisa abstrata chamada de “sociedade” – resolveu desistir de pensar por si mesmo, e escolher os candidatos mais éticos, mais honestos. Preferiu-se, como em tantas outras ocasiões, recorrer à tutela do Estado paternalista, a quem caberia analisar a “vida pregressa” dos candidatos e dizer aos inocentes cidadãos: “Olha aqui, menino! Esse sujeito é malvado. Você é ingênuo e não consegue entender isso por si mesmo, por isso me obedeça e não vote nele, tá? Se votar, não vou contar seu voto! Moleque tonto!”

Ah, comigo, não! Eu sei os males que decorrem de uma sociedade acostumada a “votar mal”. Basta ver os legados dos vários Malufs e Barbalhos, espalhados por todo o Brasil. O problema, é que os males decorrentes de uma sociedade que se deixa tutelar pelo Estado, desistindo de suas liberdades em nome daquilo que emana do poder público, são muito maiores e mais deletérios.

Não existe sociedade que tenha evoluído sem prezar, antes de qualquer outra coisa, por suas liberdades individuais. Isso significa aceitar que o direito de escolher – inclusive de escolher “mal” – é precioso demais para que seja entregue a um bando de burocratas estatais, subordinados a coletividades abstratas (partidos, lobistas, etc.).

Enfim, não me deixo enganar por quem, como o ministro Carlos Ayres Britto, afirma que “purificar o processo eleitoral é o melhor caminho para a liberdade“. Ora, como está grafado no alto deste blog, não existe caminho para a liberdade. A liberdade É o caminho!

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* Notem que empreguei várias vezes a expressão “votar mal”, sempre entre aspas. Fiz isso porque trata-se de um conceito subjetivo: o que é mau, pra mim, pode ser bom pra você.

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Esse texto foi originalmente publicado em 24/03/2011. Achei que merecia ser relembrado, agora que o STF parece disposto a decidir sobre a lei de uma vez por todas.

Desnecessário dizer que ratifico tudo o que escrevi outrora.

Daily Vídeo – Macapá existe! E foi bombardeada pela OTAN.

Taí o primeiro Daily Vídeo do novo blog. Sim, eu sei que ficou beeem meia-boca. Sim, também sei que o iPhone teria que ter sido segurado na horizontal. Foi a primeira vez que fucei nessa baguaça, cacete! Vê se vocês me dão um desconto aí.

O importante é: queria mostrar o estado lastimável das ruas de Macapá, completamente tomadas por buracos crateras e abismos. Assim a galera off-Amapá, que ainda é a maioria dentre os leitores deste blog, pode ter uma vaga idéia da zona de guerra que é este lugar.

As ruas de Macapá, hoje, estão piores que as de Bagdá, pós-bombardeio americano. A desgraça é que não há perspectiva de melhora (diferente do Iraque, onde agora há asfalto, meio-fio e até internet wifi no centro!!!)…

Bom, taí. Esculhambem à vontade.

Open House.

Bom, taí a “casa nova”. E a lógica é exatamente a mesma de uma mudança tradicional: pouco a pouco, com a ajuda dos amigos (aka = vocês!), vou arrumando os “móveis”.

Nem vou perder tempo repetindo as razões de migração pro WordPress. Já fiz um texto-mimimi no encerramento do “Construindo o pensamento”, que, na verdade, não representa o fim de um blog (tanto que o arquivo dele foi todo importado pra cá), mas apenas o fechamento de um ciclo.

Como já falei lá naquele blog velho, o Construindo pensamentos de Fringe, tanto a mudança em si, como a “obrigação” de ter que usar um nome diferente, me parecem a chance ideal de aproveitar esse episódio todo pra melhorar. Quero muito falar menos de PT, governo e política, e passar a falar mais sobre coisas que realmente importam para mim.

Não, amigos. Os “assuntos adultos” não vão sair de pauta, afinal temos um governo para derrubar. Só quero que o blog não orbite em torno dos escândalos que a política brasileira vomita sobre nós todo santo dia. No máximo eles que orbitem ao redor do blog, de quando em vez. Claro que virão eleições, mensalões e dólares nas cuecas que demandarão toda a nossa atenção. Mas vou me esforçar demais para que o eixo central não seja apenas esse.

Quem sabe assim sobra tempo pra colocar no ar uns podcasts, ou uns daily videos… São idéias antigas, que agora podem aproveitar a reorganização da casa pra acontecer de verdade.

Lá no topo está uma aba no estilo about me e o FAQ do blog (também importado lá do “velho”).  Acho que já ajudam a situar melhor os eventuais novos visitantes, ao mesmo tempo em que permitem que a galera da antiga continue se sentindo em casa.

Sugestões/críticas sobre o layout do blog, ou qualquer outra coisa? Mandem aí nos comentários, sem medo. E tenham paciência, que aos poucos vou me sentindo em casa também e atualizando isso aqui.

Sim, eu sei que mudanças deste tipo costumam causar problemas pros blogs e o principal deles é a perda de leitores tradicionais. Whatever… Me desculpem (mesmo!) a sinceridade, mas o principal motivo que me leva a escrever é que… bem… eu quero escrever. É mais por mim, que por vocês, se é que entendem esse “egoísmo”.

Agora, ao trabalho! Ainda tem muita coisa pra desempacotar e arrumar…

Querem “problematizar” e “interpelar” os heterossexuais. Gostar do sexo oposto virou crime!

Aí eu digo que a maior vítima de preconceito no mundo é o homem, branco, católico, hétero e de classe média, e neguinho pensa que tô zoando. Mas é a mais pura verdade! Vejam abaixo alguns (poucos) trechos de um artigo assinado por Leandro Colling, que encontrei no blog do Reinaldo Azevedo:

Além de afirmar as identidades dos segmentos que representamos, também precisamos problematizar as demais identidades. Por exemplo: LGBTTTs podem, se assim desejarem, problematizar a identidade dos heterossexuais, demonstrando o quanto ela também é uma construção, ou melhor, uma imposição sobre todos.
(…)
Dessa maneira, a “comunidade” LGBTTT passaria a falar não apenas de si e para si, mas interpelaria mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto (…)

Mas por que diabos eles precisam “problematizar” e “interpelar” os heterossexuais? Por que essas “minorias” em busca de afirmação precisam diminuir os outros a fim de se afirmam? Mas não é exatamente isso que eles fingem combater, com seu parlatório politicamente correto?

Santo, Deus! Imaginem um Jair Bolsonaro dizendo que seria necessário “problematizar a identidade dos os homossexuais”: seria o armagedom! A maioria organizada que se forma a partir de todas essas supostas “minorias” cairia sobre o deputado como uma matilha furiosa, destroçando-o; A “homofobia” de Bolsonaro seria, uma vez mais, denunciada aos quatro ventos. Mas e a heterofobia de quem propõe as asneiras que esse tal Leandro Colling propôs? Isso não aborrece ninguém, não é mesmo? Talvez porque os heterossexuais vivem numa – como foi mesmo que ele falou? – “zona de conforto”.

Mas que lógica mais abjeta é essa?! Então para que os homossexuais se afirmem e encontre paz é preciso, primeiro, tirar os héteros da sua “zona de conforto”? O que diabos essa gente está propondo?! Uma espécie de reforma agrária do mundo psicológico?

Já escrevi várias vezes que nos aspectos referentes a valores morais e afetivos sou um liberal: não acho que o Estado deva intervir e disciplinar o que quer que seja. Se o sujeito quer ser gay e viver com outro homem, que o faça! É problema apenas dos indivíduos envolvidos, não da sociedade. Por isso sou contra essa besteira de “problematizar” o outro.

O que a “comunidade” LGBTTTTTTT (sei lá, cada vez que vejo essa sigla parece-me que surte um “T” a mais…) faz é problema dela! Não é problema meu, de Bolsonaro, do meu vizinho, ou da presidente Dilma. Nada de “problematizar” e “interpelar” o outro, queridos amigos “oprimidos”. Essa coisa de tentar diminuir os demais em busca da própria afirmação é meio fascistóide, e não pega bem para vocês, que vivem denunciando o fascismo alheio.