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Eduardo Campos morre em acidente aéreo

É com choque que o país todo recebeu a notícia da morte do candidato à Presidência, pelo PSB, Eduardo Campos. Difícil tecer qualquer comentário que não seja apenas dirigido à família. Eduardo deixa esposa e cinco filhos. É uma tragédia inestimável – sem esquecer as demais vítimas do acidente, é lógico.

Dilma e Aécio, os dois principais oponentes de Eduardo, já cancelaram suas agendas e devem acompanhar o enterro. É o esperado. Não se trata de oportunismo nem nada: é só compaixão. Para análises políticas teremos muitos dias pela frente. Prefiro guardar apenas o silêncio da oração agora.

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Eduardo Campos no Jornal Nacional.

Ontem foi a vez de Eduardo Campos ser entrevistado no Jornal Nacional. O candidato do PSB não chegou a ir mal, mas, a meu ver, se deixou abater pela forma incisiva com que Bonner e Patrícia Poeta têm conduzido o quadro. Começou até ensaiando alguma desenvoltura, pra depois ir murchando a partir dos três minutos, quando confrontado com a interferência política que fez para que sua mãe chegasse ao TCU.

Estranhamente, ele parecia não esperar perguntas sobre o caso de nepotismo, o que causa assombro: se uma campanha não se prepara para enfrentar os esqueletos que o candidato tem no armário, é melhor nem começar.

O melhor momento de Campos foi quando lembrou que “Dilma vai entregar o país pior do que recebeu”, algo inédito na chamada Nova República. E ao dizer que com o descontrole inflacionário “o salário não chega até o fim do mês”, usando uma expressão lançada por Aécio ainda durante as inserções eleitorais.

O pior momento de Campos, além de ter ficado visivelmente abatido quando confrontado com o episódio da nomeação da mãe, foi quando Bonner lembrou que a vice dele, Marina Silva, tem uma posição contrária ao agronegócio. Nesse momento me pareceu que o candidato chutou o balde: bancou Marina e disse que foi contra o Código Florestal. Minha leitura é que deu o voto do agronegócio por perdido de uma vez, numa última esperança de arrebatar o coração dos “sonháticos” e chegar aos dois dígitos nas pesquisas.

“Só o PT se preocupa com o nordeste e com a área social” = MAIS UMA MENTIRA DESMISTIFICADA!

Um dos mitos criados pela máquina eleitoral do PT, com a ajuda conivente de boa parte da imprensa nacional, é o de que só ele se preocupa com a chamada área social, que seria deliberadamente negligenciada pelos demais partidos – esses malvados!

Tudo bobagem, claro. O PT não tem – atenção agora! – um único programa social que seja efetivamente dele. Simplesmente TUDO que o PT faz na área social foi criado por algum outro governo que o antecedeu (seja no plano nacional, seja no estadual). O que o PT tem, há que se reconhecer, é a capacidade de embalar um programa já existente numa roupagem própria, dar a ele um nome pomposo e vendê-lo com eficiência na guerra da comunicação. Foi assim com o Bolsa Família, que nada mais é que a reunião de tudo o que FHC havia criado antes (vale-gás, vale-leite, etc.), apresentado com um padrão Steve Jobs de qualidade.

No nordeste desde ontem, onde cumpre agenda de campanha, Aécio está se empenhando em reforçar suas propostas concretas em áreas de grande impacto social, encarando o árduo trabalho que é desconstruir anos e anos de campanha mentirosa do PT.

No Piauí, Aécio anunciou o Programa Nordeste Forte:

Estaremos lançando dentro de poucos dias, e já estou convidando de público o governador Zé Filho para estar ao nosso lado, na Bahia, o programa Nordeste Forte, onde vamos detalhar o conjunto de ações que vamos fazer no campo da infraestrutura, no campo dos avanços sociais e também de investimentos em pesquisa, em ciência e em tecnologia. Queremos que em dez anos o IDH do Nordeste alcance a média do IDH de todo o Brasil.

Ele lembrou que, em oito anos como governador de Minas Gerais, levou o Estado a ter a melhor educação fundamental do Brasil, assim como colocou a saúde da região Sudeste como destaque e fez investimentos em infraestrutura que mudaram para melhor a vida de milhões de habitantes, espalhados por 853 municípios.

Farei no meu governo como presidente da República aquilo que fiz em Minas Gerais. Serei o presidente do desenvolvimento, do progresso e da educação de cada vez melhor qualidade.”

Falando especificamente do Bolsa Família, um programa que o PT há três eleições usa pra fazer terrorismo, anunciando de forma mentirosa que os adversários pretendem acabar com ele, Aécio voltou a repetir que, em seu governo, o programa Bolsa Família será mantido, aperfeiçoado e ampliado. E não há qualquer motivo pra duvidar disso, basta lembrar que esse programa nasceu no governo FHC.

No Maranhão, Aécio reafirmou que dará prioridade à região nordeste:

Essa será uma região prioritária no nosso governo. Na facilitação a atração de investimentos, como fez o prefeito Madeira, recentemente, mas na busca, também, de outros investimentos em infraestrutura que são essenciais para que essa região seja competitiva. Vamos também investir em Ciência e Tecnologia, em Pesquisa. Eu só acredito no desenvolvimento de uma determinada região quando a universidade, a educação, a saúde, todos estão unidos dentro de um mesmo projeto.

O que quero oferecer ao Nordeste brasileiro é um pacto. Um pacto de solidariedade permanente, não de solidariedade eleitoral, que passa fundamentalmente por investimentos em infraestrutura, por um grande salto na qualidade da educação e da saúde, mas também pelo retorno e resgate da autoridade no que diz respeito à Segurança Pública.

Eis aí. A melhor maneira de parar a máquina de mentiras do PT é mostrando a verdade. Aécio ainda é desconhecido por cerca de 20% dos eleitores e isso é uma enormidade. Com o começo do programa de TV o tucano vai ter a chance de expor para todos, enfim, suas idéias para o futuro do Brasil. E elas incluem atenção especial à área social (como não poderia deixar de ser para um candidato social-democrata), por meio do Programa Família Brasileira, e o Programa Nordeste Forte, voltado para o desenvolvimento daquela região.