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Israel e Palestina: a paz não virá enquanto um dos lados quiser “varrer do mapa” o outro.

Sempre que leio alguma notícia sobre um possível acordo de paz definitivo entre israelenses e palestinos, penso: “Isso não vai dar certo.” A razão do meu ceticismo é muito simples: não se resolve fanatismo religioso por decreto, pouco importa o quanto as forças políticas do mundo se empenhem.

Vi hoje que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, se mostrou disposto a “fazer concessões dolorosas” a fim de atingir a paz. Que tipo de concessões? Até mesmo “a entrega de terras bíblicas queridas para os judeus”.

O que poderia parecer um passo interessante rumo a uma paz duradoura, nada mais é do que mais um aceno que será recebido com ódio pelas lideranças políticas da Autoridade Palestina – e com foguetes pelos terroristas do Hamas. Por quê? A coisa toda é bastante simples: para os filhos daquilo que chamo de fascismo islâmico, a fé se assenta na missão divina concernente em “extirpar a entidade sionista”, objetivo que já foi endossado até pelo iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o qual manifestou o desejo de “varrer Israel do mapa”.

Um corajoso “militante” do Hamas protegendo algumas inocentes crianças palestinas.

Diante de semelhante grau de fanatismo, não há negociação possível no horizonte. Pouco importa o que diga a ONU, a América ou o premiê israelense. Não é o desejo por mais terra que move os grupos extremistas da Palestina, mas a vontade de aniquilar Israel. E não se enganem: ainda que o estado judeu fosse extinto para satisfazer o Hamas, a paz não seria alcançada. Os facínoras continuariam em busca de cumprir sua “missão religiosa”, avançando cada vez mais sobre o ocidente.

O busílis, pois, está longe de se reduzir a uma pendenga métrica acerca de porções de terra desértica. Esse é apenas o reducionismo pedestre e analfabeto que tentam empurar goela abaixo da opinião pública mundial, sempre escorando a argumentação na retórica do mais forte (Israel) que ataca o mais fraco (Palestina).

Enquanto a Autoridade Palestina não renunciar expressamente ao terrorismo, rompendo seus laços com Hamas, Hezbollah e congêneres, e aceitando a existência do estado de Israel, não será possível falar em paz verdadeira. Em outras palavras, não há a menor chance de se discutir terra, enquanto um dos lados da contenda só pensa em eliminar o outro. Como conduzir um processo civilizado assim?

O exemplo de um bravo “ativista da causa palestina”, preparado para “reivindicar seus direitos”.

A única resposta é que não existe solução possível, a menos que o fascismo islâmico seja desalojado do poder pelo povo palestino, e a existência do estado judeu seja aceita e reconhecida democraticamente. Mas para isso é imprescindível que acabe a pregação bárbara conclamando inocentes ao martírio da jihad. O lado palestino está disposto a isso? Duvido muito…

Enquanto a renúncia definitiva ao terror não acontece, veremos se repetir o mesmo roteiro trágico que está aí há décadas: os terroristas atiram foguetes e explodem homens-bomba contra alvos civis israelenses (porque para o terror não há distinção entre civis e militares; são todos “cães infiéis”), e Israel responde atacando os bunkers de Hamas, Hezbollah e companhia, e atingindo, fatalmente, também os civis palestinos inocentes que os fascistas do terror usam como escudos humanos, a fim de alimentar sua máquina sangrenta de produzir mártires (cuidadosamente exibidos para as lentes da imprensa ocidental, ávida por acarinhar o “lado mais fraco”…).

Antes, pois, de discutirem terra, é preciso que as inúmeras correntes políticas da Palestina se reúnam para chutar a bunda do terrorismo e, em seguida, se sentem para discutir civilização. O ponto de partida para a paz no Oriente Médio não é a entrega de territórios ocupados por Israel, mas a aceitação de que judeus são pessoas e têm o direito de existir ali, não “cães” que precisam ser exterminados em nome da “fé”.

“Ativistas” do Hamas mostram o típico processo de iniciação das crianças palestinas na “política” local.

Quando se convencer disso, a Autoridade Palestina estará, enfim, abandonando a barbárie e entrando, de uma vez por todas, no mundo civilizado. Então, o povo palestino poderá se ver livre do jugo imposto pelo Hamas e das guerras que se sucedem contra Israel. Além disso, poderá também experimentar a vida num mundo em que crianças existem apenas para receber amor, não para se tornarem “mártires de Allah”.

É triste, mas Golda Meir was right: “a paz só chegará quando os palestinos se preocuparem mais em amar suas próprias crianças, do que em matar as nossas.”

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P.S.: Texto escrito originalmente em 24/05/2011.

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