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Em Salvador, Aécio lança as bases do Programa Nordeste Forte.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, lançou neste sábado, em Salvador, um conjunto de propostas para desenvolver a região Nordeste, aumentando e qualificando programas de infraestrutura e logística e traçando metas para a ampliação do programa Bolsa Família e de repasses de recursos federais para a educação. Conforme antecipou o site de VEJA, o Nordeste Forte contempla “ações estratégicas” nas áreas de infraestrutura, combate à pobreza, qualidade de vida, segurança pública, educação e ciência e tecnologia e deve desenvolver políticas específicas para cerca de 100 microrregiões.

(…) No lançamento das propostas do Nordeste Forte, aliados de Aécio criticaram a tática do PT de espalhar boatos sobre o fim do Bolsa Família e de alardear que a continuidade do programa dependeria da reeleição da presidente Dilma Rousseff. “O PT não tem limites na mentira e na tentativa de iludir e enganar as pessoas. Aécio enfrenta o desafio [da candidatura à presidência] e o PT tenta espalhar a mentira e disseminar o medo. Aécio vai ser presidente não apenas para preservar os bons programas, mas para ampliá-los”, disse o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM).

(…) Entre as propostas do tucano para a região Nordeste estão o aumento do piso do programa Bolsa Família, dos atuais 77 reais para no mínimo 83 reais mensais, e a destinação de pelo menos 22 bilhões de reais até 2018 da parcela que a União injeta no Fundeb (fundo destinado à educação básica). [Íntegra aqui]

falei aqui, outro dia, sobre o Programa Nordeste Forte, carro-chefe de Aécio para a região mais pobre do país. Acho muito importante que o principal candidato de oposição ao PT tenha não apenas propostas para o nordeste, mas que sejam medidas ousadas, destinadas a eliminar, de uma vez por todas, o atraso que tanto fustiga o povo daquela região.

Em seu plano, Aécio não se limita a prometer a continuidade de programas sociais ou a criação de novos. Ele fala objetivamente em modernizar a infraestruturacombater de frente a miséria, enfrentar os problemas na segurança pública e investir pesado em educação.

Aécio se empenhou em concluir, de uma vez, a transposição do rio São Francisco, por exemplo, que o PT vem adiando há mais de uma década. Falou objetivamente em reduzir em pelo menos 30% os homicídios, que dispararam durante os doze anos de PT à frente do governo federal – com destaque negativo para os oito anos de Jacques Wagner na Bahia, que passou a ser um dos estados mais violentos do país no período.

Mas eu quero uma vez mais destacar aquilo que, a meu ver, pode ser o grande legado de Aécio na Presidência: a união entre os programas Nordeste Forte e Família Brasileira. Aécio, ao garantir que não apenas vai manter o Bolsa Família, mas também vai aperfeiçoá-lo, abre as portas para uma verdadeira revolução na área social.

Com Aécio, o piso do Bolsa Família será imediatamente aumentado, para garantir mais dignidade às pessoas (o valor pago pelo PT, hoje, não atende às recomendações da ONU sobre erradicação da miséria). Mas não se trata apenas de pagar mais às pessoas, porque isso só serviria para mantê-las ainda mais dependentes do Estado. No plano de Aécio, haverá bônus para as famílias quando as crianças aumentarem seu desempenho escolar, ou quando os pais frequentarem cursos técnicos e profissionalizantes. É o governo indo muito além de uma simples “ajuda mensal” e dando incentivo para que as pessoas cresçam e se desenvolvam de verdade.

Gastar menos com a máquina pública e a burocracia do Estado e mais com quem realmente precisa: bem-vindos ao novo jeito de governar!

Programa Família Brasileira: como Aécio vai investir em quem mais precisa.

Alguns amigos me perguntam como posso, na condição de “porco direitista”, escolher Aécio, um candidato que está prometendo programas sociais maiores e mais amplos que o Bolsa Família. A resposta é mais simples do que parece e tem, como principal esteio, o fato de que eu quero o PT fora do poder! Estabelecido isso, considero que Aécio, entre as alternativas existentes, é o candidato que reúne as melhores condições de comandar o Brasil neste delicado momento da economia. 

“Mas ele não é nada liberal! Fala em manter programas assistenciais e até em criar outros.” Olha, eu tenho acompanhado os projetos apresentados por Aécio e deu pra perceber que o norte dele é reformar a estrutura do Estado e diminuir o peso da máquina pública. A ideia é gastar menos com a política e os políticos e mais com a sociedade, que paga impostos altos. Em essência, não me vejo em conflito escolhendo um candidato assim.

O que Aécio propõe pra área social não é apenas compreensível (num país ainda com tantos pobres e onde 40 milhões recebem Bolsa Família), como é louvável e representaria um avanço se comparado ao que temos hoje. O Proframa Família Brasileira, carro-chefe de Aécio na área social, é muito mais que simplesmente colocar dinheiro na mão das pessoas. É verdadeiramente um projeto ousado, voltado para tirar da situação de dependência aqueles que mais precisam começar a caminhar com as próprias pernas. 

Na proposta de Aécio, não só as crianças precisam ir bem na escola, como os país precisam frequentar cursos profissionalizantes ou de capacitação. A ideia é efetivamente proporcionar meios para que as pessoas possam se desenvolver e crescer por meio de seus esforços pessoais, com o governo ajudando da melhor forma possível: “O PT se acostumou a só administrar a pobreza. Eu quero que ela seja superada!”, disse Aécio. 

No meu mundo ideal, não existiria programa assistencial de transferência de renda nos moldes do que é a Bolsa Família hoje. Mas não vivemos no mundo ideal e, no real, devemos que analisar as opções existentes. É nesse cenário que a proposta de Aécio pra área social salta aos olhos como uma iniciativa que tem toda condição de ser não apenas um socorro imediato aos mais necessitados, mas também um instrumento capaz de fazer com que tal socorro não seja necessário a longo prazo. 

“Só o PT se preocupa com o nordeste e com a área social” = MAIS UMA MENTIRA DESMISTIFICADA!

Um dos mitos criados pela máquina eleitoral do PT, com a ajuda conivente de boa parte da imprensa nacional, é o de que só ele se preocupa com a chamada área social, que seria deliberadamente negligenciada pelos demais partidos – esses malvados!

Tudo bobagem, claro. O PT não tem – atenção agora! – um único programa social que seja efetivamente dele. Simplesmente TUDO que o PT faz na área social foi criado por algum outro governo que o antecedeu (seja no plano nacional, seja no estadual). O que o PT tem, há que se reconhecer, é a capacidade de embalar um programa já existente numa roupagem própria, dar a ele um nome pomposo e vendê-lo com eficiência na guerra da comunicação. Foi assim com o Bolsa Família, que nada mais é que a reunião de tudo o que FHC havia criado antes (vale-gás, vale-leite, etc.), apresentado com um padrão Steve Jobs de qualidade.

No nordeste desde ontem, onde cumpre agenda de campanha, Aécio está se empenhando em reforçar suas propostas concretas em áreas de grande impacto social, encarando o árduo trabalho que é desconstruir anos e anos de campanha mentirosa do PT.

No Piauí, Aécio anunciou o Programa Nordeste Forte:

Estaremos lançando dentro de poucos dias, e já estou convidando de público o governador Zé Filho para estar ao nosso lado, na Bahia, o programa Nordeste Forte, onde vamos detalhar o conjunto de ações que vamos fazer no campo da infraestrutura, no campo dos avanços sociais e também de investimentos em pesquisa, em ciência e em tecnologia. Queremos que em dez anos o IDH do Nordeste alcance a média do IDH de todo o Brasil.

Ele lembrou que, em oito anos como governador de Minas Gerais, levou o Estado a ter a melhor educação fundamental do Brasil, assim como colocou a saúde da região Sudeste como destaque e fez investimentos em infraestrutura que mudaram para melhor a vida de milhões de habitantes, espalhados por 853 municípios.

Farei no meu governo como presidente da República aquilo que fiz em Minas Gerais. Serei o presidente do desenvolvimento, do progresso e da educação de cada vez melhor qualidade.”

Falando especificamente do Bolsa Família, um programa que o PT há três eleições usa pra fazer terrorismo, anunciando de forma mentirosa que os adversários pretendem acabar com ele, Aécio voltou a repetir que, em seu governo, o programa Bolsa Família será mantido, aperfeiçoado e ampliado. E não há qualquer motivo pra duvidar disso, basta lembrar que esse programa nasceu no governo FHC.

No Maranhão, Aécio reafirmou que dará prioridade à região nordeste:

Essa será uma região prioritária no nosso governo. Na facilitação a atração de investimentos, como fez o prefeito Madeira, recentemente, mas na busca, também, de outros investimentos em infraestrutura que são essenciais para que essa região seja competitiva. Vamos também investir em Ciência e Tecnologia, em Pesquisa. Eu só acredito no desenvolvimento de uma determinada região quando a universidade, a educação, a saúde, todos estão unidos dentro de um mesmo projeto.

O que quero oferecer ao Nordeste brasileiro é um pacto. Um pacto de solidariedade permanente, não de solidariedade eleitoral, que passa fundamentalmente por investimentos em infraestrutura, por um grande salto na qualidade da educação e da saúde, mas também pelo retorno e resgate da autoridade no que diz respeito à Segurança Pública.

Eis aí. A melhor maneira de parar a máquina de mentiras do PT é mostrando a verdade. Aécio ainda é desconhecido por cerca de 20% dos eleitores e isso é uma enormidade. Com o começo do programa de TV o tucano vai ter a chance de expor para todos, enfim, suas idéias para o futuro do Brasil. E elas incluem atenção especial à área social (como não poderia deixar de ser para um candidato social-democrata), por meio do Programa Família Brasileira, e o Programa Nordeste Forte, voltado para o desenvolvimento daquela região.

Família Brasileira: como Aécio pretende melhorar a vida das pessoas que mais precisam

O carro-chefe de Aécio na área social será o Programa Família Brasileira. Mais que uma simples e descompromissada transferência de renda, que termina por deixar as pessoas dependentes do Estado para o resto da vida, Aécio está formatando um programa que garanta um socorro eficaz para os que mais precisam, ao mesmo tempo em que permite uma progressão efetiva de vida, até que todos possam andar com as próprias pernas.

A revista Isto É trouxe os primeiros detalhes do programa, que revelam os pilares sobre os quais a equipe de Aécio vai trabalhar para entregar, em breve, o desenho final do programa. Merece destaque o fato de que, com a proposta de Aécio, as diretrizes estipuladas pela Organização das Nações Unidas para garantir a erradicação da miséria serão pela primeira vez atendidas no Brasil.

A partir deste mês, a menos de 60 dias das eleições, os candidatos à Presidência da República começam a formatar seus programas de governo. Nos comitês de campanha, técnicos e especialistas em diversos setores reúnem-se com mais assiduidade com os aspirantes ao Planalto para debater e acertar os últimos detalhes das plataformas eleitorais que serão submetidas aos eleitores. Na semana passada, ISTOÉ teve acesso, com exclusividade, aos principais pontos do programa que será o carro-chefe da política social do candidato à Presidência da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves. Trata-se do Família Brasileira, uma política voltada às pessoas em situação de miséria, pobreza e extrema pobreza, que abrangerá o Bolsa Família e outros benefícios sociais. Segundo os tucanos, o Família Brasileira está “um passo adiante” do programa de transferência de renda petista. A grande novidade, em relação aos governos Lula e Dilma Rousseff, é que os beneficiários do Bolsa Família tucano receberão valores atrelados ao dólar. Aécio promete que cada pessoa enquadrada no programa terá direito a receber US$ 1,25 por dia ou US$ 37,5 por mês. A julgar pelo câmbio comercial de sexta-feira 8 (R$ 1 = US$ 2,27), o repasse seria de cerca de R$ 85 por pessoa. Hoje, Dilma paga no máximo R$ 77 por integrante da família. A proposta orienta-se pelas metas do milênio estabelecidas pela ONU no ano 2000. Segundo a organização, para uma pessoa estar acima do nível da pobreza, ela precisa ter uma renda de US$ 1,25 por dia. “Estipular esse valor é o compromisso do Aécio. Respeitaremos o que preconizam os acordos internacionais”, disse à ISTOÉ um dos integrantes da equipe técnica do programa de governo do PSDB, lembrando que o Bolsa Família será transformado em política de Estado.

O programa Família Brasileira quer se distinguir das ações sociais do PT em outros pontos. A partir de um Cadastro Único dos Programas Federais, as famílias serão divididas e classificadas por escalas de necessidades ou grupos de risco (Risco Social Familiar), que observarão as realidades regionais. A escala de risco vai do 5+ ao 1. Quanto maior a necessidade da família, maior sua classificação de risco. As famílias em situação de risco 5+, por exemplo, são as mais vulneráveis. O objetivo de Aécio é que uma família não permaneça no mesmo grupo de risco por mais de um ano. Assim, decrescerão de patamar até não precisarem mais ser sustentadas pelo governo.

Em bairros como Vigário Geral e Caju, ambos no Rio de Janeiro, o risco 5 – em tabela usada por programas sociais locais que serviram de inspiração para o Família Brasileira – equivale a famílias que possuem crianças em idade escolar fora da escola, gestantes sem pré-natal, pessoas sem qualquer renda e em situação de violência e abuso sexual. Já o risco 2 corresponde às famílias compostas por jovens com escolaridade, mas desempregados e o risco 1, àqueles dotados de alguma renda. Para aferir o decréscimo de um patamar de necessidade para outro, no período de um ano o governo tucano pretende estabelecer um recadastramento obrigatório para todos os beneficiários. As tabelas serão definidas em parceria entre os governos federal e municipal. Caberá ao governo levar as soluções para essas famílias por meio do direcionamento correto dos programas já existentes. Por exemplo, uma família que vive em uma casa de risco terá prioridade no programa Minha Casa Minha Vida. Outra que não possui banheiro ou sanea­mento básico será incluída no programa de cisterna. “O objetivo é que a pobreza seja superada no campo monetário e no campo das privações. O programa Família Brasileira dá uma diretriz para fazer a segunda etapa do Bolsa Família”, explicou um dos integrantes do staff de Aécio Neves.

No meu mundo ideal, já afirmei aqui no passado, não existiriam programas sociais de transferência de renda como os que existem no Brasil. Mas, dada a situação sócio-política que se tem atualmente, sem dúvida a proposta de Aécio representa um um grande avanço. Primeiro porque transforma o Bolsa Família (que será abrangido pelo Programa Família Brasileira) em programa de Estado, isto é, atrelado à Lei Orgânica da Assistência Social. Com isso, ele deixa de ser uma “bondade” de um partido e passa a ser um direito de cidadania.

Além disso, a idéia de criar faixas específicas de risco social para permitir análises objetivas e uma progressão dos beneficiários é excelente! Com essa fórmula, o governo poderá não apenas ajudar as pessoas a avançar, efetivamente, na vida, mas também a medir a eficácia real das ações sociais empreendidas.

É o Estado deixando de desperdiçar dinheiro para sustentar apaniguados em cargos do governo federal e passando a investir mais nas pessoas que mais precisam.