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Médicos cubanos sem direitos básicos: onde está a gritaria dos progressistas?

“Só médico fera! Eu mesmo me tratei sempre com eles.”

Que o programa Mais Médicos é um programa claramente concebido às pressas e coloca em execução de forma totalmente amadora, já está bastante claro. Um processo de seleção na melhor das hipóteses nebuloso, que levaria até mesmo supostos criminosos a atuar no país, é só uma das facetas de mais esse desastre administrativo produzido pelo governo do PT.

A decisão – absurda e desumana – do governo brasileiro de importar médicos cubanos para trabalhar no país sem a proteção de alguns dos mais básicos direitos trabalhistas previstos na legislação, porém, não é apenas mais um detalhe trágico do programa que, segundo o PT, salvaria a saúde pública do país. É mais grave: trata-se de um escândalo de proporções internacionais.

Mas como funcionará exatamente essa importação de mão-de-obra estrangeira? Vejam um trecho de matéria publicada na Folha:

O Brasil vai receber até 4.000 médicos cubanos até o final de 2013, 400 deles imediatamente, dentro do programa federal Mais Médicos.

Segundo informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (21), eles não poderão escolher as cidades em que vão atuar: os primeiros 400 serão direcionados para 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum profissional na primeira etapa do programa, 84% deles no Norte e no Nordeste do país.

 

Além de não poderem decidir onde vão trabalhar, os médicos cubanos também precisarão esquecer coisas pequeno-burguesas como 13º salário e FGTS (cliquem na imagem abaixo para ampliar). Se bem que em Cuba falta até sabonete, né? Periga eles nem saberem que trabalhador tem direitos e não é apenas uma engrenagem na máquina da revolução socialista…

“Mas é justamente por virem de um país pobre que o fato de ganhar um bom salário fará a diferença.” Olha, sinto dizer que não é bem assim… Vejamos (cliquem para ampliar):

Vamos recapitular? Os médicos cubanos virão ao Brasil e: 1) não terão direito ao salário integral, pois ele será repassado à ditadura cubana e será ela a decidir quanto e quando pagará aos profissionais; 2) não terão direito a 13º salário, FGTS e hora-extra; 3) não poderão escolher onde trabalhar. Substituam o termo “médico” por “seringueiro” e temos o retrato de um regime de trabalho escravo.

Ainda há mais! Em outros países para os quais Cuba exporta seus médicos há regras de conduta estabelecendo proibições inclusive no que concerne à vida pessoal dos profissionais. Por exemplo, eles são obrigados a informar imediatamente às autoridades cubanas caso se envolvam em uma relação amorosa. E, para que o relacionamento possa ir adiante (!), é necessário que a parceira esteja de acordo com o “pensamento revolucionário” de Cuba. Teremos isso no Brasil também?!

Não deixa de ser irônico notar que os mesmos progressistas que aplaudiram a legislação que estendeu às empregadas domésticas mais direitos trabalhistas agora estejam calados… Essa desenvoltura com que certa esquerda objetifica o ser humano (para poder tratá-lo não como indivíduo, mas como “instrumento da revolução”) é abjeta.

As oposições deveriam se insurgir contra isso, pois o Brasil não pode concordar em fechar os olhos para as leis vigentes e para os direitos humanos, em troca de financiar a maior e mais sanguinária ditadura das Américas. Sim, porque é disso que se trata! Se o intuito fosse realmente melhorar a saúde pública brasileira, o governo estaria investindo em planos de carreiras decentes e em uma melhor estrutura de trabalho. Não conduzindo um processo sem qualquer critério, que esteve perto de selecionar gente presa e processada judicialmente, nem juntando-se a um regime tirano a fim de explorar mão-de-obra estrangeira.

P.S.1: Lá na Reaçonaria lançaram um texto sensacional explicando como ajudar os cubanos que vierem ao Brasil nesse regime de trabalho semi-escravo. Leiam!

P.S.2: E agora eis que Mercadante anuncia que pretende fazer um Mais Professores, nos moldes do Mais Médicos. O que poderia dar errado, não é mesmo?!

Israel e Palestina: a paz não virá enquanto um dos lados quiser “varrer do mapa” o outro.

Sempre que leio alguma notícia sobre um possível acordo de paz definitivo entre israelenses e palestinos, penso: “Isso não vai dar certo.” A razão do meu ceticismo é muito simples: não se resolve fanatismo religioso por decreto, pouco importa o quanto as forças políticas do mundo se empenhem.

Vi hoje que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, se mostrou disposto a “fazer concessões dolorosas” a fim de atingir a paz. Que tipo de concessões? Até mesmo “a entrega de terras bíblicas queridas para os judeus”.

O que poderia parecer um passo interessante rumo a uma paz duradoura, nada mais é do que mais um aceno que será recebido com ódio pelas lideranças políticas da Autoridade Palestina – e com foguetes pelos terroristas do Hamas. Por quê? A coisa toda é bastante simples: para os filhos daquilo que chamo de fascismo islâmico, a fé se assenta na missão divina concernente em “extirpar a entidade sionista”, objetivo que já foi endossado até pelo iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o qual manifestou o desejo de “varrer Israel do mapa”.

Um corajoso “militante” do Hamas protegendo algumas inocentes crianças palestinas.

Diante de semelhante grau de fanatismo, não há negociação possível no horizonte. Pouco importa o que diga a ONU, a América ou o premiê israelense. Não é o desejo por mais terra que move os grupos extremistas da Palestina, mas a vontade de aniquilar Israel. E não se enganem: ainda que o estado judeu fosse extinto para satisfazer o Hamas, a paz não seria alcançada. Os facínoras continuariam em busca de cumprir sua “missão religiosa”, avançando cada vez mais sobre o ocidente.

O busílis, pois, está longe de se reduzir a uma pendenga métrica acerca de porções de terra desértica. Esse é apenas o reducionismo pedestre e analfabeto que tentam empurar goela abaixo da opinião pública mundial, sempre escorando a argumentação na retórica do mais forte (Israel) que ataca o mais fraco (Palestina).

Enquanto a Autoridade Palestina não renunciar expressamente ao terrorismo, rompendo seus laços com Hamas, Hezbollah e congêneres, e aceitando a existência do estado de Israel, não será possível falar em paz verdadeira. Em outras palavras, não há a menor chance de se discutir terra, enquanto um dos lados da contenda só pensa em eliminar o outro. Como conduzir um processo civilizado assim?

O exemplo de um bravo “ativista da causa palestina”, preparado para “reivindicar seus direitos”.

A única resposta é que não existe solução possível, a menos que o fascismo islâmico seja desalojado do poder pelo povo palestino, e a existência do estado judeu seja aceita e reconhecida democraticamente. Mas para isso é imprescindível que acabe a pregação bárbara conclamando inocentes ao martírio da jihad. O lado palestino está disposto a isso? Duvido muito…

Enquanto a renúncia definitiva ao terror não acontece, veremos se repetir o mesmo roteiro trágico que está aí há décadas: os terroristas atiram foguetes e explodem homens-bomba contra alvos civis israelenses (porque para o terror não há distinção entre civis e militares; são todos “cães infiéis”), e Israel responde atacando os bunkers de Hamas, Hezbollah e companhia, e atingindo, fatalmente, também os civis palestinos inocentes que os fascistas do terror usam como escudos humanos, a fim de alimentar sua máquina sangrenta de produzir mártires (cuidadosamente exibidos para as lentes da imprensa ocidental, ávida por acarinhar o “lado mais fraco”…).

Antes, pois, de discutirem terra, é preciso que as inúmeras correntes políticas da Palestina se reúnam para chutar a bunda do terrorismo e, em seguida, se sentem para discutir civilização. O ponto de partida para a paz no Oriente Médio não é a entrega de territórios ocupados por Israel, mas a aceitação de que judeus são pessoas e têm o direito de existir ali, não “cães” que precisam ser exterminados em nome da “fé”.

“Ativistas” do Hamas mostram o típico processo de iniciação das crianças palestinas na “política” local.

Quando se convencer disso, a Autoridade Palestina estará, enfim, abandonando a barbárie e entrando, de uma vez por todas, no mundo civilizado. Então, o povo palestino poderá se ver livre do jugo imposto pelo Hamas e das guerras que se sucedem contra Israel. Além disso, poderá também experimentar a vida num mundo em que crianças existem apenas para receber amor, não para se tornarem “mártires de Allah”.

É triste, mas Golda Meir was right: “a paz só chegará quando os palestinos se preocuparem mais em amar suas próprias crianças, do que em matar as nossas.”

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P.S.: Texto escrito originalmente em 24/05/2011.

Derrota das liberdades.

Abaixo escrevi um texto saudando um episódio que representou, a meu ver, a vitória e o enaltecimento das liberdades individuais. Agora, a fim de mostrar que os fundamentos da sociedade civilizada seguem sofrendo ataques sistemáticos, trato da derrota delas.

Uma tal de União Nacional Islâmica (UNI) pediu que toda e qualquer referência em vídeo ao filme “Inocência Islâmica” fosse retirada do Youtube, por considerá-lo ofensivo ao Islã. A justiça brasileira, ontem, acolheu aquele pedido e censurou o site de vídeos mais famoso da internet. Eu não vi o vídeo, mas discordo da decisão. E vou além: não preciso ver o vídeo pra discordar: eu discordo por questão de princípio; de valores.

Minha concepção de democracia e de liberdade está assentada na idéia de que não é dado a ninguém o direito de impor sua vontade e/ou sua opinião aos demais. Ao pedir (e ganhar!) a censura do Youtube, a UNI se mostra tão sectária e rasteira quanto os radicais que queimam os “livros do Ocidente”, no Irã. Em última instância, é o tipo de pensamento que termina por invadir embaixadas e arrastar diplomatas para a morte…

Na vigência do sistema de liberdades individuais, é permitido que se façam filmes satirizando esta ou aquela religião. E é permitido que estes mesmos filmes sejam criticados por quem discordou deles. Censurar informação, contudo, é ir para além não apenas da fronteira democrática, mas da fronteira civilizada. É bater continência para a barbárie que pretende impor sua visão de mundo à coletividade (quer isso seja feito por meio de ações judiciais, quer seja por meio de homens-bomba).

Os nossos – do chamado mundo Ocidental – valores e princípios morais toleram até mesmo aqueles que nos chamam de “cães infiéis”; aqueles que têm por objetivo político nos “varrer do mapa”. Já os valores deles respondem a um filme com censura e, em último caso, morte.

Desculpem os modernos e tolerantes entusiastas do chamado multiculturalismo, mas não consigo ver como isso seja aceitável. Se a UNI acha ofensivo o tal vídeo, ela tem uma opção democrática ao alcance da mão: ignorá-lo. Mas ela não tem o direito de obrigar todos a fazer o mesmo. E é vergonhoso para a democracia brasileira que a justiça tenha se prestado a servir de escada para um ato tão descaradamente antidemocrático.

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P.S.: Notei com uma simples busca que ainda há vários vídeos sobre o tal filme “Inocência Islâmica” no Youtube. Não sei se serão retirados, mas ainda me assusto ao ver o Estado brasileiro e seus braços legais embalando o ingênuo desejo de calar a internet…

 

 

 

Parabéns, Obama!

Pela primeira vez na história, um Presidente americano se declarou abertamente favorável ao reconhecimento do casamento gay. Vou repetir, porque (infelizmente…) parece que o mundo não notou a exata dimensão da coisa: o imperador supremo do mundo livre (sim, esqueçam o recalque antiamericano: os EUA são os garantidores do “mundo ocidental”) falou publicamente que uma importante parcela da população merece ter reconhecida a garantia civil de constituir uma família perante o Estado e a sociedade. Não se enganem: é uma grande conquista! Não para a “comunidade gay”, mas para qualquer um que defenda o sistema de liberdades individuais.

“Sim, mas se dizer favorável é uma coisa, promover a legalização é outra.”, falaram alguns aqui no Brasil. É verdade. Mas há que se ter em mente a particularidade da democracia americana, onde cabe a cada estado da federação decidir suas leia acerca disso (o casamento gay já é legalizado em vários, assim como segue propibido em outros tantos). É evidente, pois, que Obama não vai se meter a encrencar com os que forem contrários, afinal lá a autonomia dos estados-membros são realmente respeitadas.

A declaração de Obama foi cuidadosamente estudada do ponto de vista político-eleitoral, não tenho dúvida. Aliás, me surpreenderia se não fosse: tudo que um político diz é (ou deveria ser…) sempre cuidadosamente estudado previamente. Como Obama já provou ser um craque do marketing político, não tenho dúvidas de que ele vai tirar dividendos positivos dessa declaração. Vai desagradar os conservadores (principalmente os ligados às igrejas tradicionalistas e os do sul redneck), mas, se pararmos pra pensar bem, esse é um nicho onde ele já não entraria mesmo de qualquer forma. Muito mais inteligente, então, tentar agradar os mais liberais, que vinham, inclusive, demonstrando algum desencanto com ele. Ele não apenas “conquista novamente” o voto dos liberals, como garante que essa turma vá às ruas na hora da campanha. O eleitor mais importante é o da própria base, costuma-se dizer… Afinal, é ele que vai panfletar, bater de porta-em-porta, lotar os comícios. É ele que vai, enfim, ganhar outros votos.

Os moderados/independentes, via de regra, não tão nem aí pra isso. Decidem com base no bolso e na conjuntura do momento. É essa fatia que vai ser “convencida” pela propaganda, pelos debates, pela imprensa e… pelas militâncias!

“Mas e os republicanos desiludidos que poderiam votar nele?” Olha… Tem que ver direito isso aí. Ninguém duvida que há muitos republicanos aborrecidos e descrentes diante dos péssimos candidatos apresentados pelo GOP nestas primárias, mas daí a votar no Obama?! Acho bem mais plausível pensar que estariam dispostos a ficar em casa e não votar em ninguém… Se forem eleitores libertários, não vão se assustar com a fala do Obama, afinal não se opõem (em tese) ao casamento gay. Se forem conservadores, já não iam votar no Obama de qualquer jeito.

Em verdade, ouso dizer que ele arrisca roubar uns votos importantes da turma pró-Ron Paul, depois dessa. Sem falar na galerinha que é republicana e gay, né? Mais fácil essa turma votar no Obama, do que no Romney, que, um dia depois da declaração do Presidente, foi a público dizer que é contra as uniões homossexuais.

Aliás, ainda há quem duvide da reeleição do Obama? Com esses adversários, ele nem precisa fazer campanha… Vejam que Romney, um cara que já não é nenhuma simpatia em pessoa, teve a ~sacada genial~ de ir à TV pedir desculpas por ter praticado bullying contra um ex-colega só porque este era… gay! Notem o timming sensacional do cara, amigos!

Não bastasse os Republicanos falando de proibir os filmes pornôs (!) e colonizar a lua (!!), ainda me vem o principal candidato deles e, um dia depois do negão simpático dizer que era a favor do casamento gay, vai à TV e conta que agrediu um colega homossexual. Desse jeito Obama só precisa continuar cantando, pra ser reeleito…

Em que pese o BUTTHURT dos nacionalistas, Sebastian Vettel proferiu VERDADES.

Ao comentar a situação se insegurança no GP do Bahrain de F1, Sebastian Vettel mandou o seguinte:

“Acho que estar no paddock não tem problema. Há um risco saindo do paddock, mas esse risco é comum em qualquer lugar. Quando vamos no Brasil, não é o lugar que você deseja ir, mas dependendo da área não é problema

Vocês podem imaginar o que isso despertou nos nacionalistas bananeiros, né? Vejam a resposta de Barrichello a ele:

“Eu acho que é horrível comparar o Brasil ao Bahrein. É completamente diferente. Não há guerra. Esse tipo de opinião vem dos programas de televisão, que tem na Europa, onde mostram pessoas surfando nos trens, dando uma ideia totalmente errada”

Claro, né? Imagina se no Brasil tem gente surfando nos trens… Isso é mentira dos Europeus, evidentemente…

Mas, será que a declaração de Vettel está essencialmente errada? A resposta é SIM! As mazelas do Bahrain, por pior que sejam, não podem ser comparadas às do Brasil. A COISA AQUI É BEM PIOR, AMIGOS!

O Bahrain, que se encontra em estado de GUERRA CIVIL (!), tem um PIB per capita demais de 26 mil dólares (no Brasil, em 2010, era de pouco mais de 5 mil… REAIS!), um IDH de 0,8 (aqui é 0,69) e um índice de mortalidade infantil de 10 óbitos para cada mil nascimentos (no Brasil eram 20 em 2009).

A matéria lá do começo termina dizendo que a assessoria da RBR teve que se desculpar pela declaração de Vettel. Se desculpar COM O BRASIL! Mano, imagina se o Bahrain fica sabendo, afinal eles é que merecem desculpas…

Quem concentra mais renda? Capitalismo ou socialismo?

Achei os dados abaixo no blog do Reinaldo Azevedo (e ele os tirou de uma matéria do Estadão, que, por sua vez, os tirou de um estudo da Hurun Report, publicado na Bloomberg):

Um levantamento da agência Bloomberga partir de dados da Hurun Report, instituição que mede riqueza na China, mostrou que a elite política do país asiático tem um patrimônio dezenas de vezes superior ao das autoridades americanas. Em reportagem intitulada “Congresso bilionário chinês faz seus pares americanos parecerem pobres”, a Bloomberg informa que os 70 delegados mais ricos do Congresso Popular da China (que tem no total 3 mil membros) possuem, juntos, uma fortuna de US$ 89,8 bilhões. Enquanto isso, nos Estados Unidos, os 535 membros do Congresso, o presidente, os secretários (equivalente a ministros) e os nove membros da Suprema Corte – 660 pessoas no total – detêm, juntos, um patrimônio de US$ 7,5 bilhões.

A Bloomberg acredita que isso seja uma amostra de como o crescimento econômico chinês tem ocorrido de forma desequilibrada. É muito provável que seja verdade, mas, para não deixar dúvida, a agência poderia ter mostrado a evolução desses números ao longo do tempo. “É extraordinário ver esse grau de casamento entre riqueza e política”, disse à Bloomberg um analista do Brookings Institution, em Washington.

Na China, vários bilionários têm cargo público. Por exemplo, Zong Qinghou, segundo homem mais rico do país de acordo com a lista mais recente da Hurun Report, é um delegado do Congresso. Zhang Yin, a mulher mais rica da China, é membro da Conferência Consultiva Política Popular da China. Segundo a Bloomberg, o ex-presidente chinês Jiang Zemin promoveu a inclusão de empresários privados no Partido Comunista.

Essa diferença entre o patrimônio das autoridades americanas e o das chinesas ocorre porque na China parte considerável da elite econômica é ligada diretamente ao governo ou ao partido. Já nos EUA, as autoridades e os legisladores não são necessariamente bilionários.

Ah, o socialismo… Aquele sistema que distribui igualitariamente a miséria e garante que os “meios de produção” (isto é, a riqueza) fiquem nas mãos do Partido. E pensar que azisquerda ainda hoje apresentam esse regime como o melhor para “distribuir renda”… Vão vendo…

Querem se surpreender ainda mais? Pois bem, a China (socialista, igualitária, etc, etc…) tem um PIB per capita de pouco mais de cinco mil dólares, enquanto que nos EUA (capitalistas, imperialistas, exploradores, em crise, à beira do abismo, etc, etc…) esse número chega a mais de QUARENTA E OITO MIL DÓLARES!

Não sei vocês, mas eu prefiro a desigualdade do capitalismo americano, do que a justiça social do socialismo chinês…

Fala que eu te escuto (#4)

Leiam com atenção o comentário do leitor Roberto Rodrigues. Vocês perceberão que o escrito pede (implora mesmo) por uma resposta zoacionística. Pois bem, here we go!

O problema é que não dá pra levar a sério autores que, seja por desconhecimento o ma fé, confudem formas de governo com modos de produção!…Muito senso comun também!….Ah…o nazismo não deu certo por causa de Hiltler, mas de Stálin!… (dívida eterna da humanidade aos povos da URSS!)…o Socialismo não deu certo na URSS porque negaram Stálin!…A diferença entre ele e os que o sucederam pode ser resumida assim: ele (Stálin) herdou um país arruinado e transformou-o numa super-potência, os seus sucessores herdaram essa super-potência e a arruinaram!… [Os negritos são meus]

Então… É até complicado esculhambar semelhantes “argumentos”, porque pode-se acabar sendo acusado de praticar bullying…

Notem que não há nenhuma referência às mais de TRINTA MILHÕES de pessoas que morreram sob as botas de Stalin, um dos maiores sociopatas da história do mundo! Me permitam ser um tanto repetitivo: eu disse TRINTA MILHÕES! Perto dele, Hitler não passava de um moleque travesso.

Mas suponhamos, por amor ao debate, que o sujeito seja um pragmático: “Sim, matou uma galerinha, e tal… Mas transformou um país arruinado numa superpotênia!” Sim, só que ao contrário…

Vejam: sob Stalin a URSS não se tornou um exemplo de prosperidade. Basta ter em mente que boa parte daqueles 30 milhões referidos morreram de fome, graças, também, a jenialidades como as fazendas coletivas. Eu não tenho tempo (nem saco) para destrinchar em pormenores todos os fatores que levaram ao colapso do bloco comunista.

Mesmo porque não me é possível levar a sério quem considera digno de idolatria um assassino compulsivo; quem exige reconhecimento para um sistema que deu à luz a maior máquina de matar da história humana.