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Não custa lembrar: o Nordeste vive a pior seca em décadas, enquanto o governo Dilma abandona a transposição do São Francisco e gasta quase 1 bilhão em Cuba.

Olha, perdoem se pareço um tanto insensível às necessidade do governo tirânico dos irmãos Castro. Eu sei das necessidades enormes de Cuba, causadas, quase que em sua totalidade, pelas décadas de opressão impostas pela revolução comunista comandada por Fidel, Raul e Che Guevara. Mas não consigo esquecer que o Nordeste brasileiro vive a pior seca das últimas décadas e a única coisa que recebe do governo Dilma é descaso!

Enquanto brasileiros estão sem água para beber e cozinhar, Dilma gasta quase um bilhão financiando os interesses de uma tirania! Enquanto agricultores nordestinos puxam carroças, porque os animais que faziam o serviço morreram de sede, o banco de fomento do Brasil está injetando dinheiro na mais duradoura tirania do planeta! Por favor, perdoem meu conservadorismo, mas não consigo deixar de achar isso um ultraje.

O abandono do Nordeste brasileiro durante o governo do PT, da forma como está sendo feito, só mostra que o partido de Lula e Dilma trata aquela região do país como seu curral particular, que só merece atenção no período eleitoral. É o petismo praticando sua forma peculiar de coronelismo, adotando as políticas que passou vinte anos condenando, quando estava na oposição.

As obras de transposição do São Francisco foram abandonadas há tempos, porque o governo do PT parece ter outras prioridades. Isso já foi acertadamente denunciado pelo senador Aécio Neves, quando teve a chance de ir à TV mostrar como é o Brasil real (não aquele pintado no photoshop pelo marketing petista):

É triste que as vidas de milhões de brasileiros sejam relegadas à miséria porque o PT prefere repassar dinheiro público aos companheiros ditadores. Mais que triste: é revoltante! E que os esbirros virtuais do petismo não venham com a baboseira de que o porto é estratégico, porque está perto de Miami. Mencionar isso quando se sabe que todo cubano é refém de uma tirania que fuzila quem ousa fugir é condescender com a barbárie mais ainda.

Não que isso incomode o PT, que já mostrou ter bandidos e ditadores de estimação… Na verdade, dar apoio financeiro a uma tirania vem completar o crime de quem sempre se prestou a dar apoio moral.

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A verdade sobre os Black Blocs: eles precisam ser ABATIDOS!

Sexta-feira, 25 de outubro de 2013. Reynaldo Simões Rossi, Coronel da Polícia Militar, cumpria seu dever funcional de patrulhar as ruas, a fim de garantir que a manifestação convocada pelo Movimento Passe-Livre (MPL), e que contava com a participação dos chamados “Black Blocs”, ocorresse sem incidentes.

Missão impossível, claro. Não interessa a essa gente ser pacífica, pois subverter a ordem democrática e o sistema de liberdades individuais faz parte do DNA deles. E foi imbuídos do desejo de avançar contra a – como é mesmo que eles dizem? – “PM fascista”, que os autoproclamados manifestantes mostraram aquilo que realmente são: terroristas. Vejam abaixo imagens que mostram como o “outro mundo possível” deles é construído:

O trabalhador Reynaldo Simões, que estava nas ruas apenas cumprindo sua função de garantir a segurança das pessoas, foi atacado e brutalmente espancado por aqueles que a imprensa insiste chamar de “jovens manifestantes”. Penso que o episódio da última sexta deveria servir de marco: a partir daqueles eventos, é imperativo que se passe a tratar essa gente por aquilo que é verdadeiramente: terroristas.

Quem avança contra o aparelho policial do Estado comete terrorismo. Quem sai às ruas para depredar bens particulares e públicos, por fazer disso uma “causa política”, comete terrorismo. Vejam que eu, no meu conservadorismo, não me ponho ressalvas quando se trata de chamar as coisas pelo nome: essa gente deve ser caçada, encontrada e segregada definitivamente no convívio social. Ou o Estado de Direito se impõe e mostra que a ordem democrática não pode continuar refém deles, ou eles marcharão cada dia mais alto, até pendurarem pelo pescoço toda e qualquer pessoa que ouse condenar os crimes por eles cometidos.

Agredido, com ossos fraturados e múltiplos ferimentos, o Coronel Reynaldo Simões foi amparado para longe da turba furiosa e descontrolada. Naquele momento, as palavras que o PM falou não pregavam ódio ou vingança, mas apenas a preocupação de quem sabe que está do lado da lei e que ao lado dela pretende permanecer: “Peço para a tropa continuar calma com os manifestantes.”, disse ele. Os tais “manifestantes”, enquanto agrediam o Coronel Reynaldo, limitaram-se a urrar “PEGA! PEGA!”, numa comoção louca própria de qualquer manada. Vejam:

Nas imagens do vídeo acima, quem era verdadeiramente o oprimido? Quem fazia as vezes de trabalhador vítima da violência de um bando agindo à margem da lei e da ordem? O Coronel Reynaldo, ou os “manifestantes”? Vejam de novo. E depois vejam mais uma vez… O que se presencia ali é, sim, um grupo tentando romper a ordem instituída a fim de conduzir sua pequena revolução. E é exatamente por isso que essa gente deve ser detida o mais rápido possível.

“Não haveria totalitarismo não fossem as massas e suas rebeliões”, aprendi muito cedo com Ortega y Gasset. Por isso não acredito nessa história de “violência legítima”. Quando uma causa demanda o espancamento de um trabalhador, o Estado de Direito deve agir rapidamente, sob o risco de que desabe todo o alicerce sobre o qual se erigiu o sistema de liberdades individuais que conhecemos. No mais, eu já estudei história o suficiente para saber que todas as tiranias começaram um dia nos ombros de uma massa revolucionária, ávida por “mudar tudo isso que tá aí”. E o resultado sempre foi morte, miséria e terror…

A tentativa de assassinato do Coronel Reynaldo – porque foi disso que se tratou, não se enganem – mostra que já se tolerou demais a ação desses terroristas. Os Black Blocs (e grupos similares) devem ser apartados do convívio social, pois constituem uma ameaça para o pleno exercício das liberdades individuais de cada um de nós.

“Mas como pode ser democrático tolher o direito deles se manifestarem?” Caros, eu não tenho mais idade para essa retórica que pretende legitimar aqueles que, se tivessem chance, não legitimariam ninguém. Em outras palavras, acho que não devemos conceder aos inimigos, em nome de nossas convicções, as garantias que eles, em nome das deles, nos negariam.

Eu não reconheço o direito dos Black Blocs existirem livremente na sociedade. Quem trava embate político não precisa esconder o rosto e, principalmente, não precisa espancar trabalhadores. Não! O meu lado é o da lei, da ordem e das liberdades civis. O meu lado é o do Coronel Reynaldo, agredido brutalmente enquanto cumpria mais um dia de trabalho.

As autoridades brasileiras, anestesiadas pelos protestos de junho e algemadas pela cobertura condescendente da imprensa, estão permitindo que bandidos avancem cada vez mais sobre nossas garantias mais básicas. É preciso que essa abordagem, capaz de tratar como força política legítima quem tem como objetivo apenas depredar e agredir, mude de uma vez por todas. O Estado precisa caçar logo os Black Blocs, antes que sejamos todos caçados por eles.

Depois de Dilma mentindo sobre o pré-sal, Lula mentindo sobre liberdade de imprensa.

Hoje sem dúvida foi um dia triste para a verdade. Dilma, ao falar sobre o leilão de Libra (aquele que teve só um interessado e foi finalizado no lance mínimo), mentiu. Como mostrou o Coronel, a presidente deu informações falsas aos brasileiros, na ânsia de travestir de sucesso uma iniciativa que foi um desastre retumbante do ponto de vista da gestão.

Mentiu ao, em rede nacional de televisão, fingir que privatizar (sim, esse é o termo correto!) o pré-sal sempre esteve nos planos dela, quando, na verdade, sabe-se que ela chegou a chamar de crime (!) a privatização.

E, para “coroar” o dia, Lula mentiu ao se dizer defensor da liberdade de imprensa. Justo ele, que instou a Advocacia-Geral a União a, pela primeira vez na história do país, processar um jornalista estrangeiro por conta de um artigo de opinião. A desfaçatez com que Lula patrolou os fatos pode ser vista na matéria transcrita abaixo (íntegra aqui):

Em entrevista ao jornal “El País”, Lula tentou desvincular sua imagem a de líderes radiciais da América Latina, como Rafael Correa, Cristina Kirchner e Nicolás Maduro.

Perguntado sobre sua postura de tolerância aos meios de comunicação, a quem diz nunca ter pedido “favores”, o ex-presidente afirmou ser “um democrata, um defensor da liberdade de imprensa”.

O passado, porém, revela uma cordialidade razoavelmente menor.

Durante maio de 2004, Lula enfrentou uma crise que nada teve a ver com a governabilidade ou os resultados de sua equipe.

Ele ameaçou cancelar o visto do repórter Larry Rother, então correspondente do The New York Times, após a publicação de uma matéria de meia página a respeito de seus hábitos etílicos.

Márcio Thomaz Bastos, Ministro da Justiça, foi um dos agentes que ajudaram Lula a reconsiderar a decisão, cuja repercussão seria bastante negativa para a imagem do Brasil e do próprio governo.

Eu não me surpreendo com a desenvoltura com que os petistas negam os fatos, distorcem a realidade e apresentam realidades alternativas (e fantasiosas) no lugar. Lembram de Lula, em 2006, falando que o Brasil era “autosuficiente em petróleo”? Pois é, a eles não importam os fatos, mas o ganho eleitoral que determinada versão pode trazer. Se a versão mentirosa trouxer melhores resultados na urna, eles a usam sem pudor.

Artigo recomendado: Discurso de Bento XVI no parlamento alemão

Fiquei muito feliz ao ler ontem, lá na Reaçonaria, um texto de 2011 que, confesso, nem lembrava mais: um discurso feito pelo hoje Papa emérito, Bento XVI, no parlamento alemão. A profundidade intelectual de Ratzinger – não apenas nos temas afeitos à teologia – se revela, uma vez mais, de forma desconcertante. Transcrevo abaixo um pequeno trecho, exortando-os a ler a íntegra, lá na Reaçonaria.

Na base desta minha responsabilidade internacional, quero propor-vos algumas considerações sobre os fundamentos do Estado liberal de direito.

(…)

«Se se põe de parte o direito, em que se distingue então o Estado de uma grande banda de salteadores?» – sentenciou uma vez Santo Agostinho (De civitate Dei IV, 4, 1). Nós, alemães, sabemos pela nossa experiência que estas palavras não são um fútil espantalho. Experimentamos a separação entre o poder e o direito, o poder colocar-se contra o direito, o seu espezinhar o direito, de tal modo que o Estado se tornara o instrumento para a destruição do direito: tornara-se uma banda de salteadores muito bem organizada, que podia ameaçar o mundo inteiro e impeli-lo até à beira do precipício. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político. Num momento histórico em que o homem adquiriu um poder até agora impensável, esta tarefa torna-se particularmente urgente. O homem é capaz de destruir o mundo. Pode manipular-se a si mesmo. Pode, por assim dizer, criar seres humanos e excluir outros seres humanos de serem homens. Como reconhecemos o que é justo? Como podemos distinguir entre o bem e o mal, entre o verdadeiro direito e o direito apenas aparente? O pedido de Salomão permanece a questão decisiva perante a qual se encontram também hoje o homem político e a política.

Qual é a nova política de Marina?

Marina no PSB de Eduardo Campos. Sem dúvida uma notícia que mexe bastante no cenário eleitoral, mesmo sendo ainda cedo para saber de que forma isso vai impactar a eleição. Ela vai concorrer em primeira pessoa? Será vice dele? Senadora? Não disputará nada? Não é possível, agora, cravar o que fará a ex-ministra de Lula (e os entendidos de política que estão proferindo certezas na imprensa são os mesmos que, como nós, não esperavam pela filiação dela no PSB…).

Eu me permito o ceticismo de não acreditar em desprendimento quando se trata de política: se Marina queria apenas apoiar Eduardo Campos depois de, numa epifania qualquer, ter descoberto que o projeto do pernambucano era melhor que o dela, a filiação não era necessária. Bastava declarar apoio e pronto. Certeza que ele aceitaria feliz da vida.

Não… Ela se filiou porque quer concorrer. A questão que fica é a qual cargo. Meu chute – claro! – é que mantém intactas as pretensões de disputar a Presidência e escolheu, justamente por isso, o partido do candidato que aparece com menor intenção de voto nas pesquisas. Imaginem a pressão que o lobby sonhático fará em prol de uma renúncia de Eduardo Campos.

Mas isso tudo, como dito antes, são especulações acerca do que está por vir. Eu queria analisar um pouco o que há de concreto e essa, admito, não é uma tarefa fácil quando se fala de Marina Silva: o discurso dela pode ser muitas coisas, mas concreto não é.

Se vamos falar do que Marina Silva representa, nada melhor do que dar espaço às palavras dela. Vejam abaixo o que ela falou ao jornal O Globo, depois de se filiar ao PSB (os destaques são meus):

Ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Marina Silva e aliados anunciaram, na tarde deste sábado, a filiação de integrantes da Rede Sustentabilidade ao PSB. Marina deixou claro o apoio à candidatura de Campos à Presidência da República, mas não confirmou se vai compor a chapa na condição de vice. Quando perguntada se apoiava o nome do governador, ela respondeu com outra indagação:

— Você tem alguma dúvida em relação a isso? – disse ela.

Após um longo suspense, Marina surpreendeu o mundo político e assinou sua filiação à sigla de Campos. Cercados por militantes, os dois fizeram juntos o anúncio da aliança, em Brasília. O acordo é de que Marina será vice de Campos em 2014, mas os dois evitaram oficializar a chapa.

— Não sou uma militante do PSB, sou militante da Rede Sustentabilidade, e a Rede ainda não fez essa discussão de se vai ter vice ou não vai ter vice. O PSB já fez sua discussão e tem um candidato.

Marina destacou que tanto a possibilidade de migrar para uma pequena sigla apenas para ser candidata à presidência quanto simplesmente abdicar da disputa e permanecer construindo a Rede seriam atitudes previsíveis:

— A minha decisão foi de não ficar carimbada como aquela que tentou criar um partido e foi abatida na pista e foi atrás de uma sigla de aluguel, ou como aquela que, querendo ser Madre Teresa de Calcutá da política, se resignou no manto e disse para o Brasil que está aí com esse atraso na política que pode fazer a gente perder as conquistas que a duras penas ganhamos, eu vou ficar resguardada de tudo isso. A decisão foi de assumir posição, e a posição é programática não é pragmática. O mundo e o melhor de mim estou depositando aqui no projeto por um Brasil que queremos.

Antes de responder a perguntas da imprensa, Marina discursou e agradeceu a oportunidade dada por Campos para a filiação de integrantes da Rede. Ela disse que o seu partido é a primeira legenda clandestina desde a redemocratização. A ex-senadora reiterou a tese de que a rejeição do registro de sua legenda não foi uma derrota. E afirmou que a História julgará se o ato será uma vitória ou uma derrota. Marina disse ainda que a aliança entre Rede e PSB vai “sepultar de vez a Velha República”.

— Nós somos o primeiro partido clandestino criado em plena democracia. Quero agradecer ao PSB por ter dado chancela política e moral — disse ela, em evento no Hotel Nacional, em Brasília.

— A vitória ou a derrota só são medidos na História. Apressa-se quem acha que uma derrota se dá numa canetada. Se não é possível um novo caminho, há que se aprender uma nova maneira de caminhar — discursou, sendo aplaudida em seguida.

Logo depois do discurso de Marina falou Eduardo Campos. Discursando como candidato à Presidência, ele afirmou ser de uma família de perseguido político e disse que a política atual abandonou o povo, num ataque indireto ao governo do PT.

Os brasileiros querem um Brasil melhor, mais limpo, querem derrotar a velha política. Esse país quer respeito e decência na vida pública. A política abandonou o povo, a vida das pessoas. Falta na política brasileira o sonho de transformar esse país… Nossa inquietação com o que virou a vida pública nos conduziu até aqui — disse ele.

— É um ato de reforma da política brasileira. Momento que nós fizemos o que não deixavam a gente fazer. Esse dia será lembrado daqui a 20, 30, 40 anos. Só quem não pensa de forma convencional poderia enxergar (a união entre Eduardo e Marina). (…)

Esse messianismo, vocês me desculpem, nunca representou nada de bom. Ao longo da história, todos os totalitarismos conhecidos começaram com alguém prometendo união em torno de “sonhos”, com o fim de “derrotar a velha política”. Mussolini fez isso na Itália. Mais recentemente, Berlusconi notabilizou-se por recorrer à mesma retórica – com direito a falar que a entrada dele na política, em 1994, seria lembrada pelas futuras gerações como o princípio da mudança.

A tática de demonizar a política apresentando-se como um “outsider” portador de uma espécie de verdade redentora não me seduz. Na verdade, costuma disparar em mim um alarme: nada de bom costuma surgir quando alguém se vale dos instrumentos do jogo democrático para pregar contra a… democracia!

No mais, qual seria essa “velha política” a ser sepultada pela união Marina-Eduardo? Deduzo que se opõem ao atual governo, do PT, liderado por Dilma. Em sendo assim, porém, como explicar que o PSB de Campos esteve, até outro dia, na base governista do governo petista – na qual está desde 2002, aliás? E Marina? A “velha política” que ela parece desprezar agora é a mesma da qual ela fez parte na condição de ministra do governo Lula? Afinal, falei lembrar que Marina continuou como ministra do governo petista mesmo depois de estourado o mensalão

Enfim, não me convence… A mesma política que hoje ela condena, como forma de se promover politicamente e tentar surfar na onda de insatisfações que surgiu no país, era a política da qual ela fazia parte como integrante do governo petista – ao lado de Sarney, Renan Calheiros, Maluf e companhia…

Hoje, Marina se propõe a fazer algo “novo”, rompendo com o que há de “tradicional”. Pois bem, ela e Eduardo querem mesmo acabar com o ciclo do PT? Há uma – e apenas uma – forma de fazer isso de verdade: unindo as oposições. Farão o único movimento possível para que suas palavras mudancistas tenham credibilidade, ou estão apenas preocupados em valorizar o passe, na hora de negociar apoio num eventual segundo turno? Meu ceticismo me leva a crer que a segunda opção é a verdadeira. Espero estar errado…

Governo não cumpre meta do Estatuto do Idoso

É difícil levar a sério as promessas de Dilma para o futuro, quando fica evidente o descaso do governo petista para com os idosos. Uma gestão que não honra aqueles que ajudaram a construir a história brasileira, não merece guiar os rumos das futuras gerações.

Passada uma década da criação do Estatuto do Idoso, salta aos olhos que, como tantas outras, essa foi mais uma lei criada com o objetivo de garantir pauta positiva na imprensa amiga e no horário eleitoral: o petismo, uma vez mais, preocupou-se em ter um trunfo de marketing, não em garantir que os idosos tivessem, na prática, uma vida melhor. Vejam a respeito disso o que vai abaixo:

O Estatuto do Idoso, lei que garante os direitos das pessoas com mais de 60 anos no Brasil, ainda não é colocado em prática. Um dos pontos desrespeitados é a capacitação de cuidadores de idosos. O governo federal se comprometeu a formar, até o fim deste ano, 150 mil para atendimento gratuito à população carente. Mas cumpriu apenas 1% da meta, ou seja, 1.500.
 
A informação é do presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil e ex-diretor do Departamento de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), Alexandre Kalache Ele avalia que não houve muito o que comemorar, ontem, Dia Mundial do Idoso. Nessa mesma data, o estatuto completou dez anos.
 
Caso a promessa do governo, via Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), fosse cumprida, mais idosos belo-horizontinos em situação de vulnerabilidade social poderiam ser atendidos por profissionais capacitados. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, há 135 cuidadores atuando pelo programa Maior Cuidado, para atender a 453 pessoas.
 
“Não há recursos federais para capacitar e contratar mais profissionais”, afirma a coordenadora da Coordenadoria de Direitos da Pessoa Idosa, Maria Fontana.
 
Para Alexandre Kalache, a capacitação de cuidadores, principalmente para atuação social, evitaria que idosos carentes fossem encaminhados para instituições especializadas de longa permanência, que têm custo alto para o governo e baixa qualidade para os internos.
 
O presidente da Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais (ACI-MG), Jorge Roberto Silva, luta para a regulamentação da atividade como profissão.
 
O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) não respondeu ao questionamento sobre a meta de capacitação de cuidadores. Registrou, no entanto, a assinatura de um decreto da presidente Dilma Rousseff, na segunda-feira, estabelecendo o Compromisso Nacional para o Envelhecimento Ativo. 

Apenas 1% da meta! Isso é vergonhoso! É ultrajante! O que o Brasil “comemorou” no dia 1º de outubro foi um governo que virou as costas para os idosos do país. Depois de extrair os dividendos eleitorais decorrentes da criação de uma lei que, na prática, ainda está longe de ser plenamente aplicada, o governo petista deixou de lado as ações concretas.

Como levar a sério as inúmeras falas de Dilma sobre os planos futuros que ela diz ter, quando nos deparamos com a realidade de uma administração que não repassa recursos federais para garantir que se possam formar pessoas capazes de cuidar dos idosos brasileiros com o carinho e o respeito que eles merecem?

É que o voto dos idosos não é obrigatório: trata-se de uma parcela da população à qual o marketing eleitoral do PT não se dirige… São, como visto acima, cidadãos de segunda categoria.

Muito timidamente, a Folha fala sobre a máquina petista de moer reputações.

Tenho falado quase sempre (vejam dois exemplos aqui e aqui) sobre a máquina de moer reputações montada a serviço do petismo, que opera na internet. Sem constrangimento algum de chafurdar na lama, esse aparato de mídia eletrônica é acionado sempre que se faz necessário atacar qualquer um que ouse se colocar como barreira aos interesses do partido – ainda que se trate de um ministro do STF, fazendo cumprir a Constituição Federal.

Os ataques contra o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal 470, conhecida como “processo do mensalão”, não são novos. Há anos os – como os chamarei? – militantes virtuais da causa petista o tratam como uma escória. Por quê? Porque chamou de quadrilha a cúpula do PT, condenada na suprema corte brasileira por tomar de assalto o Estado e colocá-lo de joelhos, submetendo-o aos interesses espúrios de um projeto de poder.

Eles não aceitam isso. Pior: acham uma afronta daquele que deveria ser grato a Lula – e ao PT – por ter sido “o primeiro negro” a chegar ao STF. O mais recente ataque a Joaquim Barbosa, sempre usando um viés vergonhosamente preconceituoso, foi desferido pelo “Blog da Dilma”, autoproclamado o maior portal da presidente na internet. Abaixo a imagem lá publicada (e reproduzida, hoje, pela Folha):

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Transcrevo abaixo um trecho da matéria da Folha, que traz também as declarações dos responsáveis pelo “Blog da Dilma” sobre o caso. Aconselho todos a segurarem o vômito (os negritos são meus):

Um site que promove a presidente Dilma Rousseff na internet desde 2008 virou fonte de constrangimento para o Palácio do Planalto nos últimos dias, ao associar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, à imagem de um macaco.

A associação foi feita há uma semana pelo Blog da Dilma para ilustrar um artigo do ex-deputado federal pelo PT Luiz Eduardo Greenhalgh sobre o julgamento do mensalão. A ilustração era composta por um macaco sorridente em primeiro plano, Barbosa ao fundo e uma legenda: “Ainda vai Barbosinha? kkkkk”.

O episódio foi criticado nas redes sociais por pessoas que consideraram a associação racista com Barbosa, que é negro. Após cinco dias no ar, a imagem foi substituída por uma foto do próprio Greenhalgh e o site divulgou um texto intitulado “Racismo não”.

(…) O governo procurou ficar longe da confusão. “O único blog vinculado com a presidenta Dilma ou com a Presidência da República é o Blog do Planalto, administrado pela Secretaria de Imprensa da Secom”, disse o porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann.

(…) Criado em 2008, antes da eleição da presidente, o Blog da Dilma reproduz artigos e vídeos publicados antes em outros sites. Ele se intitula “o maior portal da Dilma Rousseff na internet”, tem perfil no Facebook, canal no YouTube e conta no Twitter para divulgar textos sempre elogiosos à presidente.

O funcionário público Daniel Bezerra, editor responsável do blog, disse que a substituição da foto foi uma medida tomada para “acabar logo com a polêmica”. “Não foi racismo. Utilizamos esse banner do macaquinho há muito tempo. É uma piada. Em Fortaleza, onde moro, macaco é sinônimo de alegria, afirmou à Folha. (…)

Notem que se está no melhor dos mundos para o Palácio do Planalto: há uma legião (como os demônios!) na internet operando as engrenagens da máquina de destroçar reputações alheias, mas ao PT basta dizer que o blog não é oficial. Entendo…

Ora, se não é oficial e não conta com o aval do governo, por que está no ar desde 2008 usando o nome e a imagem da presidente? O Planalto já questionou isso, para que ~terceiros~ não continuem associando Dilma a postagens tão abjetas? Claro que não! Afinal, como dito alhures, esse tipo de gente acaba ajudando o PT, ainda que de modo oblíquo.

O governo poderia, por exemplo, ter acionado a Secretaria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial, que, quero crer, poderia adotar alguma providência diante de tão vergonhoso episódio. Não o fez, claro. Eu, porém, tomei a liberdade de relatar o episódio na fan page que a Seppir mantém no Facebook (cliquem na imagem para ampliar):

Secretaria racial joaquim barbosa

“Ah, mas não vai dar em nada.” Pode ser que não dê. Mas a máquina de mentiras e destruição de reputações do petismo só será destruída de uma vez por todas se atos abjetos como este não forem tratados como “piada”. Aceitar a desculpa de que “em Fortaleza macaco é sinônimo de alegria” é condescender com a barbárie de quem esperava subserviência do primeiro negro a chegar no STF, apenas por ser ele um… negro!