Arquivo da tag: Me acorda que tô sonhando!

Vitória das liberdades!

O jornalista João Bosco Rabello, em seu blog, hospedado no portal do Estadão, escreveu um texto mencionando alguns – como chamarei? – aspectos da vida de um dos candidatos à Prefeitura de Macapá. Este (ou sua assessoria jurídica; ou ambos…) discordou da abordagem feita e recorreu à Justiça Eleitoral, pedindo a retirada do texto. Num primeiro momento, em caráter liminar, foi o que acabou ocorrendo.

Decisão judicial se respeita e se cumpre, usa-se dizer, quase como lugar-comum, no Brasil. E assim foi feito pelo Estadão, que tirou o texto questionado do ar, sem, contudo, deixar de criticar a decisãoÉ um direito – a crítica – nas sociedades civilizadas. Assim como o é, também, a liberdade de expressão e de imprensa. E foram estas prerrogativas, verdadeiras pedras fundamentais do sistema de liberdades individuais sobre o qual se ergueu a civilização, que, hoje, acabaram restauradas.

Em sentença de mérito, o juiz revogou a decisão pretérita e assegurou que “não há que se falar em ofensa quando os fatos noticiados são verídicos e que foram publicados incansavelmente, inclusive, pela mídia nacional”. Não há margem para qualquer dúvida: fatos são fatos. E estes devem sempre poder ser relatados. Ou não haveria livros de história…

Merece destaque especial, a meu ver, o parecer apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, na pessoa da promotora Rosemary Andrade. Tomo a liberdade de transcrever apenas algumas pequenas passagens que, apesar de breves, se mostram uma verdadeira ode à liberdade individual:

(…)

Nada do que foi divulgado foi criado. Na verdade foram expostas notícias que foram amplamente divulgadas na mídia nacional (…)

Quanto à alegação de que os fatos outrora ocorridos estariam sendo novamente publicados por causa do período eleitoral, é óbvio que sim, pois nesse período todos os candidatos estão em evidência. (…)

É lícito e democrático que a imprensa (e quem mais faria?), mostre ao eleitor, ou pelo menos tente fazer isto, quem são os candidatos que estão disputando o pleito. A memória do eleitor brasileiro é curta ao ponto de muitos não saberem sequer em quem votaram na última eleição. E quem entra na vida pública está exposto à avaliação pública. Se não está preparado para ser político em tempos de liberdade de expressão, então que mude de atividade.

(…)

São apenas – repito – alguns destaques da manifestação primorosa feita pela representante do Ministério Público. Convido-os todos a lerem a íntegra!

Na condição de cidadão livre e – vou além! – de morador desta cidade, não tenho medo de errar ao afirmar que se trata de um dia glorioso para todos os indivíduos. Note-se bem: não se trata de elencar vencedores e vencidos. Meu regozijo não decorre da sucumbência de quem quer que seja. Decorre, isso sim, da percepção de que há trincheiras erguidas em defesa das garantias constitucionais que separam a civilização da barbárie. Neste contexto, aquela manifestação ministerial serve como verdadeiro escudo a defender o bom senso, o direito à informação, a liberdade e, em última instância, a própria essência democrática.

Aplaudo o parecer da promotora, bem como a sentença que a ele se seguiu, porque não poderia ser de outra forma. É minha obrigação como indivíduo que acredita na defesa radical do sistema democrático. É obrigação de todos! E que isso possa inspirar todos os homens públicos, para que se entenda, de uma vez por todas, que democracia não se faz tolhendo liberdades, mas garantindo-as.

Anúncios

Dicionário da novilíngua esquerdista – #10

Higienizar: Ato por meio do qual o Governo e a Prefeitura nazistas de São Paulo retiram os viciados da área conhecida como “Cracolândia” e doam um terreno no local para a construção do Instituto do ex-Presidente Lula.

Barcelona Vs. Santos: o rodo cotidiano.

O Santos não perdeu para um grande time de futebol. Foi devastado por um fenômeno da natureza! Esse Barcelona atual é uma orquestra, regida magistralmente por Guardiola. Uma obra de arte! Aqueles jogadores, juntos, são a La Pietà do futebol; a Capela Sistina dos gramados.

O Santos, de Neymar e Ganso, que encerra a esperança do futebol brasileiro, não teve chance. Foi acuado, amedrontado, torturado pela troca alucinante de passes, que tira o norte dos adversários e os leva à exaustão – física e psicológica. A malemolência, a ginga, a pedalada do “jeito brasileiro” de jogar futebol foram aniquiladas pelo estilo objetivamente espetacular do Barcelona.

No time de Guardiola, não há focas amestradas, fazendo firulas com a bola. Há geômetras em campo, ocupando perfeitamente os espaços existentes e forçando outros, novos, a surgirem. O Barcelona faz o time adversário (qualquer que seja ele) correr atrás da bola, enquanto dá rápidos e repetidos toques, mudando posições e destroçando esquemas táticos.

Hoje, sem Villa e Sanchez, os catalães entraram em campo com apenas um atacante de ofício. Por acaso recuaram? Tentaram se defender, marcando os brasileiros? Não! Posições táticas não são importantes, pois o fundamental, no caso do Barça, é o fato de haver uma filosofia em campo, de chuteiras, agredindo o adversário. Esse time fabuloso joga sempre do mesmo jesito, seja contra o Manchester United, o Real Madrid, o Levante ou o Santos. Seja com três atacantes de ofício e nenhum zagueiro (sim, já fizeram isso), ou com apenas um avante. O já histórico “estilo-Barça” continua igual: pressão absurda sobre a saída de bola adversária, obrigando o chutão ou o erro, para, então, retomar o controle das ações e trocar passes, fazendo com que a bola gire de mansinho, sem pressa, sendo conduzida até o gol.

Comparações de épocas distintas são sempre polêmicas (por isso gostamos tanto delas!), mas não consigo deixar de dizer que esse Barcelona é uma das maiores maravilhas esportivas que o mundo já viu! Pessoalmente, já o coloco acima de equipes como o Flamengo de 1981, o Brasil de 1982, a Holanda de Cruyff e o Milan de Sacchi. Considero que os catalães estão no nível de equipes lendárias como o Santos de Pelé e o Real Madrid de Di Stefano.

Os brasileiros, principalmente os da imprensa esportiva, deveriam parar de cantar as glórias de um “futebol-moleque” que foi destroçado hoje, e aproveitar para admirar o Barcelona. Deixar de lado especulações acerca do que poderia ter sido e apenas contemplar Messi, Xavi, Iniesta, Fabregas e companhia, enquanto desfilam talento, elegância e lógica pelos gramados do mundo. Vai demorar até surgir algo parecido. Devemos ser gratos pelo privilégio de ver a história ser escrita ao vivo, diante dos nossos olhos.

Encerrando, um recado para a criançada que está crescendo ouvindo que Neymar é melhor que Messi:

Enquanto isso, em fringe (#4)…

O filme Cisne Negro leva milhões de fãs de Cavaleiros do Zodíaco aos cinemas:

O Luide já foi ver e gostou.

Dedicado ao Sarney

Eu simplesmente não poderia deixar de registrar a dedicatória linda que o Capital Inicial fez a José Sarney. Um abraço, fofo! Enjoy your ter sido “homenageado” por milhares de pessoas no Rock in Rio. Você fez por merecer, seu lindo!

P.S. Ah, que os fãs (inclusive certas “otoridades” daqui…) do imortal maranhense não esqueçam: antes de vir com mimimi contra este blog, processem Dinho Ouro Preto, o Capital Inicial e todos os que estavam na noite épica de ontem. Abraços!