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Um pouco de Rocky Balboa na eleição

Quero crer que vocês conhecem a série de filmes “Rocky”, estrelada por Silvester Stallone. Pois bem, um clássico desses filmes é que Rocky, na luta decisiva, apanha de forma impiedosa do adversário no começo (algumas vezes de maneira desleal, vide o soviético Drago), mas sempre reage, parte pra cima do outro com força e determinação e vence.

Faltam dez dias pro segundo turno da eleição presidencial e, depois de quase uma semana de propaganda eleitoral na TV, ficou bastante claro que Dilma e o PT não querem – e não vão – debater os problemas do país e apresentar propostas para superá-los. Dilma, afinal, é a presidente que trouxe de volta a inflação, que termina o mandato com mais de 60 mil assassinatos ao ano a sujar-lhe as mãos de sangue e, ainda, que comandou a Petrobrás enquanto a empresa era usada para cobrar propina – e 3% do valor ficava com o PT.

Agora chega! Aécio já encaixou os golpes que podia encaixar. O PT é profissional e tentar administrar resultado contra essa gente é perigoso. É hora de partir pra cima com a energia e o vigor que marcaram os últimos dez dias de Aécio no primeiro turno, naquela arrancada espetacular que levou ele a estar, agora, enfrentando Dilma na final.

Esqueçam o mito de que “o povo não gosta de quem bate”. A questão toda é saber bater. E, insisto, chegou a hora de levar Dilma às cordas. As pessoas do Brasil, em sua maioria honestas e trabalhadoras, precisam ser lembradas de que companheiros de Dilma no PT foram presos e condenados por corrupção. Precisam ser lembradas de que um doleiro e um ex-diretor da Petrobrás, junto com o tesoureiro do PT da Dilma, cobravam propina e que o dinheiro sujo ia pros cofres do partido da presidente.

Eu quero as inserções lembrando a cada dona-de-casa que, enquanto o salário dela não chega no fim do mês, teve gente do PT levando dinheiro pública em cueca. Expliquem quantas escolas poderiam ser feitas com os 3% da propina petista. Quantos hospitais a mais teríamos. Quantos policiais a mais nas ruas. Enfim, mostrem para as pessoas comuns que esses escândalos têm, sim, relação direta com eles.

Chega de desferir jabs enquanto o PT ataca abaixo da linha de cintura. Não há tempo de administrar uma vantagem que ainda é bem pequena. Essa eleição está apertada e vai ser apertada até o último dia. Não é hora de clinch esperando pelo gongo. Tem que levar o adversário a nocaute! Tem que golpeá-lo todo dia na TV, de tarde e de noite e, principalmente, nas inserções.

“Mas e quanto às propostas?” Não sejamos ingênuos! Por que uma coisa deveria excluir a outra?! O que eu quero é que Aécio pare de esperar golpes e de só contra-atacar, para ditar a agenda e a pauta da luta. Dilma quer falar de FHC? Ela que fale dele sozinha! Enquanto isso Aécio lembra ao país que Dilma provavelmente se elegeu em 2010 com dinheiro de propina e que Dirceu não está no palanque dela porque foi preso por corrupção. Ela quer falar sobre Maria da Penha e direitos das mulheres? Pois que se jogue na cara dela o assessor da Presidência que foi preso por estupro de menores.

Numa eleição assim, o embate moral não apenas é válido como também é necessário. O povo brasileiro, honesto e decente, só precisa ouvir a verdade pra descobrir quem está do lado dele e quem quer fazer dele cúmplice de banditismo. Chega de segurar os golpes. Vamos pro confronto!

Solução do governo Dilma pra inflação? As pessoas devem comer menos carne.

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A imagem acima eu tirei de uma propaganda do PT veiculada durante a campanha de 2010, que elegeu Dilma. Nela, aparece um prato cheio de carnes e o locutor diz que, nos anos FHC, isso era “coisa de rico” e que com o PT, ao contrário, chegou à mesa do pobre. Nada além de mentira e demagogia baratas: não fosse o Plano Real de FHC, o dinheiro dos pobres brasileiros continuaria a não valer nada (como na época dos hoje aliados de Dilma, Sarney e Collor).

Mas por que lembrei dessa antiga propaganda petista? Porque hoje, ao falar sobre a inflação no país (que estourou o teto da meta), o Secretário de Política Econômica do governo sugeriu que as pessoas deveriam passar a comer menos carne. Sim, é sério! Confrontado com a economia que vai se deteriorando mais a cada dia, um integrante do alto escalão do governo Dilma recomendou menos consumo de carne.

Afinal, vemos que foi sob o PT que carne virou – como era mesmo? – “coisa de rico”.

A pedido do governo federal, mulher ganha prótese dentária antes de aparecer em propaganda do PT.

Uma eleição é pouco para livrar o Brasil dos males causados pelo PT. A corrosão moral promovida em mais de uma década de petismo no poder vai cobrar seu preço durante muitos anos ainda.

O PT, partido que fez carreira se anunciando como defensor dos interesses dos mais pobres e único partido capaz de enfrentar os velhos coronéis do Brasil, hoje é o maior coronel brasileiro. É quem mais cria, mantém e explora currais eleitorais. É, enfim, quem usa qualquer artimanha para conseguir votos, inclusive dar próteses dentárias para os pobres:

Em agenda no Nordeste nesta quinta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff visitou obras da transposição do rio São Francisco, em Pernambuco, e também a cidade de Paulo Afonso, na Bahia. No sertão baiano, gravou imagens para sua campanha na casa de Dona Nalvinha, moradora da Comunidade Batatinha e beneficiária do programa federal Água para Todos. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa nesta sexta-feira que, antes de receber a presidente, Nalvinha, ou Marinalva Gomes Filha, de 46 anos, foi contemplada com uma prótese dentária. “Tudo o que tenho aqui foi a Dilma que me deu”, afirmou a baiana ao jornal – inclusive, a prótese dentária, segundo ela.

Para sorrir na propaganda presidencial, Nalvinha recebeu dois dentes da frente. E não só isso: sua casa ganhou duas cisternas e o fogão a lenha foi ampliado, segundo o jornal. As reformas na residência são fruto de um programa firmado pelos governos federal e da Bahia com uma ONG local. Na Comunidade Batatinha, só Dona Nalvinha foi contemplada com os benefícios até agora. Pouco depois de o jornal questionar a campanha petista sobre a prótese de Nalvinha, a moradora mudou sua versão: afirmou ter sido chamada por um dentista da prefeitura. Segundo disse à Folha, ela ouviu do profissional que colocaria os dentes “para receber a presidente Dilma”.

Segundo apurado pela reportagem da Folha de São Paulo, a prótese dentária de Dona Nalvinha foi colocada por ordem do governo federal:

Os dentes que a sertaneja baiana Marinalva Gomes Filha, ou Dona Nalvinha, ganhou para sorrir ao lado da presidente-candidata Dilma Rousseff no horário eleitoral foram providenciados pela prefeitura da cidade de Paulo Afonso por ordem direta do governo federal, informa edição deste sábado do jornal Folha de S. Paulo. O secretário de Saúde do município afirmou ao jornal que o atendimento pelo qual Dona Nalvinha passou em um centro odontológico da prefeitura foi providenciado por solicitação do Ministério do Desenvolvimento Social. A pasta alegou ao jornal que a equipe técnica que antecede visitas presidenciais verificou a necessidade de atendimento a Dona Nalvinha e “avisou” à prefeitura da cidade.

 Isso não é apenas um caso de manual de abuso da máquina pública. É, principalmente, uma humilhação e mostra como o PT vê os mais pobres: como adornos para exibir no horário eleitoral. Não se busca melhorar a vida das pessoas para que possam crescer e se desenvolver, deixando de precisar do amparo estatal. O que Dilma e o PT fazem, como bem lembrou Aécio, é “administrar a pobreza, mantendo a dependência eterna dos que mais precisam”. Colocar prótese dentária em uma sertaneja para exibi-la no horário eleitoral é abjeto! Ultrajante!

PT primeiro atacou de forma baixa Eduardo Campos, para agora chamá-lo de “companheiro”.

Tenho dito há tempos que a máquina de moer reputações do PT não respeita biografias nem sentimentos. E se move contra tudo e contra todos que ousem não beijar a cruz do petismo. Foi assim com Eduardo Campos: depois de passar cerca de uma década aliado de Lula e do PT (e essa foi uma ressalva que sempre fiz a ele), Campos achou por bem se candidatar à Presidência. O PT não aceitou e externou sem pudor sua revolta:

A imagem acima é do facebook oficial do PT e continua no ar, mesmo depois da tragédia de ontem e da tentativa do PT de lucrar com ela, publicando nota oficial cheia de elogios ao “companheiro Eduardo.” Sim, agora eles chamam de “companheiro” a quem em janeiro foi chamado de “playboy” e de candidato “sem compostura”. Vejam alguns trechos do que o PT publicou sobre Campos:

(…) Estimulado pelos cães de guarda da mídia, decidiu que era hora de se apresentar como candidato a presidente da República – sem projeto, sem conteúdo e, agora se sabe, sem compostura política.

O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto.  E não se trata sequer da questão ideológica, já que a travessia da esquerda para a direita é uma espécie de doença infantil entre certa categoria de políticos brasileiros, um sarampo do oportunismo nacional. Não é isso.

Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante – a de ser presidente da República –, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo.

Acreditou na mesma mídia que, até então, o tratava como um playboy mimado pelo “lulo-petismo”, essa expressão também infantilóide criada sob encomenda nas redações da imprensa brasileira. Em meio ao entusiasmo, Campos foi levado a colocar dentro de seu ninho pernambucano o ovo da serpente chamado Marina Silva, este fenômeno da política nacional que, curiosamente, despreza a política fazendo o que de pior se faz em política: praticando o adesismo puro e simples. (…)

Ontem, depois do trágico acidente que vitimou Campos, quem era (ou melhor, é. Afinal o post continua publicado lá!), o PT emitiu uma nota oficial onde, logicamente, lamentou o ocorrido. Mas não conseguiu evitar o cinismo e foi além:

Campos deixa um grande vazio na política brasileira. Seu partido, o PSB, sempre foi um aliado do PT e, juntos, construímos um país melhor e socialmente mais justo. Eduardo Campos teve papel importantíssimo nas gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo sido ministro da Ciência e Tecnologia. 
 
Mesmo quando decidiu seguir um caminho diferente ao do PT, mantivemos com Eduardo Campos uma relação de profundo respeito e admiração.

Sim, vimos o tanto que o PT respeitava e admirava Eduardo Campos, não é mesmo?

E não se enganem achando que isso foi coisa de algum assessor isolado: o próprio Lula, em março, no Paraná, ao se referir ao então candidato pelo PSB afirmou:

A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem e nós vimos o que deu.

Eu não romantizo a política nem acho que todos devam se amar. Eduardo rompeu com o PT, se tornou adversário e, é fato, criaria dificuldades para Dilma na base histórica do petismo, o nordeste. Mas era adversário, não inimigo. E um dos males que o PT faz à política nacional é justamente tratar adversários como inimigos.

Com a mesma desenvoltura com que o PT e Lula transformaram um opositor em inimigo, tentando diminui-lo e atacá-lo, agora tentam explorar a tragédia a fim de colher dividendos positivos. Agora, enfim, ele é o “companheiro Eduardo”, não mais um “tolo”…

Diante disso, me vem à mente os melhores trechos da entrevista de Eduardo Campos ao JN, na última terça, véspera de sua morte: “O governo Dilma é o único da história que vai entregar o país pior do que recebeu.” E ainda: “O salário das pessoas não chega mais ao fim do mês, por culpa da inflação.” E, por fim: Não desistam do Brasil. É aqui que vamos criar nossos filhos.”

Esse é o grande legado que Eduardo deixa: um político de oposição ao governo do PT, que exortou os eleitores a não desistirem do Brasil. É essa a mensagem que precisa seguir em frente pelas mãos da oposição brasileira.