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É A LAMA TOTAL: “Propina ajudou a pagar a campanha de Dilma.”

Do Blog do Josias:

A campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010 foi parcialmente financiada com verbas desviadas da Petrobras, disse Alberto Youssef às autoridades que conduzem a Operacão Lava Jato. Em processo de delação premiada, o doleiro vem sendo submetido a sessões diárias de interrogatórios desde 2 de outubro. Deve-se ao repórter Robson Bonin a revelação de parte do conteúdo dos depoimentos.

Youssef chamou o petrolão de “mensalão dois”. Contou que a engenharia dos desvios incluiu uma inusitada novidade. Em vez de descer para o caixa dois das campanhas, o dinheiro surrupiado da Petrobras era escriturado como se fosse uma doação legal. Nessa versão, a coisa funcionava assim: as empresas doavam dinheiro legalmente às campanhas de congressistas e da própria Dilma. tudo registrado na Justiça Eleitoral. Mas os recursos vinham de contratos firmados pelas empresas com Petrobras, que carregavam um sobrepreço político.

O que estará em jogo domingo, dia da eleição, não é uma disputa entre PT e PSDB, ou entre Lula e FHC. Na verdade, os brasileiros serão chamados a votar em um referendo onde decidirão se o país entregará de vez um cheque em branco para a corrupção, para o assalto ao Estado e para a destruição das instituições, ou se rejeitará vergar-se a esse projeto escabroso de poder.

A coisa é de tal maneira grave, que, num país minimamente sério, Dilma não estaria nos debates, entrevistas e sabatinas falando sobre Pronatec ou Sistema Simples. Ela estaria apresentando sua renúncia ou sua defesa num processo de impeachment. Não! Eu não estou exagerando! Collor caiu por muito menos que isso.

Braço direito de doleiro incrimina tesoureiro do PT.

Diogo Mainardi estava certo quando disse que para entender um escândalo – qualquer escândalo – é suficiente procurar o petista envolvido. Em depoimento prestado à Polícia Federal, um braço direito de Alberto Youssef afirmou que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, se encontrou várias vezes com o doleiro

Percebam: não estamos falando de um militante qualquer, de um parlamentar de segunda categoria, ou mesmo de um prefeito de alguma pequena cidade do interior. Estamos falando do TESOUREIRO DO PT, o sujeito que cuida do dinheiro do partido e que, agora se sabe, era próximo de um sujeito investigado pela PF por crimes financeiros.

Lembram do Bonner inumerando as denúncias de corrupção, os políticos investigados e perguntando a Dilma por que era tão difícil pro PT se cercar de pessoas honestas? Lembram dele perguntando se o PT descuida da questão ética? Pois é…

Envolvidos no escândalo de Pasadena doaram imóveis.

É impressionante como essa gente nem disfarça mais. A era PT no governo institucionalizou de tal forma esses comportamentos – como direi? – “sui generis”, que não há mais sequer a preocupação de afetar honestidade: é tudo feito assim, à luz do dia. Vejam abaixo trecho de matéria publicana no portal Implicante (íntegra aqui):

Graça Foster, presidente da Petrobras, e Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da empresa, doaram imóveis em áreas valorizadas do Rio de Janeiro a parentes depois do escândalo sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Os bens foram doados antes de o Tribunal de Contas da União determinar o bloqueio de patrimônio de dez gestores da Petrobras apontados como responsáveis por um prejuízo de US$ 792,3 milhões na compra da refinaria.

Quando confrontados com mais esse escândalo (no primeiro mundo isso no mínimo daria em demissão instantânea – e não seria surpresa se desse em cadeia também), os petistas irão minimizar o fato. Não se surpreendam se sacarem da manga mais uma vez aquele argumento segundo o qual “todos sempre fizeram esse tipo de coisa”. A tática, desenvolvida quando do mensalão, é simples: tentam vender que todos são iguais para, então, amansarem o sentimento de mudança que toma conta da sociedade.

Vitória da oposição sobre Dilma e o PT: STF determina criação de CPI exclusiva da Petrobras

A notícia é do Portal Vox:

Rosa Weber, ministra do STF, determinou a instalação de uma CPI exclusiva para a investigação das irregularidades cometidas na Petrobras. A decisão foi anunciada após a analise dos escopos das comissões sugeridas no Senado.

A oposição desejava averiguar a má gestão da estatal, que nos últimos anos permitiu esquemas de propina, aquisições de refinarias superfaturadas e a assinatura de contratos desvantajosos de cooperação. A situação, liderada por Gleisi Hoffmann, queria a apuração do cartel dos trens e de irregularidades em obras de Suape. À época, Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência, criticou a manobra, argumentando que ela servia “unicamente aos interesses do Planalto”.

Com a decisão, prevalece a proposta da oposição, que só poderá ser derrubada caso o Senado peça a avaliação dos demais ministros do STF.

A decisão de Rosa Weber nada mais fez que prestigiar a Constituição e o regime democrático. Criar a CPI da Petrobrás é uma prerrogativa da oposição, eleita para fiscalizar e cobrar o governo do PT. E a CPI só pode ser exclusiva, pois a própria norma exige a existência de um “fato determinado” (o que exclui investigações amplas.

Foi uma grande vitória política das oposições, lideradas pelo senador Aécio Neves. Mas, principalmente, foi uma grande vitória do Brasil.

Dilma transforma a Petrobrás em caso de polícia e aniquila seu mentiroso discurso eleitoral.

A Petrobrás tinha todas as condições de ser um caso de retumbante sucesso empresarial. Sob a gerência de Dilma – primeiro ministra de minas e energia e, depois, presidente da República – se tornou caso de polícia.

Hoje, em uma gigantesca operação contra a lavagem de dinheiro, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Petrobrás. Há notícias de que esteve até mesmo na sala da presidência da empresa. O mais trágico desse episódio é ver o patrimônio público escorrendo pelo ralo, vítima de um esquema criminoso por meio do qual o governo do PT tentou, uma vez mais, subjugar o Estado de Direito e as instituições republicanas. O cômico do episódio é ver que o colapso da Petrobrás, provocado pelo PT, terminou por aniquilar o discurso mentiroso que o PT sempre adotou em campanhas eleitorais:

Menos de 24 horas depois de o Partido dos Trabalhadores divulgar uma nota “em defesa da Petrobras”, agentes da Polícia Federal realizaram uma batida de busca e apreensão na sede da estatal, no Rio. Uma coisa não orna com a outra. Ou o PT perdeu o nexo ou a PF enlouqueceu.

O PT escreveu em sua nota: “A ofensiva da oposição, que se voltou contra o sistema de partilha e o pré-sal, tem um único objetivo: fazer prevalecer interesses privados numa empresa que é acima de tudo patrimônio do povo brasileiro.” Dois raciocínios, ambos errados.

Primeiro erro: quem faz a ofensiva não é a oposição, mas a PF, uma corporação chefiada pelo ministro petista José Eduardo Cardozo. Segundo equívoco: a incursão visa resgatar o patrimônio do povo brasileiro, momentaneamente sequestrados pelos interesses patrimonialistas do petismo e de seus aliados.

A nota do PT acrescentou que a Petrobras “está sendo atacada pelos mesmos que no passado tentaram mudar seu nome para Petrobrax e tentaram privatizá-la.” Afirma, por fim, que o PT assume a defesa incondicional da Petrobras e adverte que quem agride a Petrobras agride o Brasil.” De novo: duas teses, dois erros.

Primeiro erro: o ataque à Petrobras veio de Dilma Rousseff, não da oposição. Foi a presidente da República quem disse que, se não tivesse sido induzida a erro pelo parecer de um ex-diretor indicado pelo PT e endossado pelo PMDB, não teria avalizado o prejuízo de mais de US$ 1 bilhão que a Petrobras arrostou na compra da refinaria de Pasadena. De resto, quem deu voz de prisão a outro ex-diretor -patrocinado por PT, PMDB e PP- não foi o PSDB.

Segundo equívoco: um partido que aparelha politicamente a maior estatal brasileira e se acha no direito de fazer pose de defensor “incondicional” do conglomerado não agride apenas o Brasil, mas a lógica. É como se uma freira administrasse o bordel e recitasse as sagradas escrituras todo final de noite, ao fechar a caixa registradora.

O PT ainda não se deu conta, mas o feitiço utilizado contra os adversários em eleições passadas virou-se contra o feiticeiro. Quem com Petrobras feriu, com Petrobras será ferido. [Íntegra aqui]

Dilma não é só um poste, inventado por Lula para ganhar uma eleição. Ela é o maior case de fracasso gerencial da política brasileira!

Refinaria de Pasadena poderia ser o Fiat Elba de Dilma: por muito menos Collor caiu!

A cada dia fica mais feio o negócio lá pros lados do Planalto, heim? Quanto mais avança a apuração sobre a compra da refinaria (leia-se sucata) de Pasadena pela Petrobrás, mais evidências de fraudes surgem.

Ontem, no Jornal Nacional, foi revelado que vários relatórios alertaram a Petrobrás (e, por conseguinte, o governo) sobre os riscos de se prosseguir naquele negócio, que, sabe-se, custou aos cofres públicos mais de um bilhão de dólares de prejuízo.

Isso significa que a tática inicial do governo Dilma de mandar o clássico “eu não sabia de nada” (aprendeu bem com o Lula ela, heim?) foi pro vinagre rapidamente. O prejuízo aos cofres públicos, ao que parece, tem sim as digitais da presidente. Vejam trechos da matéria do JN (íntegra aqui):

O Jornal Nacional mostrou, em primeira mão, o conteúdo de dois documentos sobre o processo da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras.

São relatórios de empresas contratadas para avaliar o negócio antes que ele fosse concretizado. E as duas deixaram muito claro para a Petrobras que não tiveram tempo e informações suficientes pra fazer a avaliação. E alertavam para riscos.

Mesmo assim, a empresa brasileira concretizou a compra, que acabou se tornando um péssimo negócio.

O parecer confidencial foi entregue à Petrobras em janeiro de 2006, um mês antes da aprovação da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Foi feito pela BDO, uma empresa de auditoria que atua em 140 países.

(…) A BDO alerta: a refinaria passou por disputas trabalhistas e precisa se adequar às leis ambientais, o que pode gerar novas despesas. O relatório recomenda expressamente: é preciso colocar limites!

Uma consultoria desse tipo é feita para evitar riscos e prejuízos, e cabia à Petrobras seguir ou não as recomendações.

(…) Há duas semanas, a presidente Dilma Rousseff, que presidia o Conselho de Administração da Petrobras, declarou, em nota, que apoiou a compra com base em um resumo técnico que trazia “informações incompletas”, e “omitia qualquer referência às cláusulas”, “que se fossem conhecidas, seguramente não seriam aprovadas pelo Conselho de Administração da Petrobras”.

O Jornal Nacional também teve acesso ao documento feito pelo Citigroup – que tem sido usado pelo governo como um atestado de defesa da compra da refinaria. Mas não é isso que o relatório contém.

O Palácio do Planalto chegou a citar a avaliação em uma cartilha, que encaminhou a deputados aliados para que eles unificassem o discurso a favor do negócio.

O documento a que o Jornal Nacional teve acesso é confidencial. A data é de 1° de fevereiro de 2006, mesmo mês em que a compra de Pasadena foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras.

São três páginas, em inglês, enviadas à direção da Petrobras. E quase todo o conteúdo é dedicado a ressalvas sobre a metodologia e os critérios usados pelo Citigroup.

Os técnicos admitem que somente conversaram com diretores e representantes da Petrobras e examinaram previsões financeiras disponibilizadas pela diretoria da estatal.

O documento diz: “Nós não fizemos e não nos foi fornecida uma avaliação independente”. E destaca: “Nós não fizemos inspeções na refinaria de Pasadena, no Texas”. “E nossa opinião é baseada, necessariamente, em dados fornecidos para nós”. (…)

E como esse escândalo que é a gestão do PT frente à Petrobrás chega concretamente a nós? De forma simplória, pode-se dizer que se hoje estamos pagando uma gasolina tão cara é também porque os petistas dilapidaram a Petrobrás. Não esqueçam que Lula anunciou com pompa e circunstância nossa – como era mesmo? – “autonomia em petróleo”…

O que chama mais atenção, porém, é o fato de que estabeleceu-se uma desconfiança tão grande na capacidade de gestão do governo Dilma, que basta um boato de que ela cairá nas pesquisas para que as ações da Petrobrás disparem na bolsa de valores:

As ações da Petrobras ganham força nesta tarde, com rumor de que o Planalto já trabalha com queda de Dilma em uma pesquisa de intenção de voto do Datafolha, que entrou em campo nesta quarta-feira e vai até sextafeira, de acordo com coluna do jornalista Kennedy Alencar. Os papéis ordinários sobem 4,58%, a R$ 15,74, enquanto os preferenciais avançam 4,68%, a R$ 16,55.

Com a queda de Dilma nas pesquisas, o mercado se mostra com menor aversão ao risco ao investir em estatais. “Faz sentido que o mercado esteja trabalhando com uma queda de Dilma nas pesquisas, uma vez que outros eventos negativos foram revelados, como a  polêmica de Pasadena”, disse William Alves, analista da XP Investimentos.

Os rumores de que os candidatos da oposição teriam crescido na preferência dos eleitores na pesquisa Ibope divulgada no último dia 20 de março impulsionou as ações das estatais brasileiras, que subiram forte indicando a insatisfação do mercado com as medidas adotadas por Dilma Rousseff. Contudo, a pesquisa Ibope não revelou uma mudança significativa no quadro eleitoral. Na última quinta-feira (27), bastou ser divulgada pesquisa do mesmo instituto apontando queda da popularidade de Dilma para as ações das estatais dispararem novamente.

E, convenhamos: Dilma, ex-ministra de minas e energia, foi apresentada ao Brasil em 2010 como sendo “um excelente quadro técnico”. A ~gerentona~, lembram? Esse mito, creio eu, está destruído para sempre.

Depois de esforço da oposição, governo já admite que CPI será criada.

Mas que falta fazia uma oposição firme e combativa no Congresso Nacional, heim? O esforço comandado pelo senador Aécio Neves, em Brasília, está sendo digno de nota – principalmente quando se considera a base de apoio monstruosa que o governo tem no Parlamento.

O presidente do PSDB e pré-candidato à presidência Aécio Neves inaugurou nesta terça um esforço por liderar as oposições para levar a presidente Dilma e o governo ao desgaste de uma CPI. O tucano convocou oposicionistas de todas as vertentes à liderança do partido no Senado para um demonstração de força. E foi o centro das atenções da imprensa.

Aécio Neves não se restringiu à cobrança de explicações sobre o caso da refinaria de Pasadena. Deu longa entrevista sobre as perdas financeiras e o “encolhimento” econômico e financeiro da Petrobrás, que já foi uma das maiores empresas do mundo e hoje caiu mais de cem posições nesta classificação. (…)

E o trabalho da oposição parece estar prestes a dar resultado: já há vinte assinaturas a favor da CPI. Faltam mais oito, que, segundo Aécio, serão conseguidas ainda hoje. O governo já sentiu que pode sofrer mais uma derrota e admitiu isso publicamente hoje:

 A oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff conta com 20 assinaturas de senadores para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na Petrobrás. Por ser uma CPI mista, são necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 assinaturas de deputados.

Reportagem publicada nesta quarta-feira, 26, pelo Estado informa, erroneamente, que já havia 27 assinaturas de senadores. A informação correta, porém, é a de que há 20 assinaturas na Casa. Assinaram até agora o requerimento os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Mário Couto (PSDB-PA), Cristovam Buarque (PDT-DF), José Agripino (DEM-RN), Cyro Miranda (PSDB-GO), Aécio Neves (PSDB-MG), Cícero Lucena (PSDB-PB), Pedro Simon (PMDB-RS), Randolfe Rodrigues (Psol-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Rubem Figueiró (PSDB-MS), Ana Amélia (PP-RS), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Sérgio Petecão (PSD-AC), Jayme Campos (DEM-MT) e Wilder Morais (DEM-GO).

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), idealizador da CPI, disse em entrevista à rádio CBN estar confiante de que conseguirá reunir as assinaturas necessárias para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a Petrobras.

“Fizemos uma avaliação ontem à noite e há a possibilidade real de hoje nós alcançarmos no Senado o número de assinaturas. Por uma razão: a gravidade do tema e a percepção que há na opinião pública de que a questão está muito mal explicada”, afirmou o tucano em entrevista à rádio CBN.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), avaliou nesta quarta, ao chegar em uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, ser possível que a comissão seja instaurada. “Eu vi hoje que os dois principais candidatos de oposição ao governo estão jogando juntos nisso, portanto é possível que se consiga as assinaturas.”