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TOP 5: melhores equipes de futebol de todos os tempos

Tá, eu sei que esse tipo de listinha causa uma polêmica danada. Mas é por isso mesmo que gostamos tanto delas, né? Assim, eu sei que vocês vão discordar, porque cada um tem seu top 5 particular… Também sei que muitos vão lembrar que “é sempre temerário comparar equipes e jogadores de épocas distintas”… Bom, pra isso serve a área de comentários do blog: podem detonar livremente as escolhas deste humilde escriba – mas o façam sabendo de que elas continuarão sendo as únicas corretas! 😉

REAL MADRID DE PUSKAS E DI STEFANO

Um time que consegue ganhar cinco Copas dos Campeões seguidas, jogando um futebol bonito e ao mesmo tempo eficaz, não poderia ficar fora deste que é o definitivo Top 5 acerca do tema. Os blancos guiados por Puskas e Di Stefano foram os principais responsáveis por disseminar no mundo o sentimento de respeito pela uniforme do Real Madrid. Na década de 50, fizeram algo parecido com o que o Barcelona vem fazendo atualmente: ditam lei e aniquilam seus oponentes.

P.S.: Sem falar que tinham, como dito Di Stefano: o melhor jogador argentino de todos os tempos. Vish, lá vem mais polêmica!

SANTOS DE PELÉ

Taí outro time que juntou gente que jogava muito e saiu pelo mundo ganhando de quem quer que aparecesse pela frente. Pelé, Coutinho e Pepe, aliás, formam um dos ataques mais temíveis que o futebol já conheceu.

O mais bacana: davam espetáculo e eram eficientes. Ganharam tudo o que havia para ganhar na época, inclusive vencendo algumas das maiores equipes estrangeiras.

SELEÇÃO BRASILEIRA DE 1970

Essa foi, pra mim, a melhor seleção brasileira que já existiu. Sim, eu sei que a galera tem um xodó especial pela de 1982 – que jogava muita bola, ninguém nega. Mas, sei lá… O time de 70 não apenas sabia jogar muita bola, como também reuniu algum dos maiores nomes do futebol de todos os tempos e, last but not least, ganhou a Copa!

Não! Eu não acho que ganhar uma Copa seja atestado de grande qualidade futebolística (caso contrário seríamos obrigados a considerar Roque Jr. melhor que Zico, Gattuso melhor que Roberto Baggio e Maradona melhor que Messi…). Mas não se pode também ignorar o fato de que se trata do torneio mais importante para as seleções nacionais. E esse é um dos motivos que me faz considerar a seleção de 70 melhor que a de 82: ambas jogavam bagarai, encantavam o mundo e tinham gênios em seus elencos. Mas a de 70 ganhou, ao passo que a de 82…

Ah, tem um último detalhe: a de 70, além de jogar demais e contar com mitos como Gerson, Clodoaldo, Rivelino e Tostão, também tinha ninguém menos que Pelé, o maior de todos.

HOLANDA DE 1974

Lembram quando eu disse que a Copa do Mundo é importante, mas não é tudo? Pois é, tava preparando o terreno pra Laranja Mecânica, o time histórico e fascinante comandado por Cruyff.

A revolução que aquela Holanda fez no futebol não poderia passar desapercebida, meus caros. “Ah, mas não ganharam a Copa!” AZAR DA COPA! Os holandeses de então deram início àquilo que o amigo @gravz definiu tão bem como “processo de futeboldesalãonização do futebol de campo” – hoje aperfeiçoado pelo Barcelona. A velocidade nas trocas de passes, a arte de ocupar os espaços no campo, a troca constante de posições e a condução paciente da bola até o gol… Aquele time quebrou paradigmas e mostrou que esquemas táticos definidos com base em números frios podem ser facilmente subjugados pelo talento coletivo. Enfim, um espetáculo!

BARCELONA DE MESSI, INIESTA, XAVI, FÁBREGAS…

Sim, eu sei que alguns podem considerar precipitado alçar os catalães ao panteão dos grandes da história. Que se dane! Estou convencido de que estamos vendo a história ser escrita a cada novo jogo, a cada nova vitória, a cada nova goleada, a cada novo título… Este Barcelona, de Messi, Xavi, Iniesta, Fábregas e tantos outros nada mais é do que a interpretação perfeita da filosofia inaugurada em 74, pela Holanda. Não é mera coincidência que Cruyff, cérebro da Laranja Mecânica, tenha uma ligação tão profunda com o clube catalão…

A maneira como esse time casou espetáculo e eficiência já lhe vale um lugar na história, não tenho dúvidas. São geômetras em campo, trocando passes com inquietante agilidade, fazendo com que espaços surjam aparentemente do nada. Não há firulas, não há pedaladas inúteis, não há estrelas de cabelo escroto… Há apenas a certeza da própria superioridade convertida, inexoravelmente, em gol; em triunfo.

A exemplo do time holandês de 74, no Barcelona também não se guardam posições burocráticas. Contra o Santos, na final do mundial, os catalães jogaram num impressionante ZERO-TRÊS-SETE! Isso ganha uma dimensão ainda maior, quando se considera que apenas Messi era atacante “de ofício”.

A mais recente vitória sobre o rival Real Madrid é ainda mais emblemática: o gol do decisivo 2 a 1 sai depois de uma repetida troca de passes, até que Messi desenha um lançamento maravilhoso para a conclusão de Abidal, um defensor! Não importam os nomes em campo, as posições de origem ou os esquemas táticos: o Barcelona é uma filosofia em campo.

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P.S.: Merecem uma menção honrosa a seleção brasileira de 1982, o Flamengo de 1981 e o Milan de Arrigo Sacchi, os quais a muito custo ficaram fora deste Top 5.

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E aí, discordam muito? Pouco? Milagrosamente concordam? Contem quais são as equipes que entrariam no Top 5 de vocês!

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Barcelona Vs. Santos: o rodo cotidiano.

O Santos não perdeu para um grande time de futebol. Foi devastado por um fenômeno da natureza! Esse Barcelona atual é uma orquestra, regida magistralmente por Guardiola. Uma obra de arte! Aqueles jogadores, juntos, são a La Pietà do futebol; a Capela Sistina dos gramados.

O Santos, de Neymar e Ganso, que encerra a esperança do futebol brasileiro, não teve chance. Foi acuado, amedrontado, torturado pela troca alucinante de passes, que tira o norte dos adversários e os leva à exaustão – física e psicológica. A malemolência, a ginga, a pedalada do “jeito brasileiro” de jogar futebol foram aniquiladas pelo estilo objetivamente espetacular do Barcelona.

No time de Guardiola, não há focas amestradas, fazendo firulas com a bola. Há geômetras em campo, ocupando perfeitamente os espaços existentes e forçando outros, novos, a surgirem. O Barcelona faz o time adversário (qualquer que seja ele) correr atrás da bola, enquanto dá rápidos e repetidos toques, mudando posições e destroçando esquemas táticos.

Hoje, sem Villa e Sanchez, os catalães entraram em campo com apenas um atacante de ofício. Por acaso recuaram? Tentaram se defender, marcando os brasileiros? Não! Posições táticas não são importantes, pois o fundamental, no caso do Barça, é o fato de haver uma filosofia em campo, de chuteiras, agredindo o adversário. Esse time fabuloso joga sempre do mesmo jesito, seja contra o Manchester United, o Real Madrid, o Levante ou o Santos. Seja com três atacantes de ofício e nenhum zagueiro (sim, já fizeram isso), ou com apenas um avante. O já histórico “estilo-Barça” continua igual: pressão absurda sobre a saída de bola adversária, obrigando o chutão ou o erro, para, então, retomar o controle das ações e trocar passes, fazendo com que a bola gire de mansinho, sem pressa, sendo conduzida até o gol.

Comparações de épocas distintas são sempre polêmicas (por isso gostamos tanto delas!), mas não consigo deixar de dizer que esse Barcelona é uma das maiores maravilhas esportivas que o mundo já viu! Pessoalmente, já o coloco acima de equipes como o Flamengo de 1981, o Brasil de 1982, a Holanda de Cruyff e o Milan de Sacchi. Considero que os catalães estão no nível de equipes lendárias como o Santos de Pelé e o Real Madrid de Di Stefano.

Os brasileiros, principalmente os da imprensa esportiva, deveriam parar de cantar as glórias de um “futebol-moleque” que foi destroçado hoje, e aproveitar para admirar o Barcelona. Deixar de lado especulações acerca do que poderia ter sido e apenas contemplar Messi, Xavi, Iniesta, Fabregas e companhia, enquanto desfilam talento, elegância e lógica pelos gramados do mundo. Vai demorar até surgir algo parecido. Devemos ser gratos pelo privilégio de ver a história ser escrita ao vivo, diante dos nossos olhos.

Encerrando, um recado para a criançada que está crescendo ouvindo que Neymar é melhor que Messi:

Special One

Por isso o cara é ídolo!

Por isso a torcida canta, até hoje, que ele é uno di noi, antes dos jogos da Internazionale.

Por isso ele é um dos melhores de todos os tempos no que faz.

Por isso faz história por onde passa.

Por isso é The Special One.

Grazie, José.

 

Esse tal “Fora Ricardo Teixeira” é falta de louça pra lavar!

Poucas convenções sociais brasileiras são tão estúpidas quanto a mania que o povo tem de pedir a cabeça do Presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A mais recente revolução sofazística, iniciada naquele fórum de debates inúteis chamado Twitter – que culminou com a criação da revolucionária hashtag #ForaRicardoTeixeira -, atingiu um ridículo tão grande, que decidi escrever este texto definitivo sobre o assunto, a fim de ajudar essas pobres almas, cujas cabeças vazias se tornaram oficinas do diabo, a perceberem sua rematada tolice.

Cartaz de um movimento criado por pessoas cujas pias estão cheias de louças sujas há meses...

Ricardo Teixeira, um dirigente de sucesso.

Sim, vocês leram certo mesmo! A gestão da CBF, sob Teixeira, é indiscutivelmente um sucesso. Arrisco-me a dizer que apenas dirigentes de companhias de tecnoligia e commodities experimentaram um triunfo maior que ele nos últimos vinte anos.

Ora, a CBF é um ente privado (tenham isso em mente, pois retornaremos ao tema em breve) e, como tal, seu sucesso – ou fracasso – deve ser medido a partir dos resultados obtidos. Pois bem, Teixeira assumiu o comando do futebol brasileiro em 1989 e, de lá pra cá, esta gloriosa-idolatrada-salve-salve-mãe-gentil-pátria-amada-Brasil conquistou nada menos que 2 Copas do Mundo, 3 Copas das Confederações e 5 Copas Américas. Isso para citar os torneios mais importantes!

Atentem para os números: ao longo da “ditadura” Teixeriana, a seleção venceu um terço das Copas que disputou! Isso para não mencionar o fato de que foi na gestão dele que se logrou trazer o mundial de futebol de volta a estas terras tupiniquins. Sinceramente, não vejo a partir de qual análise objetiva concreta os resultados da empresa CBF possam ser considerados ruins a ponto do povo brasileiro desejar avidamente queimar Teixeira em praça pública…

“Ah, mas ultimamente a seleção tem sido um fracasso!” Sim, mas what the fuck o coitado do Ricardo Teixeira tem a ver com isso?! Ou alguém acha que ele teria o poder de levar Romário e Ronaldo à fonte da juventude, para que não fosse necessário, hoje, recorrer aos vários Freds, Júlios Baptistas e Grafittes?

O fato da geração atual de jogadores ser muito fraca, não guarda qualquer relação com a diretoria da CBF. Ou alguém aí acredita a sério que Teixeira tem culpa pelos chapéus que Zidane aplicou nos craques do Brasil em 2006? Ou pelo pisão que Felipe Melo deu em Robben, em 2010? Ou – o cúmulo! – pelos quatro pênaltis perdidos diante do fortíssimo selecionado paraguaio, na última Copa América? Francamente… A cada minuto que passa, me convenço mais que marchar contra a direção da CBF é coisa de (a) desinformados ou (b) desocupados.

Você também deveria procurar algo útil pra fazer, em vez de ficar reclamando da CBF.

O problema é que Deus deve amar os desocupados com minhocas na cabeça, ou não haveria tantos… Vejam abaixo a – como chamarei? – “convocatória” que achei no blog do Juca Kfouri:

Neste sábado, dia 30/07, será realizado o sorteio dos grupos para a Copa de 2014. E, se você não quer que a Copa fique entregue a própria sorte, participe do 2º MEGATWITTAÇO #FORARICARDOTEIXEIRA! Convoque os seus amigos, divulgue as hastags, acesse o site! Com a ajuda de todos, podemos fazer a diferença e marcar mais esse golaço pelo Brasil! ZZZZzzzzzz [Sono nosso.]

Uau! Eu imagino Teixeira engasgando com seu scotch e caindo da cadeira ao ler sobre o “MEGATWITTAÇO”! Se ele acompanhou o episódio da revolução tuiterística que culminou no #FORASARNEY, sabe que esses movimentos costumam ter muito efeito prático no mundo real… OPA, PERAÍ! A verdade é que não têm efeito prático algum!

No meu mundo ideal, a Copa definitivamente ficaria “entregue à própria sorte” (com crase!!!), e não seria assunto de interesse público. Isso porque, sempre no meu mundo ideal, de interesse público são hospitais, escolas e polícia. Futebol, não! Futebol, seleção e CBF não são coisas de interesse público, como se vai desmonstrar agora.

A falácia da seleção como patrimônio nacional.

Suponhamos, porém, ad argumentandum, que a era Teixeira não fosse esse indiscutível sucesso cabalmente demonstrado alhures. Vamos, pois, considerar que o selecionado futebolístico nacional não tivesse vencido porcaria nenhuma e que o Brasil não tivesse sido escolhido pela FIFA para receber uma Copa. Ainda assim seria ridículo e absurdo pedir a cabeça do Presidente da CBF.

Isso porque, como dito, a CBF é em ente privado, e seus diretores – atenção agora!!! – dizem respeito apenas a ela própria. Exigir a saída de Ricardo Teixeira é tão intelectualmente pedestre quanto pleitear a demissão do dono da padaria da esquina. Nos dois casos fala-se de organizações particulares, sobre as quais não há nenhum interesse público.

Sim, eu sei que não é fácil assimilar isso de pronto, principalmente aqui, onde somos criados ouvindo a besteira de que “a seleção é patrimônio nacional”. Bullshit! Peguem a Constituição Federal e apontem o inciso que eleva o combinado futebolesco canarinho ao patamar de “bem da União”. Vamos! Tentem!

Nada? Bom, então googleiem aí e tentem encontrar a norma legal que classifica a CBF como autarquia (empresa pública, sociedade de economia mista ou whatever…). Tô esperando… E aí? Nada?! Ora, meus caros, não vão encontrar nada mesmo! Isso porque a Confederação Brasileira de Futebol é tão pública quanto a Sadia! É exatamente por isso que fazer movimentos exigindo a saída de Teixeira é de um ridículo sem limites, afinal eu nunca vi ninguém convocando “twittaço” pra reclamar da quantidade de fatias de bacon dentro das embalagens que compramos nos supermercados…

Imaginem que no Brasil, este país com IDH nórdico e serviços públicos maravilhosos, chegou-se a fazer uma CPI (!!!) para “apurar as possíveis relações espúrias entre CBF e Nike”. E tudo por quê? Porque suspeitava-se que o jogo da final de 1998 havia sido entregado para a França, depois de um acerto entre aquelas.

A coisa é tão ridícula, que não sei nem por onde começar… Ainda que CBF e Nike tivessem decidido entregar aquela bagaceira, estaríamos diante de um acerto celebrado entre entes privados. No máximo, os torcedores que pagaram para ver um “jogo limpo” no estádio é que poderiam se dizer prejudicados. Mas o que caráleos deputados e senadores brasileiros têm a ver com os jogos que um time de futebol decide ganhar, ou perder? Again: cadê o diabo do interesse público?!

O único fato envolvendo Nike e CBF que mereceria um levante popular com direito a guilhotinas e enforcamentos é essa horrorosa camisa atual da seleção, que, sabe-se lá Deus como, foi aprovada e está por aí, nas escolas, nas ruas, campos, construções, lembrando-nos do que não devem fazer as empresas de materiais esportivos…

Na real, quem viu aquele jogo ao vivo sabe que o Brasil não entregou porcaria nenhuma. Antes: levou uma trolha sarracena de Zidane e companhia; um clássico baile futebolístico. E acreditar que a Copa de 98 foi vendida só pode ser coisa de mentes inferiores, [polêmica mode on] dessas que também consideram Senna melhor que Schumacher… [polêmica mode off]

Esqueçam a CBF e cobrem o Estado!

“Ah, mas a CBF mantém relações com o poder público!”, dizem. Sim, como toda empresa que vive num regime democrático, onde o Estado edita as leis e dita as regras. Mas nem isso é motivo suficiente para justificar a asneira de exigir a demissão de um diretor de empresa. Quem decide isso, amigos, são os “acionistas” – in casu, as federações e os clubes.

Se o Sr. Ricardo Teixeira se envolveu em maracutaias que causaram prejuízo ao erário, que seja devidamente processado e punido. Como qualquer outro cidadão! Mas apenas se e quando o parquet tiver em mãos fatos concretos e objetivos, não sob alegações estapafúrdias do tipo “nossa, ele já está lá há anos e isso é ditadura!”; ou “a seleção canarinho é uma paixão nacional e não pode ser pautada por questões comerciais.” Façavor, né?

"Amorzinho, a seleção é patrimônio nacion..." "CALA BOCA, SUA ANTA!"

Mais estúpido que isso só quem se acha no direito de exigir alguma coisa da CBF porque esta teria o monopólio da atividade futebolística nacional. Outra tolice épica! Qualquer um pode decidir criar um campeonato nacional. Aliás, isso já aconteceu no passado, durante a mamilísticamente polêmica Copa União, lembram?

Ninguém precisa da chancela da CBF para jogar futebol e atribuir títulos no Brasil. Sério, pesquisem aí! Não há uma mísera norma dizendo que só Ricardo Teixeira e sua turma podem criar competições esportebretônicas nestas terras de vergonhas descobertas. Eu e você, amigo leitor, podemos perfeitamente criar o Campeonato Nacional Tupiniquim, por que não? O que provavelmente está restrito à CBF é a expressão “Campeonato Brasileiro”, que, suponho, é protegida por copyrights. E é justo que seja assim, afinal foi ela quem criou a baguaça, né? Mas é só um nome… E um nome, como sentenciou o velho Bill Shakespeare, não passa de um… nome!

E quando às relações entre governo e CBF, bom… Como dito, basta pensar um pouquinho: se o Estado brasileiro, ávido por se meter em todas as searas da nossa existência, as always, coloca grana pública na CBF, vamos organizar manifestações contra o governo! Mas pedir a cabeça do Teixeira por conta de supostas avenças com o poder público é tipo querer derrubar o presidente da Honda porque em Manaus a empresa ganha incentivos fiscais do Estado para produzir…

A resposta para toda essa discussão já foi dada brilhantemente pelo ex-Presidente americano Ronald Reagan: “Government is not the solution to our problem. Government is the problem!” E é exatamente isso mesmo! Em vez de querer imiscuir ainda mais o Estado em assuntos de entes privados, que não administram absolutamente nenhum interesse público, exigindo CPI’s, inquéritos policiais e quetais, o negócio é brigar para que o Estado pare de se meter com a dona CBF de uma vez por todas!

Titio Reagan sabia das coisas...

Convenhamos: é bem mais fácil parar de repassar recursos públicos extorquidos de nós por meio de impostos putaquepariusticamente altos, do que depois ficar gastando o tempo de suas excelências, os parlamentares, com investigações acerca de supostas “entregadas” futebolísticas… Imaginem que no país que reelegeu os responsáveis pelo mensalão, chegou-se ao absurdo de convocar para depor no Congresso Nacional o então técnico da seleção, para que ele falasse sobre um CASO EXTRACONJUGAL! Agora me digam, pelo martelo de Thor, o que as atividades pirocanabucetísticas de Luxemburgo têm de interesse público, for God’s sake?!

Por isso, crianças, aprendam de uma vez por todas a dedicar o tempo livre de vocês à nobre tarefa de lavar a louça suja da casa, em vez de ficarem se dedicando a protestos imbecis. Se a sanha revolucionária é tão grande que não pode mesmo ser controlada, canalizem essa energia para pedir a cabeça da galerinha que actually recebeu os vossos votos inocentes, beleza? Mesmo porque, se a selecinha acaba dando a sorte de vencer a Copa de 2014 em casa (é sempre possível que o avião da seleção espanhola caia, por exemplo…), vão estar todos cantando e bebendo, de bem com a vida.

Logo, leave Ricardo Teixeira alone e se ocupem da dona Dilma, do Sérgio Cabral, do Eduardo Paes, do Alckmin, do Kassab, et caterva, que andam por aí preocupados com Maracanãs, Itaquerões, trens-bala, em vez de construir mais presídios para aprigar a bandidagem.

FUTEBULLYING

Tomo emprestada a expressão cunhada pelo famoso Marcel, do BQEG, para descrever o que foi o jogo de ontem entre Flamengo e Santos: FUTEBULLYING!

Gênio!

Ontem, um gênio do futebol, que já ganhou uma Copa, uma Champions League e foi eleito duas vezes o melhor do mundo, chegou no Neymar, que é apenas um ótimio jogador, e disse: “Aê, muleque! Te dou meia hora pra resolver essa merda aí. Depois, senta e aprende!”

E os “meninos da Vila”, com sua irreverência, sua malemolência, suas dancinhas ridículas e seus cabelos escrotos, abriram um retumbante 3 a 0 nas barbas do rubro-negro mais famoso do mundo. A imprensa esportiva brasileira neymarística, em meio a orgamos múltiplos, preparava-se para cantar ao mundo o show daqueles garotos. Ameaças nada veladas ao Barcelona estavam sendo arquitetadas em todas as redações do país. A andrérizekização do jornalismo televisivo estava completada, com todos babando ao dizer que “nunca houve ninguém como Neymar”.

Bullshit! Bastou o cara que teve a bunda chutada pela Nívea Stelmann pegar a bola para cobrar o pênalti, para que o gigante fosse despertado.

Elano vai cobrar... Ele errou um na seleção, mas hoje não! Hoje não! Hoje sim... Hoje sim?!

Qualquer outro time ganharia moral instantaneamente depois de ver seu goleiro defendendo um pênalti na casa do adversário super-hiper-mega-badalado e overrated. Mas o Flamengo não é qualquer outro. Como bem asseverou o gênio que desfila com o manto número 10, vestido por ninguém menos que Zico um dia, o Flamengo é o Flamengo.

Defender um pênalti é para os fracos! Goleiro do Mengão defende e depois esculhacha. O importante, como já dizia o sábio, não é vencer. É vencer humilhando!

"Meu nome é Felipe e eu vim para defender pênalti." "Para quê?" "Para FAZER EMBAIXADINHAS!!!"

Mas nem vou ficar zoando muito o Elano. Já basta o fato dele não conseguir dar uma dentro, que lhe valeu inclusive a dispensa da atriz global citada alhures. Vamos falar de Neymar…

Se eu penso que o destino do “país do futebol” está nos pés de um pivete que pulou da fase punhetística diretamente para a fase se-fudeu-e-levou-um-golpe-da-barriga-otário, me afogo em gargalhadas. Vai ter que ralar muito ainda, pirralho! E, principalmente, aprender que futebol se joga de pé, sem tentar se jogar o tempo todo.

O “mengão raspador de moicanos” (copyrights Arthur Muhlemberg) mostrou que um Willians-com-cabelo-tóin-óin-óin é mais que suficiente quando o assunto é parar o tal Neymar-com-cabelinho-do-meu-querido-pônei. Pelas minhas contas, o confronto direto entre os dois terminou com inapeláveis 7 a 2 para o Cambiasso negro do Flamengo. Se ele não errasse tantos passes, ninguém mais se lembraria de Falcão…

E ainda teve aquela cobrança de falta do Ronaldinho… Gol em velocidade driblando 2-3 adversários qualquer Iranildo já fez. Já uma batida daquelas… Isso é para poucos! Meus amigos, aquilo não foi um gol. Foi um fenômeno da natureza! Na sinceridade, um lance como aquele deveria valer dois gols, uma placa na Vila e mais o total da renda arrecadada ontem.

Que desaforo! A cara do Neymar ao ver a cobrança, como a dizer para si mesmo: “por que eu nunca pensei nisso antes?!” A resposta é tão simples quanto evidente: nunca pensou porque Ronaldinho é gênio, enquanto Neymar é “apenas um menino querendo brincar com a sua bola”

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Bônus game! Meia Hora = melhor jornal da história do universo tal qual o conhecemos!

Topper was right!

E a selecinha, heim? Quatro pênaltis cobrados e nenhum gol feito. Que várzea!

André Santos converteu um field goal para o Brasil.

Vai ser, não, champz. Já é!

Na boa, foi difícil parar de rir ontem… Que geraçãozinha mais vagabunda essa. E às vésperas de uma Copa do Mundo no Brasil! HAHAHAHAHAHAHA!

Bora ver se depois do fiasco de ontem geral entende de uma vez por todas que:

1) O “país do futebol”, hoje, é a Espanha. Ou alguém aí escolheria os vários Ramires, Lucas, Pato e Ganso numa pelada, em detrimento de Xavi, Iniesta, Villa e Fabregas? Façavor…

2) O Brasil NUNCA teve uma geração tão RUIM (basta lembrar que o “herdeiro” do Fenômeno é Pato (!!) – ou Fred (!!!).

3) O único esporte que este país realmente domina atualmente é o vôlei. Aprendam a torcer pelo time do Bernardinho, ou o convençam a assumir a selecinha de futebol.

4) NENHUMA seleção brasileira poderá vencer enquanto seu principal jogador ostentar um cabelo ridículo.

5) Quatro pênaltis perdidos?! HAHAHAHAHAHAHAHAHA!

"Querido, o Brasil é o país do futebol, né?" "CALA ESSA BOCA, VADIA BURRA!"

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P.S.: Depois de dezessete anos de bullying, nunca mais ouvirei meus amigos brasileiros dizendo que “italiano não sabe bater pênalti”.