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Quando a militância atropela o Direito.

Um juiz de Brasília acha que a criminalização das drogas, no Brasil, é fruto de uma “cultura atrasada”. Entendo… Sua excelência sem dúvida está entre os que acham que a genialidade dos Beatles existia graças ao LSD, não apesar dele.

Estamos num país livre e cada um pode achar o que bem entender sobre as drogas. O meritíssimo em questão tem todo direito de considerar culturalmente atrasada a proibição de certos entorpecentes. Deve achar um avanço a prerrogativa de perder o controle de certas faculdades mentais em nome de um bom baseado, eu suponho.

O que não é permitido ao douto magistrado (e a nenhum outro colega dele) é jogar na lata de lixo as leis e o Direito em nome de suas preferências ideológicas e da sua militância pessoal. Porque foi exatamente isso que fez o juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel, ao – atenção agora! – absolver um traficante flagrado ao tentar entrar na Papuda com CINQUENTA E DUAS porções de maconha dentro do estômago.

Há uma lista tão grande de ilegalidades na conduta acima, que nem a defessa do criminoso ousou pleitear a absolvição, limitando-se a pedir pena mínima. Mas, quê! Isso era pouco para o moderno juiz: preocupado com a – como era mesmo? – “cultura atrasada” que ainda proíbe o comércio livre de drogas, ele achou por bem inocentar um traficante que tentava contrabandear maconha para dentro de um presídio!

A forma ligeira como se recorre a esse Direito achado na latrina a fim de dar abrigo a teorias as mais estapafúrdias é um tanto preocupante, especialmente no Brasil. Se o magistrado quer o fim da criminalização das drogas, que lute por suas idéias nos foros adequados! O que não pode é usar a toga que lhe foi conferida pelo Estado para solapar as leis e o Direito.

P.S.:

Não pude deixar de notar uma turminha soi disant liberal comemorando a decisão do juiz brasiliense. É a galera do “não uso drogas, mas…” em ação, como de costume: toda a noção de liberalismo deles ou se resume a brigar pelo direito de encher a cara de maconha, ou passa necessariamente por ele. Isso diz muito, aliás…

O curioso, porém, era o argumento empunhado: “Uma lei injusta deve ser ignorada!” Olha, eu sempre espero que certos extremismo sejam fruto da idade, porque se não são… Aí começa a ficar preocupante.

Sou um conservador e, como tal, espero que leis injustas sejam modificadas ou derrubadas segundo as regras do jogo previstas no sistema de liberdades democráticas. Fazer festa quando um magistrado se vale da caneta para ignorar leis em plena vigência em nome não de um bem comum, mas de uma preferência pessoal, é piscar um olho para a anarquia.

Aqui do meu sofá só espero que essa turminha não encontre um juiz que decida considerar “injusta” a lei que garante a ela a liberdade de expressão, por exemplo… Afinal, quem dirá o limite a partir do qual as leis não poderão mais ser consideradas injustas ao livre arbítrio dos julgadores?

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Para atrair a juventude, PT estuda abraçar a legalização das drogas.

Do Estadão:

Em campanha pela reeleição no comando do PT, o presidente da legenda, Rui Falcão, apresentou um pacote de atrativos para a juventude em seu programa, como a defesa da descriminalização das drogas leves, da liberdade sexual e da proteção aos jovens mais vulneráveis à violência urbana.

Na terça-feira, ao ser lançado candidato à reeleição ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula  da Silva, em Brasília, Falcão afirmou que “toda questão que diz respeito à liberdade sexual, a questão da descriminalização das drogas leves, proteção à juventude, sobretudo à juventude negra – porque são entre 20 mil e 25 mil jovens negros assassinados por ano – e política ambiental voltada à redução das  emissões devem ser preocupação constante do PT”.
Essa posição também é defendida por um dos coordenadores da chapa de Falcão, o deputado e  ex-presidente do PT Ricardo Berzoini (SP). O parlamentar, no entanto, reconhece que o tema é controverso. “”Esses assuntos certamente vão motivar um grande debate, porque não há unanimidade no partido a respeito dessa questão”, disse. “Mas temos a obrigação de nos modernizar. Vamos para o debate.”
A avaliação no PT após as manifestações de junho é que os dez anos no governo envelheceram o partido. O exercício do poder afastou a sigla da juventude, que optou por movimentos independentes, como se viu  nos protestos. A cúpula petista quer acelerar sua renovação.
Já no fim do ano passado, por exemplo, o partido fixou cotas de 20% de jovens de até 29 anos para a direção. Mas o estímulo apenas institucional não foi suficiente para oxigenar a sigla. Os protestos também levaram Lula a querer entender a mobilização política atual O petista fez dois encontros pós-manifestações com dirigentes de movimentos políticos de jovens, como a União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PC do B.
Nessas reuniões, Lula avaliou que a juventude de esquerda está perdendo para uma tendência apartidária e que era preciso retomar espaço nas ruas. O ex-presidente também conversou com dirigentes da Mídia Ninja, que fez transmissões online dos protestos a partir de uma rede de voluntários.
Na terça-feira, Falcão admitiu que o PT e o governo tiveram dificuldades ao se comunicação com a sociedade. Isso ocorreu “particularmente com a juventude que não viveu a experiência dos anos do neoliberalismo nem a experiência danosa, cruel e sanguinária dos 25 anos da ditadura”.
Para Falcão, o PT deve se alimentar dá experiência dos movimentos sociais para fortalecer o diálogo, elaborar novas políticas e partir para a ação com os jovens. “Queremos estar em sintonia com as novas formas de organização e participação que surgem na sociedade. Não para abolir os partidos, mas para reconhecer que há outras-formas de organização e que precisamos estar atentos a elas.
O governo tem informações de que haverá protestos na primeira semana de setembro, tendo por ápice o feriado da Independência. Mas, desta vez, já nessa nova linha, o PT espera estar representado, “Será uma grande manifestação. E nós estaremos lá”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

 

Porque defender a legalização das drogas pra juventude poder “curtir” um pouco sem dúvida é mais fácil que se debruçar a sério sobre os problemas do ensino universitário e da falta de emprego. Parabéns!

Cracolândia: é preciso denunciar os exploradores da miséria humana.

Eu sei que, considerado o chamado “padrão da internet”, posso ter perdido o timming desse assunto. Quem me lê há mais tempo sabe que não escrevo em obediência a padrões abstratos ou etiquetas gerais da web. O que me move é apenas o desejo de expor pensamentos; defender aqueles que considero meus valores fundamentais.

É a partir desse prisma que decidi fazer alguns comentários sobre a operação policial desencadeada pelas autoridades de São Paulo na área da Cracolândia. Não vou tomar muito a paciência de vocês, afinal gente mais gabaritada do que eu já escreveu quase tudo o que havia para ser escrito sobre o tema. Quero apenas tentar lhes chamar a atenção para algumas nuances que não podem passar desapercebidas, acobertadas por um ar de – como chamarei? – “inocência”. Ao trabalho!

Desde logo, quero deixar claro que a idéia da operação em si – isto é, a decisão do Estado de expulsar os viciados da área conhecida como Cracolândia – não apenas é correta (do ponto de vista moral e legal), como também é necessária. Permitir que o tráfico pudesse chegar livremente àquelas pessoas, reunidas de forma a se tornarem presas fáceis para os criminosos, seria admitir que o poder público defintivamente capitulou; rendeu-se aos sabotadores do sistema de liberdades democráticas.

Ora, é óbvio que “apenas expulsar os viciados não é suficiente”, como bem lembraram várias pessoas. O que pretendo afirmar aqui, de forma clara e incontroversa, é que retirar os viciados da Cracolândia era um importante primeiro passo que precisava, sim, ser dado. E vou além: sem ele, nenhuma outra ação de política pública complementar poderia ter qualquer efeito. Retomar aquela área pública e colocá-la, uma vez mais, sob o controle do Estado era indispensável! Sendo assim, as autoridades de São Paulo envolvidas merecem os parabéns pela coragem de tomar tal medida. Prefiro um governo que enfrente a pressão dos “especialistas” por fazer cumprir a lei, do que um que feche os olhos para o problema e, de braços dados com o tráfico, entregue, de modo oblíquo, uma área pública ao crime.

Mas, como dito, é claro que muito mais há que ser feito… E que as autoridades sejam cobradas agora, acerca dos próximos passos, como deve ser dentro de um Estado democrático de direito! Mas, atenção! Que todas as autoridades sejam cobradas, não apenas aquelas cujos partidos são vistos pela elite progressista universitária brasileira como a encarnação do mal absoluto. Em outras palavras, não basta cobrar que os “demotucanos” Kassab e Alckmin recebam os viciados em centros de apoio e recuperação. É preciso, também, cobrar que os políticos de Brasília mudem as leis, autorizando, por exemplo, que se recorra a mecanismos como a internação compulsória – uma medida extrema, como extremos são os efeitos do crack.

Não deixa de ser curioso que os “especialistas” que aplaudem a decisão do governo de Minas Gerais de dar dinheiro aos viciados – numa medida que cria, na prática, uma bolsa-crack! -, sejam os mesmos que acham “desumano” defender a internação obrigatória dos dependentes. Todos, creio, têm as cabeceiras abarrotadas por livros de Foucault…

São os representantes da corrente sociológica que chamo de coitadismo: para eles, os viciados são “doentes”. Eu devo mesmo ser um reacionário, como dizem alguns que aparecem de quando em vez aqui no blog, pois acho que doente é quem pega uma gripe… Quem escolhe entrar no mundo do crack, sinto dizer, deve ser tratado como aquilo que é: alguém que fez uma… escolha! “Mas o crack provoca dependência desde a primeira vez que é fumado!”, poderiam dizer. Ora, mas, ainda assim, foi necessário que alguém escolhesse experimentar aquilo, não? Por que devemos passar a mão na cabeça de quem decidiu arruinar a própria vida?! Aqui, não!

Quem escolheu para si esse caminho não merece bolsa-auxílio do Estado, custeada com o dinheiro de quem escolheu trabalhar e estudar. Isso, meus caros, não é ser reacionário, direitista, conservador ou whatever. Isso é ser sério! O viciado deve ter a chance de sair daquele mundo destrutivo? Claro! Deve receber apoio do poder público para tanto? Evidente! Mas que isso se dê de maneira séria e eficaz, não simplesmente entregando dinheiro que terminará nas mãos dos traficantes.

O mais aborrecido desse episódio todo, porém, é o comportamento delinquente de certa gente que passou ao largo de qualquer civilidade democrática. Pessoas que fizeram da bandalheira e da trapaça intelectual suas bandeiras, decidiram aproveitar a operação na Cracolândia não para debater o drama dos viciados, ou as medidas complementares necessárias para solucionar, em definitivo, o problema das drogas. Que nada! Em vez disso preferiram ultrajar pessoas e vilipendiar a própria essência da democracia.

Me refiro aos que criaram essa coisa teratológica chamada de “Churrascão da gente diferenciada – versão Cracolândia”. Os revolicionários de sofá decidiram, entre uma sessão e outra de cafuné materno, que fazer piada com o drama de seres humanos era a melhor forma de atacar Alckmin, Kassab e demais desafetos políticos. A coisa toda só não é mais ridícula, porque trágica. Notem: o ~~protesto~~ deles contra a desocupação da Cracolândia só pôde ser realizado na Cracolândia depois que o aparelho de segurança do Estado… desocupou a Cracolândia. Mas é fascinante! Essa gente, que se vale de viciados para desenvolver suas “teses” político-ideológicas, só teve a chance de atacar o Estado graças à ação do… Estado! Parabéns a todos os envolvidos. Mesmo!

São os defensores do direito que o ser humano tem de viver como um zumbi, entregue ao vício e rastejando em pocilgas a céu aberto. Para esses humanistas do crack, o governo “higienista e fascista” de São Paulo não deveria desocupar a Cracolândia. Que nada! Para eles, os viciados deveriam continuar lá, exercendo sua “liberdade” de passar os dias e as noites em lugares como esse:

Uma das "moradias" de onde o Estado fascista de SP decidiu retirar os viciados.

Há outras imagens da Cracolândia que vocês podem ver. Servem para que se possa ter uma idéia de como era esse paraíso algo woodstockiano, que uma bela fatia do moderno progressismo brasileiro adorava ver nas mãos de traficantes e viciados. “É sujo mas é do povo!”, devem pensar…

Felizmente, na vastidão de conteúdo típica da internet é possível encontrar também gente decente que não apóia essa patacoada de churrasco na Cracolândia. Que bom! É reconfortante saber que pessoas de bem não têm medo de confrontar aquilo que é evidente mau e milita contra os alicerces do sistema de liberdades individuais. Parabenizo os responsáveis pela iniciativa e os convido a não capitular: é preciso lutar o bom combate, como bem lembrou São Paulo, o apóstolo.

O efeito mais danoso dos que escolhem fazer piada com a desgraça humana, porém, é outro. A redução do debate a um evento estúpido – algo infantilizado – milita contra qualquer argumentação séria que merece ser tecida diante do drama que é o crack.

Em vez de se organizar para, de forma honesta e objetiva, cobrar que o poder público continue trabalhando, inclusive adotando as demais medidas indispensáveis ao acompanhamento dos viciados, preferem usar incapazes como massa de manobra político-eleitoral. Assim, deixa-se de lado pontos que mereceriam atenção de verdade, em troca de promover chavões mentirosos e oportunistas – como se impedir que o tráfico tivesse trânsito livre numa área pública fosse algo fascista.

Não é! Fascismo é tolher de pessoas sua natureza humana, tornando-as instrumento de luta partidária. É isso que faz quem abdica de discutir sobre fatos concretos e prefere fazer “churracos” organizados via Facebook. É esse comportamente, flagrantemente contrário à democracia e às liberdades, que é e será sempre combatido aqui.

Espero que o debate em torno da questão das drogas – em geral – e do crack – em particular – se dê num nível mais elevado, onde se discutam políticas públicas, ações de governo e as necessárias reformas no arcabouço legal brasileiro. As falhas e faltas do poder público – e as há aos montes! – devem ser apontadas de maneira clara, a fim de tornar produtiva qualquer discussão. Não em tom de chacota, desrespeitando seres humanos tolhidos de seu juízo perfeito.

E que se ressalte uma vez mais, a fim de que não restem quaisquer dúvidas: todo e qualquer debate sobre o tema só será possível porque o Estado, por meio de suas autoridades democraticamente instituídas, teve a coragem de dar o primeiro e indispensável passo: reconquistar o espaço público. Isso merece aplausos. Sempre!

Textículos #5

“E aí, não vai escrever sobre o assassino direitista da Noruega?!”

Yep, vou sim. Mas não muito, porque (a) o assunto cansou e (b) gente mais gabaritada que eu já escreveu tudo o que há para se escrever a respeito (aqui e aqui).

Simples e direto? Quero mais é que o assassino vá pro diabo que o carregue! Viram? Já disse antes e volto a repetir agora: não tenho terroristas de estimação! No meu mundo ideal, todos estariam “sentados no colo do capeta” (copyrights Alborghetti), fossem eles de esquerda, de direita, de centro ou sabe-se lá o que mais.

Dito isso, uma digressão: o que caráleos leva meio mundo a concluir que o maluco norueguês é “de direita”? Ele por acaso publicou tratados defendendo o Estado mínimo? É mundialmente conhecido por seus postulados acerca do não-intervencionismo? Onde estão, afinal, os fundamentos concretos apontando para o “direitismo” dele, for God’s sake?!

“Ah, ele era xenófobo.” Sério?! Do tipo que não queria ninguém diferente dele na Noruega? Algo assim, nos moldes do nazismo? Aquele movimento criado por Hitler que se chamava de – atenção agora! – nacional-SOCIALISMO?! Façavor, né? É preciso bem mais que uma imbecilidade racista para enquadrar alguém como cristão, ateu, direitista, esquerdista, ou o que quer que seja. A única conclusão possível até o momento é a seguinte: o assassino é um sociopata. Fim! O resto não passa de chutômetro.

Por fim, não custa lembrar que eu não tentei defender ou justificar o assassino norueguês. Dane-se as alegadas motivações políticas para a barbárie! É um criminoso e deve ser punido. Agora quero ver os esquerdosos fazerem o mesmo com Cesare Battisti, afinal também matou gente inocente alegando motivos políticos… By the way, será que o STF também daria abrigo ao maluco nórdico?

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E a Amy Winehouse, heim? Que chato… Eu curto algumas das músicas dela (Back to black é algo fabuloso!) e lamento esse imenso desperdício de talento.

Convenhamos, esse final estava anunciado, né? Amy procurou desesperadamente o fim que encontrou no último sábado. Se atirou nessa busca mórbida desde o dia em que escolheu jogar seu enorme talento no lixo e se debruçar sobre todo tipo de droga imaginável.

É por isso que não consigo me comover com o ocorrido, nem me render ao discurso politicamente correto que a quer como uma “jovem doente”, vítima das drogas. Ah, tenham a santa paciência! Doente é quem fica gripado, ou com gastrite. Alguém que decide se drogar está fazendo uma escolha de vida, não contraindo um vírus.

Se Amy realmente foi vítima de alguma coisa, ela foi vítima de si mesma. De suas fraquezas; suas inseguranças. A sociedade não precisa se culpar por isso, afinal tudo se resume sempre a escolhas individuais.

Amy fez as escolhas dela. Ela é a única responsável pelo fim trágico que teve. E se os vícios não podem (e não devem) ser motivo para diminuir o talento dela, também não se deve aceitar que sejam usados para, de forma oblíqua, criar uma vítima.

Marcha pela legalização do PESCOTAPA em maconheiro! É só a minha liberdade de expressão, tá, STF?

Então o Supremo Tribunal Federal decidiu, ontem, que as tais marchas da maconha não podem ser proibidas. Bom, pelo menos a galerinha que adora encher os cornos de dorga não vai mais precisar afetar uma intelectualidade que não tem, fingindo que quer discutir liberdades quando, no fundo, busca apenas promover entorpecentes. Agora não precisa mais nenhuma dissimulação: podem falar em marcha da maconha, e pronto!

Eu discordo da decisão do STF, e isso não é segredo. Discordo porque, a meu ver, fez-se um julgamento nada técnico, com vistas apenas a atender à pressão passional de minorias organizadas. E isso, meus caros, não é função de uma Suprema Corte de justiça.

O STF está aí apenas para julgar a constitucionalidade das coisas à luz de critérios objetivos, que garantam segurança jurídica e afastem, o máximo possível, o arbítrio. Uma sociedade civilizada se faz com estabilidade, e apartar decisões técnicas de paixões populares é a melhor forma de garanti-la.

No julgamento de ontem, os ministros, por unanimidade, decidiram que as marchas da maconha podem ser realizadas porque constituem uma regular manifestação da liberdade de expressão e do direito de reunião, duas garantias constitucionais. Contudo, algumas condições foram estipulados pelos julgadores, dentre as quais destaco: 1) as marchas devem ser pacíficas, desarmadas e previamente comunicadas às autoridades; 2) não pode haver incitação ao consumo, ou efetivo consumo de drogas; e 3) não pode haver menores. Isso será respeitado? Como deverão agir as autoridades, caso isso não seja respeitado? O histórico dessas marchas permite afirmar que sempre se faz apologia do uso de drogas, basta ver as palavras de ordem que os “manifestantes” entoam:

“EI, POLÍCIA! MACONHA É UMA DELÍCIA!”

Digam o que quiserem, mas o que vai acima é clara apologia. Não sou eu quem diz isso, mas os dicionários. Experimentem consultá-los, para ver.

O efeito prático da decisão de ontem do STF foi abolir o artigo 287 do Código Penal, já que agora é permitido marchar em defesa de algo que a lei considera crime. Suas excelências decidiram que se o objetivo for apenas “manifestar uma opinião”, não há como se tratar a coisa como apologia de fato criminoso. Com base na lógica, indago: como impedir que alguém organize uma marcha em defesa – sei lá… – da corrupção, do estelionato, do sequestro, do estupro ou da pedofilia? Cada um com sua opinião, não é mesmo?

Primeiro Postulado de Capitão Nascimento: MACONHA É COISA DE VAGABUNDO!

“Ah, mas eles querem apenas debater uma questão importante, como fazem os que pedem menos impostos.”, dizem. Sinto, mas essa analogia está errada. Quando a Fiesp – ou sei lá quem – faz um evento para discutir a redução (ou extinção de impostos), não vemos nenhum envolvido instigando os presentes a sonegar. Ou dizendo que sonegar é uma delícia… Captaram a idéia?

Os entusiastas dos entorpecentes acham que o tema da descriminalização, legalização ou whatever merece ser debatido? Pois bem, que o debate se dê no local adequado: o Parlamento. Que os maconheiros, crackeiros e afins elejam representantes entusiastas de suas vontades, para promover as mudanças necessárias nas leis. Sair às ruas propagandeando uma conduta que, hoje, as leis vigentes de um Estado democrático de direito consideram crime é… bem… crime!

Ou pelo menos era, até ontem…

“Mimimi, só usa droga quem quer… Mimimi, isso é próprio da liberdade individual…” Dane-se esse discurso! Não é disso que tô falando aqui. O questionamento que faço é bastante linear e objetivo: 1) há uma norma legal considerando crime o uso e a instigação ao uso de droga; 2) há uma norma legal considerando crime a apologia de fato criminoso; 3) logo, fazer marchas da maconha é… crime!

Contra a lógica mais linear e atendendo a grupos de pressão, o STF considerou que não. Tudo não passaria de mera liberdade de expressão, disseram. Bem, então a coisa deve, por óbvio, valer para os demais crimes, não é mesmo? Como dito alhures, o que impede que os sonegadores façam uma marcha da sonegação? Afinal, eles estariam apenas exercendo sua liberdade individual e dizendo o que pensam…

Insisto: querem debater as drogas? Que isso seja feito de modo correto e honesto, seguindo-se os caminhos democráticos. Aliás, tenho até uma ótima idéia: por que não consultar o povo sobre o tema?

Sim, é isso! Os progressistas – que defendem com entusiasmo a legalização das drogas – adoram a tal democracia direta, não é mesmo? Vivem pedindo plebiscito pra cá, referendo pra lá… Por que não um plebiscito sobre a descriminalização das drogas? Vamo pro voto!

The point is: eles não querem o caminho correto, pois não ganhariam. Preferem se organizar em grupelhos de pressão, contar com a aprovação do consenso progressista e politicamente correto que está refletido no establishment – basta ver o entusiasmo com que a imprensa e os intelectuais defendem o “direito de ficar noiado”. Aliás, esses intelectuais, heim?! Vivem se perdendo em contorcionismos retóricos para falar sobre as tais políticas sociais sobre drogas, quando, na verdade, todos percebem que só querem mesmo é fumar seus baseados nas escolas, nas ruas, campos, construções…

Acima a maneira correta e democraticamente aceita de se abordar um "ativista da maconha".

E pensar que vejo tantos libertários sacando do bolso os argumentos de Rand e Mises e torturando-os para justificar a liberação das drogas… Ou os esquerdistas, invocando Marx para defender a maconha… Putaqueospariu! Os caras devem estar dando duplos-twists-carpados no túmulo por conta disso.

Sou um conservador e, como tal, cumprirei a decisão do STF. Mais que isso: vou me valer dela para poder, livremente, expressar meu pensamento – foi o que se garantiu ontem, lembram? Agora, posso dizer e escrever sem medo que DEFENDO A LEGALIZAÇÃO DO PESCOTAPA PARA QUEM VAI NA MARCHA DA MACONHA!

“Ah, mas aí você instiga a violência!” Epa! Nada disso! Tô só manifestando minha opinião. Ou só os  maconheiros ervoafetivos podem defender suas convicções?! Sou um sujeito pacífico, que não faria mal a uma mosca. Não quero mal a ninguém, quero apenas – como é mesmo que eles dizem? – “abrir o debate” e “colocar a questão para a sociedade”. Enfim, quero “quebrar os tabus” que existem a respeito…

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P.S.: Ué, se os ervoafetivos podem se expressar livremente, por que o Bolsonaro não pode?

Esta postagem recebeu o "selo Chuck Norris de qualidade".

Maconha? Já disse: isso é coisa de VAGABUNDO!

“Mimimi, viu o que o FHC falou?”; “Mimimi, e agora que o FHC defendeu a liberação das drogas?”

Ai, ai… Mas desde quando eu escrevo de olho no que pensa FHC ou quem quer que seja?! Eu escrevo apenas em obediência à minha consciência, nada mais. Concordo com o ex-Presidente em muitas coisas, mas discordo em outras tantas. É do jogo! Aprendi com as epistolas de São Paulo a dizer “sim” quando é para dizer “sim”, e não quando é para dizer “não”. O que passar disso, “provém do maligno”.

Quando concordo com algo, aplaudo – independentemente da coloração partidária ou ideológica. Quando discordo, condeno. Simples assim. E é seguindo essa linha clássica que considero a posição de FHC errada. Vou além: acho a fala do ex-Presidente um tanto estúpida. E pouco importa que os maconheiros marchadores tenham agora um intelectual para chamar de seu. Continuo pensando exatamente o que sempre pensei: droga é coisa de VAGABUNDO!

Até agora, o argumento mais honesto que os defensores da legalização das drogas conseguiram apresentar, foi o “foda-se, cada um é livre e se quiser usar, que use!”, abraçado pelos mais liberais. O busílis é que não vivemos numa sociedade do “cada um é livre”. Pelo contrário: para evitar que o vizinho neanderthal saísse por aí sentando o porrete nas nossas cabeças, concordamos em nos reunir em sociedade e criar essa ficção jurídica chamada Estado, responsável por garantir a paz e a ordem. Isso, meus caros, significa abrir mão de algumas liberdades – como, por exemplo, a liberdade de resolver as divergências no tapa.

“Mas você não é a favor das liberdades individuais?! Como fica isso agora?!”, perguntam. Sou, sim! Mas também sou adulto e sei que vivo no mundo real, onde conceitos acadêmicos ideais nem sempre podem existir na prática. Dependesse de mim, cada um viveria apenas em função do seu núcleo familiar (e teria uma Ferrari na garagem!), mas não é assim. Somos obrigados a nos tolerar em sociedade, o que implica aceitar limites. E proibir vagabundo de encher os cornos de droga e sair por aí me assaltando pra conseguir dinheiro e comprar mais droga é um belo dum limite!

Não, eu não acho que liberar as drogas acabará com o tráfico. Basta ver que a venda de CDs é legal, mas a pirataria continua. O mesmo vale para os tênis da Nike, ou para as camisas da Adidas. Onde há comércio legal, haverá sempre comércio ilegal. Sem falar que os meus amigos ultraliberais acham o quê? Que com o comércio liberado os traficantes vão virar microempresários?! Francamente… Ninguém leva em consideração que bandido escolhe ser bandido porque quer! Se amanhã não puder mais ser bandido vendendo droga, vagabundo vai ser bandido sequestrando, ora essa. Ou traficando armas. Ou traficando órgãos… Sei lá! The point is: o crime sempre existiu, não nasceu com as drogas. Por que diabos o fim dos crimes deveria estar ligado a elas?!

Também não consigo levar a sério quem se apega aos tais “aspectos econômicos” da questão. “Ah, com a legalização vai aumentar o fluxo da economia.”, dizem. Ah, façavor! Altíssimo grau de PESCOTAPABILIDADE! Então devo acreditar que aqui, num dos países com a maior carga tributária do mundo, o maconheiro vagabundo vai pagar mais caro pelo baseado “legal”, do que poderia pagar pelo baseado-de-raiz, o baseado-moleque, o baseado-arte? Na boa, quem defende isso a sério mereceria uma surra de gato morto no meio da rua.

Em síntese, defendo a repressão implacável contra a drogas e os drogados. Sim, os drogados mesmo! Ninguém é drogado por acidente. Se alguém caiu no vício, é porque, bem… aceitou cair no vício! Sem essa conversinha politicamente correta fajuta de que tudo não passaria de “doença”, ok? Vamos falar sério aqui: doença é gripe. Usar maconha, cocaína, crack ou coisa do gênero é VAGABUNDAGEM POR ESCOLHA PRÓPRIA! E se vai abalroar a paz social por culpa do vício que escolheu, tem quem ser enfrentado e reprimido, sim! Para isso pagamos uma fortuna de impostos a fim de receber segurança do Estado: para que viciado ávido por mais uma dose não venha nos assaltar na rua, ou em casa.

Bravo policial aborda de maneira correta e exemplar uma meliante prestes a acender um baseado.

“Mas olha a Holanda: liberou as drogas e tá uma beleza!”. Taí um argumento que a turminha sempre tenta sacar do bolso. Bom, então vamos falar de Holanda, shall we?

Em um esforço para parar com o turismo para uso de drogas, o governo da Holanda decidiu nesta sexta-feira (27) restringir o acesso aos tradicionais coffee shops e proibir a entrada de turistas para comprarem drogas, informa o site “BNO News”.

Os coffee shops são estabelecimentos onde a venda de maconha e outras substância para uso pessoal é tolerada pelas autoridades holandesas. Como o consumo é proibido na maioria dos países, os locais passaram a atrair turistas do mundo todo a Amsterdã.

Restringir o acesso?! Mas que coisa mais fascista! E tudo por quê? Só porque a Holanda se transformou na PROSTITUTA da Europa, e todo tipo de vagabundo vai pra lá, atrás de curtir um barato.

Segundo o governo holandês, a medida tem como objetivo reduzir pequenos crimes e o número de turistas interessados em usar drogas. A intenção é criar um sistema de membros associados dos coffee shops, que excluiria os turistas. A cidade de Amsterdã, que atrai a maioria dos turistas, é contra a decisão.

“Pequenos crimes”? Mas comassim?! Então quer dizer que mesmo liberando as drogas continuam havendo crimes? Que coisa, não? Os ideólogos do “liberalismo noiado” esqueceram de combinar com a vagabundagem… Agora tá aí: droga liberada e… crimes atormentando a sociedade.

Parece que o cantado sucesso holandês não é baseado em fatos reais, né? Parece aliás, que por lá não há nada de fato real. É só baseado mesmo…

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Este post recebeu o "selo Chuck Norris de qualidade".

“Marcha da maconha” é coisa de quem precisa de uma pilha de louça pra lavar.

“Cabeça vazia, oficina do diabo”, costuma dizer minha avó. O ditado vale também para os que andam com a cabeça cheia de fumaça e gastam o tempo livre organizando marchas de maconheiros, em vez de se ocupar fazendo coisas úteis para si mesmos e para o país.

Breves considerações preliminares

Eu nem quero perder tempo discutindo a fundo a idéia de se legalizar a maconha (ou outras drogas) em si. Sou contra simplesmente porque acredito que um mundo com menos maconheiros é melhor que um mundo cheio deles. “Mas e as liberdades individuais?!”, bradam alguns dos meus colegas mais libertários. Ah, façavor, né?! E eu lá quero que vagabundinho tenha a liberdade de encher os cornos de substâncias entorpecentes, acabando por me assaltar na rua, só pra alimentar o vício porco dele? Ao diabo com isso! Viver em sociedade pressupõe rejeitar as “liberdades” que ameaçam a paz social. E um bando de maconheiros é uma baita duma ameaça!

E tem também a galerinha descolada que gosta de ver na legalização da maconha um caminho para a redução da criminalidade. Sei… O corolário disso é espantoso: propõem acabar com a criminalidade eliminando do código penal a conduta criminosa. É tipo assim: “vamos acabar com os estupros. Como? Descriminalizando a prática”.

Não bastasse a idéia moralmente preguiçosa, há ainda falhas lógicas tremendas nesse pensamento. Por exemplo: se legalizarem a maconha, o tráfico continuaria firme e forte, comercializando as outras drogas. E aí? Vamos liberar tudo?! Isso pra não mencionar que a legalização total e irrestrita das drogas só poderia trazer efeitos econômicos e sociais dignos de nota se o mundo todo a adotasse. Legalização só no Brasil? Vixe! Seria o mesmo que fazer desta pátria-amada-idolatrada-salve-salve o celeiro mundial dos entorpecentes. Sem falar que, bem… De onde os meus queridos libertários tiraram que a legalização das drogas implicaria no fim da bandidagem? Eles acham que traficante vende cocaína porque não tem opção de viver licitamente?! Que, uma vez liberada a farra, se tornariam microempresários? Pela madrugada! Ninguém leva em consideração que sujeito trafica droga porque quer ser bandido?! É hora de levar, amigos. Por incrível que pareça, há gente ruim à beça neste mundo.

Mas já divaguei muito. Retomo para falar daquilo que me motivou a escrever este post: a marcha da maconha em São Paulo, que acabou num pega-pra-capar entre vagabundos maconheiros e policiais.

O caso específico da “marcha dos maconheiros”, em São Paulo

Em primeiro lugar, por que diabos falam em “marca da maconha”? Maconha não marcha sozinha, gente. Seria como falar em “marcha das samambaias”. Não! Vamos chamar as coisas pelo nome, sem medo de patrulha nenhuma: aquilo foi uma MARCHA DE MACONHEIROS!

Esse termo não “pega bem”? Amigo, não quer ser chamado de maconheiro, então não fuma maconha! Quer fumar? Então larga de mimimi e aceite o que você é. Se um grupo de beatas faz uma marcha para defender os valores da Santa Madre, aquilo será uma marcha de católicas. As palavras têm sentido, ainda que hoje em dia o consenso politicamente correto tente nos empurrar goela abaixo uma novilíngua (leiam 1984, de George Orwell, e me agradeçam eternamente).

Pois bem, os maconheiros de São Paulo queriam promover a tal marcha com o único objetivo de pedir a legalização da baguaça que consomem. Acontece que havia uma decisão judicial proibindo a tal marcha. Na democracia, funciona assim: 1) decisão judicial se cumpre; 2) quem não gostar dela, que recorra; 3) os que deliberadamente desrespeitarem-na devem ser reprimidos – inclusive na base do porrete, quando necessário.

Ora, se o Poder Judiciário vigente num Estado democrático de direito em pleno funcionamento decidiu que aquela marcha não deveria acontecer, cabia aos maconheiros duas saídas civilizadamente aceitáveis: 1) ficar chorando com seus olhos inchados e vermelhos; 2) recorrer da decisão e aguardar o resultado da contenda. Preferiram o caminho da baderna, da arruaça e da afronta à ordem democrática. Tudo coisa típica de… bem… maconheiros!

Sinceramente, não é porque sou um “reacinha da vovó” que apóio totalmente as pauladas democráticas que a PM de São Paulo sentou no lombo noiado dos maconheiros. A questão é que não havia outra coisa a fazer: ao desrespeitar uma decisão judicial, os desocupados atentaram contra a democracia. Diante disso só restava ao Estado convocar seu aparelho de segurança para fazer valer a ordem. Pode não parecer, mas isso nada mais é do que um belo exemplo da civilização subjugando a barbárie.

Oficial da PM/SP enquadrando um "maconheiro marchador".

Mas, afinal, pode-se marchar a favor da maconha?

A minha resposta é NÃO. Isso é algo que não é tolerado pela legislação vigente na democracia brasileira. É a interpretação que faço do texto escrito no artigo 33, parágrafo segundo, da Lei nº 11.343, onde se lê que “induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga” acarreta, ao infrator, uma pena de um a três anos.

Agora googleiem aí nos vossos computadores, e encontrarão matérias jornalísticas detalhadas sobre a tal marcha. Lá estão, por exemplo, algumas das palavras de ordem que os maconheiros bradaram durante o evento – inclusive com o único fim de provocar a polícia, que estava lá apenas para fazer valer uma decisão judicial:

“EI, POLÍCIA! MACONHA É UMA DELÍCIA!”

“LEGALIZE JÁ! LEGALIZE JÁ! UMA ERVA NATURAL NÃO PODE TE PREJUDICA!”

Pessoalmente, entendo que isso é, no mínimo, instigar. Sendo assim, correta foi a decisão que não permitiu a realização da marcha. E mais correta ainda foi a atitude do Poder Executivo, que chamou a polícia para fazer cumprir a ordem.

“Ah, que exagero! Estão só opinando sobre algo que pensam.”, dizem. É mesmo?! Bom, imaginem uma “marcha da pedofilia”, com os pedófilos gritando que seus atos hediondos são “uma delícia”. Em essência, seria a mesma coisa – pessoas gritando palavras de ordem acerca de condutas que, hoje, são consideradas ilícitas pelas leis! E aí?!

“Mas e a liberdade de expressão, como fica?”, indagam alguns. Sim, eu sei que os maconheiros tentaram tirar da manga essa carta, para dar migué na decisão do Poder Judiciário. Não colou, claro. É é justo que não cole. A liberdade de expressão é um institudo poderoso demais, civilizado demais, para que seja vilipendiado por gente que gosta de “fumar um beck”.

A liberdade de expressão, antes de ser um escudo para os indivíduos, é uma verdadeira e própria garantia da democracia e do sistema de liberdades. E me parece muito óbvio (além de bastante sensato) que os instrumentos democráticos não podem – e não devem – servir de refúgio para os que decidem atentar contra a democracia! E, sim! Estou afirmando que a turminha da marcha dos maconheiros, lá de São Paulo, estava agredindo o sistema democrático, afinal (a) descumpriram uma decisão judicial, (b) confrontaram o aparelho de segurança do Estado e (c) fizeram apologia do uso de substâncias ilícitas.

Se a galerinha que curte um baseado quer mesmo “fazer valer seu direito” de estar chapada, que aprenda a conviver com o regime democrático. Que convençam a sociedade de suas “razões” e mudem, pelas vias institucionais previstas, as leis vigentes. Nada de partir pra sabotagem descarada, como se tentou fazer em São Paulo, porque, se fizerem isso, vão receber apenas as pauladas democráticas da polícia. Muito bem aplicadas, por sinal.

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