Arquivo da tag: MITO DETONADO!

Crepúsculo (Amanhecer): o PIOR filme da história do universo tal qual o conhecemos.

Em respeito aos vários amigos fãs de Crespúsculo que possuo (sim, eles existem!), resolvi analisar de forma objetiva e clara essa obra cinematográfica mundialmente famosa. O resultado tá aí, num texto – admito – beeem longo. Fazer o quê? Não é possível descrever rapidamente uma história que se vende como sendo uma “ode ao amor puro e verdadeiro”, mas que, na verdade, retrata a história de uma menina dividida entre o amor de um morcego e o de um cachorro… Enjoy!

_____

O filme começa com o lobinho-bombado Jacob chilicando, porque recebeu o convite do casamento da sua amada e não achou nada num cantinho rabiscado do verso… Ele tasca o convite no chão e some no meio da floresta, pra fazer essas coisas que todo cachorro faz: mijar nas árvores, roer ossos e cagar pelo mato todo. Mas não sem antes fazer a alegria das milhões de fãs adolescentes da saga, com sua maior e mais notável qualidade cênica: tirar a camisa.

Ô, sujeito calorento, rapá! Nem Zé Mayer, Marcos Pasquim e Marcelo Novaes, vulgo “Raí”, tiraram tanto suas camisas, quanto o pulguento do Jacob. É aquele velho e batido truque: se você não tem qualidade pra prender a atenção do telespectador interpretando, o lance é mostrar o corpo. Quem nasceu pra Jacob nunca será Don Corleone…

Então somos transportados pra casa dos vampiros, onde a galerinha tá terminando de arrumar o cenário pro casamento do Edward e da Bella. A mocinha, aliás, revela-se rapidamente a noiva mais chata da história do mundo: não quer usar salto, tem preguiça de arrumar os cabelos, de se deixar maquiar… A mensagem passada é que ela não tá nem aí pro casório: quer apenas se esfregar no CATRAMALHO INTUMESCIDO do vamipiro o quanto antes!

Aí fica lá, fazendo cara de aborrecida, colocando dificuldade em tudo, exagerando no nervosismo e no melodrama. Caraio, a muié tá prestes a “se deixar matar” pra poder virar vampira, e fica de “mimimi, me segura, papai, senão desmaio”. Ah, sifudê! O filme melhoraria muito se a Alice (vampira-cerimonialista-estilista-vidente-mãe-de-santo-traz-a-pessoa-amada-em-três-dias), irmã do Edward, pegasse ela pelo colarinho, sentasse dois tapas e mandasse na lata: “Porra, pára de frescura!”

Na sequência alguma lingüiça é enchida com cenas de como o coitado do pai da Bella está nervoso com a iminência do casamento da sua garotinha. Taí um camarada que realmente interpreta bem seu personagem… A gente fica mesmo com pena do cara! Olhem só: não bastasse ter criado uma pessoa dominada pelo fogo na prexeca, que tá há anos doida para fornecer uma massagem de amígdalas a um estorvalho, ignora o fato de que sua “menininha” pretende AGACHAR NUMA XUMBROCA vampiresca. Meu amigo, é muita decepção prum pai só… Imagina que você cria uma filha com todo carinho e amor, dá banho, passa perfume, coloca pra dormir, protege quando pinta aquele pesadelo assustador e tudo pra quê?! Pra ela virar uma adolescente oferecida, que sai se relando no primeiro maluco que aparece. É pra se matar de desgosto!

Chega, então, o momento das bodas: os noivos se casam ao som de uma música que – atenção agora! – é a única coisa decente de todo o filme toda a saga. Não, eu não estou exagerando! Fazem uns votos lá meio diferentes, tirando a parte do “até que a morte nos separe”, porque – dãããã! – eles não podem morrer. Mas aí a semnoçãozice começa de novo quando eles colocam um “até que o tempo nos separe”. Mas, meu caráleo: se vocês são vampiros imortais e vão viver pra sempre, como diabos o tempo poderia separá-los?! Sério, falasse um “até que um balde de água benta seja jogado na gente”, ou “até que o Van Helsing crave uma estaca nos nossos peitos”, ou “até que a Buffy apareça”… Sei lá! Qualquer coisa que fizesse um pouco de sentido.

Anyway, os dois foram declarados marido e mulher e começou uma festinha beeeem meia-boca. Aí os roteiristas, preocupados em como animar o negócio pra evitar que a galerinha dormisse no cinema, inventaram de trazer o Jacob pra parabenizar a noiva. Não, só pensa comigo: malaco passa anos falando que é a fim da tua muié, que quer ficar com ela, que é louco por ela, etc. Aí, no dia do teu casamento com ela, tu me convida o vagabundo pra “fazer surpresinha” pra ela?! Ah, vá pra putaqueopariu! Porra, o cara é self-made corno, minha gente!

A mensagem subliminar que o Edward passa nesse momento é clara: “Vai lá, Bella. Fica um pouquinho com esse cachorrão, porque eu adoraria ficar, mas não posso!” Francamente… Tinha era que chamar a carrocinha pra recolher o pulguento!

Mas, não! Não satisfeito em chamar o seu maior rival e “dá-lo de presente” à esposa, o tal do Edward ainda resolve – segurem-se nas cadeiras! – deixá-los sozinhos para ir dançar com… a irmã! Eu fico cá me perguntando se todo vampiro é torcedor do fluminense, ou se é apenas esse maluco aí que curte manusear estrumalhos. Porque, olha… Complicado defender a masculinidade de um camarada assim.

Daí, depois de dar umas rodopiadas, o Jacob fica sabendo que a Bella não quer virar vampira já, porque primeiro quer curtir a lua-de-mel como humana. Isso deixa nosso amigo pulguento completamente hidrófobo e descontrolado, tanto que eu pensei que seria preciso colocar uma coleira nele, pra conseguir evitar uma carnificina. Basicamente, o que se depreende disso tudo é que o pau do rapaz sangue-suga é tão poderoso, que ele mataria a mocinha com suas arremetidas viris, durante a noite de núpcias. O lobo teme isso, o vampiro-marido teme isso… Enfim, todos parecem temer pela integridade vulvística da Bella, menos… a Bella!

Claro! Aquela safadinha não tá nem aí pra nada! Mais animada que traveco em dia de pagamento do Ronaldo Fenômeno, a nossa amiga Bella quer mais é que o mundo se acabe em rôla, minha gente. Atentem agora: todas as falas dela nessa primeira parte do filme poderiam simplesmente ser substituídas por um sonoro “Foda-se! Eu quero é dar!” Sem nenhum prejuízo para o roteiro ou o sentido.

Bom, a festa finalmente acaba, o lobinho volta pro mato pra dar outra cagada e roer mais umas raízes, e os recém-casados partem pra lua-de-mel. O destino? Este belo país-tropical-abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza-mas-que-beleza.

Aliás, um parêntese para reconhecer mais esse triunfo do governo petista: não bastasse ter trazido para o Brasil a Copa do Mundo e as Olimpíadas, ainda trouxeram também o Edward e a Bella! Num é pôca merda, não! Nunca antes na história deste país, um casal formado por um vampiro e uma humana veio curtir suas primeiras atividades pirocanabucetísticas em terras brasileiras. É uma conquista do governo que soube enfrentar bem a crise mundial.

Dito isso, cumpre ser honestos e informar que o casal apenas passou pelo Rio de Janeiro e foi se abrigar mesmo numa ilhota, situada no litoral fluminense, como será melhor esclarecido à frente. Indiscrições dão conta de que a capital carioca não tinha estrutura para receber um evento desse porte…

Whatever… Edward e Bella chegam ao Rio, entram num taxi e rumam para a marina. Antes, porém, o nosso amiguinho vampiro resolve curtir a night carioca e faz uma paradinha com sua esposa no meio de uma rua onde geral tava curtindo o maior som, dançando e se amassando sem dó. Sacumé: se é pra filmar no Brasil, bora levar os clichês pra passear! E tome basileiro bebendo, sambando e se agarrando, que é isso que se faz de melhor por aqui, né?

Importante notar que ninguém tenta assaltar aquele casal branco e claramente turista. Taí mais uma prova do sucesso que é a política de segurança pública do Sérgio Cabral, com suas UPPs, porque, olha… Nem se aqueles dois tivessem “ME ASSALTE!” tatuado na testa, seria mais evidente que se tratavam de dois piás de primeiro mundo, prontos para serem espancados, sequestrados, roubados, sodomizados e mortos pelos nossos bandidos-de-raiz, os nossos bandidos-moleques, nossos bandidos-arte.

Mas, beleza. Os dois vão sãos e salvos pra ilha e o vampiro resolve se vestir de homem: chama a esposa pro vem-cá-minha-nêga, tira a roupa e convida a (ainda) moça para um banho noturno no oceano Atlântico, onde espera conseguir enfurnar o robalo.

Aí, quando a gente pensa que vai começar a surra de bunda, a menina resolve ter ataque de nervoso. Mas, putaqueopariu! Não era essa mesma praga que andava se esfregando no cara ao longo de três filmes, doida para fornecer abrigo ao catramelo vampiresco dele?! Diá bé isso agora, muié?!

O busílis é que a nossa querida Bella – acreditem! – se casou sem passar por um dia de noiva antes. Então lá vai ela pro banheiro, escovar os cabelos (!!!), depilar as pernas (!!!) e… procurar um biquine! Mas, ô, muié sonsa! Se liga, Bella: ELE QUER TE COMER, MINHA FILHA! Maluco tá lá no mar, de molho, só “dando cabeça na estrovenga”, pra aquecer, e a songa-monga revirando mala atrás de roupa?! Pelamor de Deus!

Finalmente ela tem um ataque de bom senso e resolve cair na água peladinha da silva mesmo. Lógico que NEM UMA MÍSERA DOBRA DE CORPO FEMININO aparece, afinal os fãs de Crepúsculo são: 85% meninas que querem ver Jacob sem camisa, 10% gays, que querem ver Jacob sem camisa e 5% meninos impúberes, que ainda não querem ver mulher nenhuma pelada.

Em mares brasileiros começa o agarramento, que vai se concluir no leito nupcial, que – atenção agora! – o vampiro QUEBRA com sua PRIMEIRA ESTOCADA. Agora eu fico aqui pensando: se a cabeceira da cama RACHOU com a bimbadinha do rapaz, o que não terá sido do útero da nossa jovem protagonista?! Vixe!

Meu amigo, que Kid Bengala, o quê! O tal do Edward simplesmente destroça o quarto inteiro! E não tô falando daquela desarrumação básica, fruto de um sexo afobado e voraz. Que nada! O maluco realmente quebra móveis, racha espelhos, destrói luminárias e o caralho a quatro, tudo no meio da PRIMEIRA trepadinha de ambos!

Claro que a menina fica TODA ROXA em decorrência do coito empreendido na noite anterior, e acorda igual uma integrante da ninhada dos 101 dálmatas. Lógico que, por alguma razão inexplicável, ela não sente dor nenhuma – apesar de ter o corpo inteiro coberto por hematomas que fariam o Rocky Balboa parecer um galã lindo, mesmo depois da surra homérica que levou do Draco, no quarto filme da série.

O Edward, porém, percebe que ARREGAÇOU a própria esposa, e se sente culpado. Até aí, tudo bem… Imagina: maluco acorda e vê a muié do lado toda quebrada, natural que fique cabisbaixo e preocupado, né? O lance é que a Bella, como dito, acorda toda pimpona, como se nada tivesse acontecido e sedenta por mais uma SURRA DE RÔLA, meus amigos!

E é aqui que tem lugar a sequência mais hilária da história do cinema mundial – quiçá intergaláctico: o nosso amigo Edward, com medo de quebrar de vez a mulher, a casa, a ilha, o Rio de Janeiro, o Brasil e a América Latina, em razão da força descomunal e inexplicavelmente inexplicável de suas arremetidas sexuais, decide que não vai mais encostar na mulher. E eis que os dois passam TREZE dias JOGANDO XADREZ!

Eis aí o símbolo sexual de toda uma geração de meninas… Eis o ícone daquele que seria o homem ideal… Um maluco que NÃO SABE NEM FURUNFAR sem destruir um quarto, e que, pra esconder sua inoperância machística, decide JOGAR XADREZ. Véi… Na boa…

Bom, depois de DIAS andando pela casa usando APENAS LINGERIES (todas compradas junto à @JosianaGodoy #ad), dançando o créu pelos cantos e cantando músicas do MC Catra, sem obter qualquer sucesso no sentido de convencer o marido a possui-la novamente, a jovem Bella consegue êxito depois de ministrar, às escondidas, licor de catuaba ao seu consorte.

Aí o pau come de novo! Dessa vez o rapaz parece um pouco mais controlado e nenhum terremoto se fez sentir no Brasil, segundo informações dos órgãos oficiais.

E a ANTA da Bella acaba grávida! É isso mesmo: escovou os cabelos, depilou as pernas, aprendeu a dar surra de bunda, mas nada de tomar um anticoncepcionalzinho básico, heim, minha nega? Francamente…

E, não! Eu não estou sendo machista ao colocar TODA a responsabilidade em cima da mulher. No caso em tela, TODA a responsabilidade é DELA mesmo! Ou vocês queriam que o vampiro-destruidor-de-camas-na-base-da-caralhada perdesse tempo com camisinha?! Sério, maluco ARREBENTA a cabeceira do leito nupcial com UMA traulitada, e vocês vão querer que camisinha desse conta disso?! Tinha jeito, não… Ou a menina tomava o comprimido antes, ou tascava o pé-no-peito na hora. Sei lá! Mas deixar ao acaso?! PQPVC, BELLA!

E foi assim que terminou o filme Amanhecer, da série Crepúsculo.

Sim, porque o que se seguiu a isso foi um remake vagabundo de Alien, o oitavo passageiro

Ao descobrirem a gravidez, Bella e Edward fazem exatamente o que todos os moleques pimbudos fazem em situações semelhantes: correm pra baixo das asas dos pais, e voltam rapidinho pra cidade deles.

Lá, o pai do Edward (um vampiro-médico) examina Bella e manda ver na sentença: FUDEU! Parece que ninguém sabe ao certo como proceder, mas todos percebem que o monstrinho dentro da barriga da mocinha vai acabar matando a mãe. O bebê cresce muito mais rápido que o normal e suga desproporcionalmente as energias da Bella, que fica mais raquítica que a Kate Moss.

O Edward quer que a mulher faça um aborto, confirmando que ele é um ser demoníaco, das trevas, não temente a Deus e que vai queimar no fogo do inferno. Já a Bella decide ter o bebê e foda-se! Confirmando que quem manda num casamento é sempre a mulher, pouco importa se o marido é um vampiro metido a fodão.

Enquanto isso, o Jacob chega na casa da vampirada pra caguetar geral o resto dos pulguentos amigos dele. Pelo que se pode entender, eles viram as fotos da lua-de-mel do Edward e da Bella que saíram na Contigo, e leram que ela ficou grávida. Deduziram que o monstrenguinho vampiro vai acabar matando ela, e decidiram que toda a vampirlândia merece ser assassinada, porque teriam concorrido para a morte de uma humana.

De nada adianta, suponho, explicar pra cachorrada que a Bella tava se jogando na estrovenga do vampiro, e não foi culpa dele que ela tenha terminado grávida. Foda-se isso, afinal o chefão dos lobos é um malaco que sempre esperou um pretexto pra partir pra porrada com a morcegada, e agora ninguém mais segura ele. Ninguém, exceto o Jacob, que continua apaixonado pela Bella e vai lá, igual um jacamim, cuidar do filho dos outros…

Mais um pouco de encheção de lingüiça, como quando a galera descobre que se a Bella tomar sangue num copo de milk shake, ela não estranha, não vomita e ainda melhora dos sintomas ferrados que vem sentindo durante a gravidez. Nota do redator: a moça ainda nem é vampira, e já tá bebendo sangue! Mais que isso: sem nem uma engasgadinha, nem nada! É pôca zuera?! Mas vamoquevamo…

A Bella resolve orkutizar de vez o filme e decide que se o bebê for homem, se chamará Edward Jacob. Não vou nem comentar, porque… Francamente… O hilário, porém, é o nome que ela escolhe pro caso de ser mulher: RENEESME, a exata junção dos nomes da mãe (Renee) e da sogra (Esme) dela. Descobrimos, assim, que o casamento com um vampiro rico e metido a fidalgo pode até tirar a Bella da pobreza, mas jamais a pobreza será tirada de dentro da Bella… Cara, parece aquele filho de pobre que ganha um nome todo escalafobético pra “””homenagear””” os pais, sacam? Tipo Maurilúcia, filha do Maurício e da Lúcia. Ou o Cleosvaldo, filho da Cleonice e do Osvaldo. Sério, aí foi sapatear na inteligência da galerinha…

Eu posso não saber como vai terminar a saga, mas aposto que a tal Reneesme vai ser uma periguete dessas que ouve funk no ônibus sem fone de ouvido, num celular xing-ling de três chips (todos sem crédito), vai ter um perfil no orkut cheio de fotos tiradas no Piscinão de Ramos, ladeada por amigas obesas, todas vestidas em biquines ridiculamente mínimos. Depois de adulta, prevejo que a moça conhecerá a Europa, mas não sei se como prostituta ou mula do tráfico. Sério, ninguém com um nome desses pode ter algum futuro na vida…

Chega, enfim, a hora do nascimento e, sem mais delongas porque o texto já tá absurdamente longo, a Bella morre. Sim, é isso mesmo: ela não aguenta a cesariana feita NA RAÇA, sem anestesia, por VAMPIROS sem NENHUMA NOÇÃO DE MEDICINA (o sogro dela tava fora de casa, na hora) e bate cás bota. Lógico que o Edward morde a Bella TODA na tentativa desesperada de transformá-la em vampira, mas nada parece surtir efeito…

A bebê recém-nascida é entregue pelo vampiro-papai ainda toda empapada de sangue para a irmã-vampira dele. E, por incrível que pareça, a demônia NÃO avanaça na molequinha pra destroçá-la, apesar de ser uma sangue-suga impiedosa, etc, etc. Coisas de um filme onde o mocinho convidou a mocinha pra JOGAR XADREZ DURANTE A LUA-DE-MEL, é sempre bom lembrar…

Daí, com a muié morta, o Edward resolve ir pro quintal, onde a cachorrada tá quebrando o pau com os outros vampiros. A gente pensa que vai ver alguma ação, quem sabe uma luta épica entre vampiros e lobisômens, e tal… Que nada!

Na hora que o circo tá armado pra pegar fogo, chega o Jacob e conta que teve um imprinting com a filha da Bella e do Edward. Pelo que a gente pode entender, essa parada aí é tipo descobrir que a outra pessoa é sua alma-gêmea, e tal. Simplificando, o pulguento passa o seguinte recado pro vampiro: “Aí, maluco! Num consegui pegar a tua muié, mas essa tua filha não escapa, não, morô? É neste macho que ela vai se esfregar, tá ligado?”

Então o bando de lobos desiste da briga e vai embora, porque tá foda de continuar brigando com esses malucos. Os caras são cachorros, mas têm reputação, tá pensando o quê? A expressão do líder deles é claramente de “Foda-se essa merda! Vamo embora daqui.”

E a bagaceira termina com a nossa querida Bella abrindo os olhos, agora vermelhos, e voltando da morte (?!?!) como vampira. Aguardemos a “””””obra prima””””” que será a parte final dessa saga, para dar prosseguimentos às análise trollísticas.

_____

P.S.: Ah, quase esqueço de avisar que o post contém spoilers. 😉

Anúncios

Citações #5

“Gays são enfermos e devem ser tratados como tal.” – Salvador Allende, ex-Presidente do Chile e ídolo dazisquerda do mundo até hoje.

_____

Yep, vocês entenderam bem. Nem Hitler, nem Bolsonaro, nem Bento XVI, nem Olavo de Carvalho e nem jórji búxi. Não foi nenhum conservador feio, bobo e mau-feito-pica-pau que soltou essa pérola aí de cima. Foi simplesmente um dos maiores ícones da história do progressismo! Um forte abraço pra você, amigo esquerdoso, que acabou de perder um herói.

Crise nozestadunidos? Que crise?!?!

A imprensa mundial desfilando um especialista atrás do outro, todos com ar soturno, apresentando visões terrificantes de um amanhã apocalíptico pós-default

Palpiteiros de todas as estirpes digitam freneticamente seus artigos armagedônicos, leonardoboffizando o debate ao cravar – pela caralhonésima vez! – o “fim do império americano”…

Esquerdistas excitados babam diante de profecias emirsaderianas acerca do “capítulo final do capitalismo estadunidense”…

Aí eu ligo na CNN, esperando ver cidadãos americanos lutando enquanto procuram comida nos lixões, e enforcando políticos e banqueiros em praça pública, mas dou de cara com notícias sobre o começo da temporada 2011/2012 da NFL. Afinal, parece que a coisa não é assim tão feia, como bem lembrou o The Drunkeynesian:

O dinheiro do tesouro americano “acabando”, a mídia tentando vender o começo da era Mad Max, Obama na TV pedindo pelamordedeus para os congressistas chegarem em algum consenso e… a taxa dos títulos de 10 anos do tesouro americano caminha para fechar o mês no nível mais baixo do ano. Os bond vigilantes estão tranquilos nas férias de verão. Ou eles são malucos, ou a discussão é tão consistente quanto espuma de sabão e vale pouco mais que uma nota de três dólares. Escolha seu lado.

Pois é, eu escolhi o meu e fui comprar cerveja importada e Pringles, pra curtir de boa o tradicional monday night football, que retornará em breve. E acertei, como se viu ontem, quando o Presidente-de-ébano anunciou que Democratas e Republicanos – oh, surpresa! – haviam chegado a um acordo.

Quem apostou todas as suas fichas na derrocada dozestadunidos quebrou solenemente a cara. De novo!

Esse tal “Fora Ricardo Teixeira” é falta de louça pra lavar!

Poucas convenções sociais brasileiras são tão estúpidas quanto a mania que o povo tem de pedir a cabeça do Presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A mais recente revolução sofazística, iniciada naquele fórum de debates inúteis chamado Twitter – que culminou com a criação da revolucionária hashtag #ForaRicardoTeixeira -, atingiu um ridículo tão grande, que decidi escrever este texto definitivo sobre o assunto, a fim de ajudar essas pobres almas, cujas cabeças vazias se tornaram oficinas do diabo, a perceberem sua rematada tolice.

Cartaz de um movimento criado por pessoas cujas pias estão cheias de louças sujas há meses...

Ricardo Teixeira, um dirigente de sucesso.

Sim, vocês leram certo mesmo! A gestão da CBF, sob Teixeira, é indiscutivelmente um sucesso. Arrisco-me a dizer que apenas dirigentes de companhias de tecnoligia e commodities experimentaram um triunfo maior que ele nos últimos vinte anos.

Ora, a CBF é um ente privado (tenham isso em mente, pois retornaremos ao tema em breve) e, como tal, seu sucesso – ou fracasso – deve ser medido a partir dos resultados obtidos. Pois bem, Teixeira assumiu o comando do futebol brasileiro em 1989 e, de lá pra cá, esta gloriosa-idolatrada-salve-salve-mãe-gentil-pátria-amada-Brasil conquistou nada menos que 2 Copas do Mundo, 3 Copas das Confederações e 5 Copas Américas. Isso para citar os torneios mais importantes!

Atentem para os números: ao longo da “ditadura” Teixeriana, a seleção venceu um terço das Copas que disputou! Isso para não mencionar o fato de que foi na gestão dele que se logrou trazer o mundial de futebol de volta a estas terras tupiniquins. Sinceramente, não vejo a partir de qual análise objetiva concreta os resultados da empresa CBF possam ser considerados ruins a ponto do povo brasileiro desejar avidamente queimar Teixeira em praça pública…

“Ah, mas ultimamente a seleção tem sido um fracasso!” Sim, mas what the fuck o coitado do Ricardo Teixeira tem a ver com isso?! Ou alguém acha que ele teria o poder de levar Romário e Ronaldo à fonte da juventude, para que não fosse necessário, hoje, recorrer aos vários Freds, Júlios Baptistas e Grafittes?

O fato da geração atual de jogadores ser muito fraca, não guarda qualquer relação com a diretoria da CBF. Ou alguém aí acredita a sério que Teixeira tem culpa pelos chapéus que Zidane aplicou nos craques do Brasil em 2006? Ou pelo pisão que Felipe Melo deu em Robben, em 2010? Ou – o cúmulo! – pelos quatro pênaltis perdidos diante do fortíssimo selecionado paraguaio, na última Copa América? Francamente… A cada minuto que passa, me convenço mais que marchar contra a direção da CBF é coisa de (a) desinformados ou (b) desocupados.

Você também deveria procurar algo útil pra fazer, em vez de ficar reclamando da CBF.

O problema é que Deus deve amar os desocupados com minhocas na cabeça, ou não haveria tantos… Vejam abaixo a – como chamarei? – “convocatória” que achei no blog do Juca Kfouri:

Neste sábado, dia 30/07, será realizado o sorteio dos grupos para a Copa de 2014. E, se você não quer que a Copa fique entregue a própria sorte, participe do 2º MEGATWITTAÇO #FORARICARDOTEIXEIRA! Convoque os seus amigos, divulgue as hastags, acesse o site! Com a ajuda de todos, podemos fazer a diferença e marcar mais esse golaço pelo Brasil! ZZZZzzzzzz [Sono nosso.]

Uau! Eu imagino Teixeira engasgando com seu scotch e caindo da cadeira ao ler sobre o “MEGATWITTAÇO”! Se ele acompanhou o episódio da revolução tuiterística que culminou no #FORASARNEY, sabe que esses movimentos costumam ter muito efeito prático no mundo real… OPA, PERAÍ! A verdade é que não têm efeito prático algum!

No meu mundo ideal, a Copa definitivamente ficaria “entregue à própria sorte” (com crase!!!), e não seria assunto de interesse público. Isso porque, sempre no meu mundo ideal, de interesse público são hospitais, escolas e polícia. Futebol, não! Futebol, seleção e CBF não são coisas de interesse público, como se vai desmonstrar agora.

A falácia da seleção como patrimônio nacional.

Suponhamos, porém, ad argumentandum, que a era Teixeira não fosse esse indiscutível sucesso cabalmente demonstrado alhures. Vamos, pois, considerar que o selecionado futebolístico nacional não tivesse vencido porcaria nenhuma e que o Brasil não tivesse sido escolhido pela FIFA para receber uma Copa. Ainda assim seria ridículo e absurdo pedir a cabeça do Presidente da CBF.

Isso porque, como dito, a CBF é em ente privado, e seus diretores – atenção agora!!! – dizem respeito apenas a ela própria. Exigir a saída de Ricardo Teixeira é tão intelectualmente pedestre quanto pleitear a demissão do dono da padaria da esquina. Nos dois casos fala-se de organizações particulares, sobre as quais não há nenhum interesse público.

Sim, eu sei que não é fácil assimilar isso de pronto, principalmente aqui, onde somos criados ouvindo a besteira de que “a seleção é patrimônio nacional”. Bullshit! Peguem a Constituição Federal e apontem o inciso que eleva o combinado futebolesco canarinho ao patamar de “bem da União”. Vamos! Tentem!

Nada? Bom, então googleiem aí e tentem encontrar a norma legal que classifica a CBF como autarquia (empresa pública, sociedade de economia mista ou whatever…). Tô esperando… E aí? Nada?! Ora, meus caros, não vão encontrar nada mesmo! Isso porque a Confederação Brasileira de Futebol é tão pública quanto a Sadia! É exatamente por isso que fazer movimentos exigindo a saída de Teixeira é de um ridículo sem limites, afinal eu nunca vi ninguém convocando “twittaço” pra reclamar da quantidade de fatias de bacon dentro das embalagens que compramos nos supermercados…

Imaginem que no Brasil, este país com IDH nórdico e serviços públicos maravilhosos, chegou-se a fazer uma CPI (!!!) para “apurar as possíveis relações espúrias entre CBF e Nike”. E tudo por quê? Porque suspeitava-se que o jogo da final de 1998 havia sido entregado para a França, depois de um acerto entre aquelas.

A coisa é tão ridícula, que não sei nem por onde começar… Ainda que CBF e Nike tivessem decidido entregar aquela bagaceira, estaríamos diante de um acerto celebrado entre entes privados. No máximo, os torcedores que pagaram para ver um “jogo limpo” no estádio é que poderiam se dizer prejudicados. Mas o que caráleos deputados e senadores brasileiros têm a ver com os jogos que um time de futebol decide ganhar, ou perder? Again: cadê o diabo do interesse público?!

O único fato envolvendo Nike e CBF que mereceria um levante popular com direito a guilhotinas e enforcamentos é essa horrorosa camisa atual da seleção, que, sabe-se lá Deus como, foi aprovada e está por aí, nas escolas, nas ruas, campos, construções, lembrando-nos do que não devem fazer as empresas de materiais esportivos…

Na real, quem viu aquele jogo ao vivo sabe que o Brasil não entregou porcaria nenhuma. Antes: levou uma trolha sarracena de Zidane e companhia; um clássico baile futebolístico. E acreditar que a Copa de 98 foi vendida só pode ser coisa de mentes inferiores, [polêmica mode on] dessas que também consideram Senna melhor que Schumacher… [polêmica mode off]

Esqueçam a CBF e cobrem o Estado!

“Ah, mas a CBF mantém relações com o poder público!”, dizem. Sim, como toda empresa que vive num regime democrático, onde o Estado edita as leis e dita as regras. Mas nem isso é motivo suficiente para justificar a asneira de exigir a demissão de um diretor de empresa. Quem decide isso, amigos, são os “acionistas” – in casu, as federações e os clubes.

Se o Sr. Ricardo Teixeira se envolveu em maracutaias que causaram prejuízo ao erário, que seja devidamente processado e punido. Como qualquer outro cidadão! Mas apenas se e quando o parquet tiver em mãos fatos concretos e objetivos, não sob alegações estapafúrdias do tipo “nossa, ele já está lá há anos e isso é ditadura!”; ou “a seleção canarinho é uma paixão nacional e não pode ser pautada por questões comerciais.” Façavor, né?

"Amorzinho, a seleção é patrimônio nacion..." "CALA BOCA, SUA ANTA!"

Mais estúpido que isso só quem se acha no direito de exigir alguma coisa da CBF porque esta teria o monopólio da atividade futebolística nacional. Outra tolice épica! Qualquer um pode decidir criar um campeonato nacional. Aliás, isso já aconteceu no passado, durante a mamilísticamente polêmica Copa União, lembram?

Ninguém precisa da chancela da CBF para jogar futebol e atribuir títulos no Brasil. Sério, pesquisem aí! Não há uma mísera norma dizendo que só Ricardo Teixeira e sua turma podem criar competições esportebretônicas nestas terras de vergonhas descobertas. Eu e você, amigo leitor, podemos perfeitamente criar o Campeonato Nacional Tupiniquim, por que não? O que provavelmente está restrito à CBF é a expressão “Campeonato Brasileiro”, que, suponho, é protegida por copyrights. E é justo que seja assim, afinal foi ela quem criou a baguaça, né? Mas é só um nome… E um nome, como sentenciou o velho Bill Shakespeare, não passa de um… nome!

E quando às relações entre governo e CBF, bom… Como dito, basta pensar um pouquinho: se o Estado brasileiro, ávido por se meter em todas as searas da nossa existência, as always, coloca grana pública na CBF, vamos organizar manifestações contra o governo! Mas pedir a cabeça do Teixeira por conta de supostas avenças com o poder público é tipo querer derrubar o presidente da Honda porque em Manaus a empresa ganha incentivos fiscais do Estado para produzir…

A resposta para toda essa discussão já foi dada brilhantemente pelo ex-Presidente americano Ronald Reagan: “Government is not the solution to our problem. Government is the problem!” E é exatamente isso mesmo! Em vez de querer imiscuir ainda mais o Estado em assuntos de entes privados, que não administram absolutamente nenhum interesse público, exigindo CPI’s, inquéritos policiais e quetais, o negócio é brigar para que o Estado pare de se meter com a dona CBF de uma vez por todas!

Titio Reagan sabia das coisas...

Convenhamos: é bem mais fácil parar de repassar recursos públicos extorquidos de nós por meio de impostos putaquepariusticamente altos, do que depois ficar gastando o tempo de suas excelências, os parlamentares, com investigações acerca de supostas “entregadas” futebolísticas… Imaginem que no país que reelegeu os responsáveis pelo mensalão, chegou-se ao absurdo de convocar para depor no Congresso Nacional o então técnico da seleção, para que ele falasse sobre um CASO EXTRACONJUGAL! Agora me digam, pelo martelo de Thor, o que as atividades pirocanabucetísticas de Luxemburgo têm de interesse público, for God’s sake?!

Por isso, crianças, aprendam de uma vez por todas a dedicar o tempo livre de vocês à nobre tarefa de lavar a louça suja da casa, em vez de ficarem se dedicando a protestos imbecis. Se a sanha revolucionária é tão grande que não pode mesmo ser controlada, canalizem essa energia para pedir a cabeça da galerinha que actually recebeu os vossos votos inocentes, beleza? Mesmo porque, se a selecinha acaba dando a sorte de vencer a Copa de 2014 em casa (é sempre possível que o avião da seleção espanhola caia, por exemplo…), vão estar todos cantando e bebendo, de bem com a vida.

Logo, leave Ricardo Teixeira alone e se ocupem da dona Dilma, do Sérgio Cabral, do Eduardo Paes, do Alckmin, do Kassab, et caterva, que andam por aí preocupados com Maracanãs, Itaquerões, trens-bala, em vez de construir mais presídios para aprigar a bandidagem.

Ernesto “Che” Guevara: uma verdade inconveniente.

Há cerca de oitenta e três anos (a data exata foi 14 de junho) nascia, em Rosário, na Argentina, Ernesto Guevara. Aquele que depois se tornou “El Che” e foi para Cuba construir, ao lado de Fidel Castro, o “outro mundo possível”, teve uma juventude até bem pacata, ocupado com os estudos da faculdade de medicina. Vivesse ele nestes tempos, vários especialistas especulariam sobre os vídeo-games, filmes e jogos de RPG que o jovem nerd argentino gostava, na tentativa de explicar a atração que ele veio a mostrar pela morte e pelo terror.

Em vão. A resposta para a violência não está no Mortal Kombat hoje, assim como não estaria também em meados do século XX. Para entender a história de Che Guevara, há que se começar aceitando que ele foi um sociopata, não um herói. A uma certa altura da vida, o jovem que cruzou a América Latina de motocicleta e se dedicou a tratar voluntariamente de leprosos, decidiu que curar os enfermos não era mais suficiente. Em vez disso, para construir um mundo mais “justo, igualitário e fraterno”, Guevara preferiu o caminho do assassinato em massa.

O jovem Ernesto Guevara, quando ainda não era um homicida compulsivo, mas apenas um menino querendo brincar com sua bola...

Meu palpite é que a cantilena marxista o seduziu, fazendo-o lambuzar-se com gosto naquela pocilga ideológica. Tivesse ele lido a Escola Austríaca, teria percebido que reduzir o tamanho do Estado é melhor, mais prático e menos doloroso do que reduzir o número de pessoas por meio de balaços na nuca… Mas, quê! Depois de se arrepiar ao ler que “um espectro ronda a Europa”, não foi mais possível trazer o sujeito de volta à razão. E tome assassinato!

“El Che”, que tinha esse apelido por conta do seu – como direi? – “cheiro peculiar” (pesquisem antes de negar isso, esquerdistas! São os amigos dele que contam o fato.), decidiu que contra a tirania “do mal” de Fulgêncio Batista, só poderia haver a tirania “do bem” comandada por ele e pelos irmãos Castro. Eu, revolucionário de sofá que sou – incapaz de matar uma mosca! -, acho que as duas tiranias merecem ir pra lata de lixo da história! Acredito nessa coisa chamada democracia representativa, uma invenção ocidental que, apesar dos defeitos, vem se mostrando bastante aceitável. No mais, como recusar algo criado pelo ocidente liberal, a mesma civilização que nos brindou com a poesia de Shakespeare, os antibióticos, o sorvete e, last but not least, o cappuccino?

Os jovens que idolatram Guevara sentem comichões no baixo-ventre sempre que repetem a famosa frase do “endurecer sem perder a ternura”. Eu, que li a Escola Austríaca, prefiro lembrá-lo por outra citação, ainda mais marcante para a história de sua obra homicida: “A ação mais positiva e forte, independentemente de qualquer ideologia, é um tiro bem dado, no momento certo, em quem merece.”

Percebam que é a síntese perfeita do “outro mundo possível” que ele pretendia criar – e com o qual seus cultuadores sonham ainda hoje. Todo o pensamento político-ideológico, todos os postulados econômicos e sociológicos do universo comunista resumidos no ato de dar “um tiro bem dado em quem merece”. E quem merece? É aí que se encerra todo o busílis…

Os comunistas se pretendem uma vanguarda libertadora dozoprimido, destinados a colocar um fim ao jugo capitalista. Por isso agem sempre como portadores de uma verdade redentora, fruto de um futuro que prometem glorioso. E aí, em nome de algo intangível (um amanhã paradisíaco e igualitário), ganha-se a autorização moral necessária para perpetrar, no presente, todo tipo de atrocidade.

Você pode jogar na cara deles os 70 milhões de mortos produzidos pela Revolução Cultural chinesa, os 30 milhões assassinados pela URSS stalinista, os 2 milhões de cadáveres do Khmer Vermelho, ou mesmo os mcerca de 100 mil mortos por Fidel, Raúl, Guevara e demais homicidas da Revolução Cubana. Não adianta! Para os seguidores da Igreja Guevariana tudo não passou de “acidente de percurso”, de “baixas colaterais aceitáveis”, em nome da igualdade que surgiria no horizonte pós-revolucionário.

A maioria dos jovens esquerdistas do mundo deveria usar essa estampa nas camisetas, afinal poucos sabem quem ele foi de fato.

O “porco fedorendo” (é isso que “El Che” significa) não se contentou em passar fogo nos adversários para assumir o poder em Cuba. Uma vez instalado no comando do país, Guevara, ao lado dos irmãos Castro, continuou a derramar, sem qualquer constrangimento, o sangue de toda e qualquer pessoa que ousasse se opor ao novo regime.

Aquele que é celebrado como uma sorte de libertador foi o responsável pela criação do primeiro campo de trabalhos forçados da América Latina. Para lá, “El Che” e seus valorosos companheiros mandavam “pessoas que não devem ir para a cadeia, gente que atentou contra a moral revolucionária”. [1] E o que essa vanguarda redentora entendia por “moral revolucionária”? Quem, enfim, merecia ser “reeducado pelo trabalho”? Dissidentes do novo regime, acima de quaisquer outros. Mas também homossexuais e até mesmo pessoas infectadas pela AIDS. [2]

Assim funcionava o “outro mundo possível” implementado em Cuba pela revolução comunista capitaneada por Guevara. Um mundo tão mais justo, fraterno e igualitário, que todos eram obrigados a amá-lo incondicionalmente, sob pena de… bem… levar um tiro nos cornos.

Era o que fazia Guevara quando um dos companheiros ficava saturado da matança e resolvia cair fora. Eutimio Guerra foi executado pessoalmente pelo “porco fedorento”, que fez quetão de registrar num dos seus tantos diários o episódio: “acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre .32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída lo temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto”. Notem a frieza da narrativa, o desprendimento com que o sujeito discorre sobre tirar outra vida humana. Isso, meus caros, é um exemplo clássico de sociopatia: não há remorso algum. Tanto que o homicida ainda teve tempo de subtrair os pertences da vítima: “ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio, que estava preso ao cinto por uma corrente”. [3]

Todas essas verdades inconvenientes sobre a vida de Che Guevara são conhecidas e tratadas como fatos históricos. Há relatos de ex-companheiros de revolução que narram detalhes ainda mais escabrosos, como o episódio em que o homicida argentino condenou à morte um revolucionário réu de ter roubado um pedaço de pão.

Apenas pessoas com pouca leitura, doutrinadas pelas resenhas que seus professores fizeram a partir dos livros de Emir Sader, são capazes de colocar em dúvida os atos hediondos praticados por Guevara em nome da revolução. Os admiradores do “porco fedorento” que admitem tais atrocidades, tentam lançar-mão do argumento de que tratava-se de uma guerra, e a pena capital é prevista e aceita no bojo de uma organização militar.

Bullshit! Os revolucionários cubanos não eram nem nunca foram um Exército formal, submetido a um Código Penal Militar legalmente instituído. Guevara insurgiu-se contra o Estado de direito cubano e, por conseguinte, contra suas leis – chamadas de opressoras e burguesas. Como invocar, depois, os preceitos de um dos diplomas legais daquele mesmo Estado, outrora inimigo, para justificar a execução sumária de seres humanos?

Não, meus caros. A verdade (inconveniente) é bem outra… Que Che Guevara gostava do homicídio não resta qualquer dúvida, basta ver a exortação a “dar um tiro bem dado”, que mencionei alhures. Reformas sociais? Mudança do status quo? Ruptura com os preceitos capitalistas? Tudo isso se tornou secundário siante do objetivo primordial: varrer do mapa toda e qualquer oposição aos ideais e à moral revolucionária.

Uma das passagens da vida deste “libertador” que mais me marcaram diz respeito ao momento de sua captura, na Bolívia. Ao ser apanhado pelos soldados, disse o valente herói de inúmeras gerações: “Não atire! Sou Che Guevara! Valho mais vivo do que morto.”

Era essa imagem que deveria estampar milhares de camisetas ao redor do mundo, e inspirar pessoas de todas as nacionalidades e idades.

Já ouviram falar de Antonio Chao Flores? Foi um dissidente que se insurgiu contra o regime revolucionário de Guevara. Preso e condenado à morte como tantos outros, Flores foi levado diante de Che e do seu pelotão de fuzilamento. O jovem, então com cerca de vinte anos, ergueu o rosto para seus algozes e, rasgando a camisa, gritou: “Atire aqui! Bem aqui, no peito! Como um homem!” E com a tranquilidade de um sociopata que ordena um homicício como quem pergunta que horas são, o “porco fedorento” ordenou aos seus assassinos: “Fuego!”

Não é preciso ter lido a Escola Austríaca para saber qual dos dois personagens terminou a vida como herói… Enquanto o “redentor de todo um povo”, Ernesto Che Guevara tremia de medo e implorava por uma clemência que sempre negou aos seus inimigos, Chao Flores erguia os olhos para encarar a face escura da morte.

Fosse vivo, “El Che” teria completado 83 anos no último dia 14 de junho. Folgo em saber que ele não caminha mais por este vale de lágrimas. O mundo é sem dúvida um lugar melhor sem a presença de um covarde entusiasta do homicídio.

_____

Notas:

1 – ANDERSON, Jon Lee. Che – uma biografia.

2 – BERMAN, Paul. The cult of Che.

3 – ANDERSON, Jon Lee. Che – uma biografia.

Citações #2

“John Lennon would have abandoned his left-wing views and voted for Ronald Reagan in 1980 – if he had been allowed to vote in the US.” – Fred Seaman, assistente pessoal do Beatle mais famoso.

E eis que uma geração inteira chora desconsoladamente neste momento… O mito do John Lennon esquerdista e revolucionário está detonado!

_____

MITO DETONADO