Arquivo da tag: Terrorismo

A verdade sobre os Black Blocs: eles precisam ser ABATIDOS!

Sexta-feira, 25 de outubro de 2013. Reynaldo Simões Rossi, Coronel da Polícia Militar, cumpria seu dever funcional de patrulhar as ruas, a fim de garantir que a manifestação convocada pelo Movimento Passe-Livre (MPL), e que contava com a participação dos chamados “Black Blocs”, ocorresse sem incidentes.

Missão impossível, claro. Não interessa a essa gente ser pacífica, pois subverter a ordem democrática e o sistema de liberdades individuais faz parte do DNA deles. E foi imbuídos do desejo de avançar contra a – como é mesmo que eles dizem? – “PM fascista”, que os autoproclamados manifestantes mostraram aquilo que realmente são: terroristas. Vejam abaixo imagens que mostram como o “outro mundo possível” deles é construído:

O trabalhador Reynaldo Simões, que estava nas ruas apenas cumprindo sua função de garantir a segurança das pessoas, foi atacado e brutalmente espancado por aqueles que a imprensa insiste chamar de “jovens manifestantes”. Penso que o episódio da última sexta deveria servir de marco: a partir daqueles eventos, é imperativo que se passe a tratar essa gente por aquilo que é verdadeiramente: terroristas.

Quem avança contra o aparelho policial do Estado comete terrorismo. Quem sai às ruas para depredar bens particulares e públicos, por fazer disso uma “causa política”, comete terrorismo. Vejam que eu, no meu conservadorismo, não me ponho ressalvas quando se trata de chamar as coisas pelo nome: essa gente deve ser caçada, encontrada e segregada definitivamente no convívio social. Ou o Estado de Direito se impõe e mostra que a ordem democrática não pode continuar refém deles, ou eles marcharão cada dia mais alto, até pendurarem pelo pescoço toda e qualquer pessoa que ouse condenar os crimes por eles cometidos.

Agredido, com ossos fraturados e múltiplos ferimentos, o Coronel Reynaldo Simões foi amparado para longe da turba furiosa e descontrolada. Naquele momento, as palavras que o PM falou não pregavam ódio ou vingança, mas apenas a preocupação de quem sabe que está do lado da lei e que ao lado dela pretende permanecer: “Peço para a tropa continuar calma com os manifestantes.”, disse ele. Os tais “manifestantes”, enquanto agrediam o Coronel Reynaldo, limitaram-se a urrar “PEGA! PEGA!”, numa comoção louca própria de qualquer manada. Vejam:

Nas imagens do vídeo acima, quem era verdadeiramente o oprimido? Quem fazia as vezes de trabalhador vítima da violência de um bando agindo à margem da lei e da ordem? O Coronel Reynaldo, ou os “manifestantes”? Vejam de novo. E depois vejam mais uma vez… O que se presencia ali é, sim, um grupo tentando romper a ordem instituída a fim de conduzir sua pequena revolução. E é exatamente por isso que essa gente deve ser detida o mais rápido possível.

“Não haveria totalitarismo não fossem as massas e suas rebeliões”, aprendi muito cedo com Ortega y Gasset. Por isso não acredito nessa história de “violência legítima”. Quando uma causa demanda o espancamento de um trabalhador, o Estado de Direito deve agir rapidamente, sob o risco de que desabe todo o alicerce sobre o qual se erigiu o sistema de liberdades individuais que conhecemos. No mais, eu já estudei história o suficiente para saber que todas as tiranias começaram um dia nos ombros de uma massa revolucionária, ávida por “mudar tudo isso que tá aí”. E o resultado sempre foi morte, miséria e terror…

A tentativa de assassinato do Coronel Reynaldo – porque foi disso que se tratou, não se enganem – mostra que já se tolerou demais a ação desses terroristas. Os Black Blocs (e grupos similares) devem ser apartados do convívio social, pois constituem uma ameaça para o pleno exercício das liberdades individuais de cada um de nós.

“Mas como pode ser democrático tolher o direito deles se manifestarem?” Caros, eu não tenho mais idade para essa retórica que pretende legitimar aqueles que, se tivessem chance, não legitimariam ninguém. Em outras palavras, acho que não devemos conceder aos inimigos, em nome de nossas convicções, as garantias que eles, em nome das deles, nos negariam.

Eu não reconheço o direito dos Black Blocs existirem livremente na sociedade. Quem trava embate político não precisa esconder o rosto e, principalmente, não precisa espancar trabalhadores. Não! O meu lado é o da lei, da ordem e das liberdades civis. O meu lado é o do Coronel Reynaldo, agredido brutalmente enquanto cumpria mais um dia de trabalho.

As autoridades brasileiras, anestesiadas pelos protestos de junho e algemadas pela cobertura condescendente da imprensa, estão permitindo que bandidos avancem cada vez mais sobre nossas garantias mais básicas. É preciso que essa abordagem, capaz de tratar como força política legítima quem tem como objetivo apenas depredar e agredir, mude de uma vez por todas. O Estado precisa caçar logo os Black Blocs, antes que sejamos todos caçados por eles.

Anúncios

Israel e Palestina: a paz não virá enquanto um dos lados quiser “varrer do mapa” o outro.

Sempre que leio alguma notícia sobre um possível acordo de paz definitivo entre israelenses e palestinos, penso: “Isso não vai dar certo.” A razão do meu ceticismo é muito simples: não se resolve fanatismo religioso por decreto, pouco importa o quanto as forças políticas do mundo se empenhem.

Vi hoje que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, se mostrou disposto a “fazer concessões dolorosas” a fim de atingir a paz. Que tipo de concessões? Até mesmo “a entrega de terras bíblicas queridas para os judeus”.

O que poderia parecer um passo interessante rumo a uma paz duradoura, nada mais é do que mais um aceno que será recebido com ódio pelas lideranças políticas da Autoridade Palestina – e com foguetes pelos terroristas do Hamas. Por quê? A coisa toda é bastante simples: para os filhos daquilo que chamo de fascismo islâmico, a fé se assenta na missão divina concernente em “extirpar a entidade sionista”, objetivo que já foi endossado até pelo iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o qual manifestou o desejo de “varrer Israel do mapa”.

Um corajoso “militante” do Hamas protegendo algumas inocentes crianças palestinas.

Diante de semelhante grau de fanatismo, não há negociação possível no horizonte. Pouco importa o que diga a ONU, a América ou o premiê israelense. Não é o desejo por mais terra que move os grupos extremistas da Palestina, mas a vontade de aniquilar Israel. E não se enganem: ainda que o estado judeu fosse extinto para satisfazer o Hamas, a paz não seria alcançada. Os facínoras continuariam em busca de cumprir sua “missão religiosa”, avançando cada vez mais sobre o ocidente.

O busílis, pois, está longe de se reduzir a uma pendenga métrica acerca de porções de terra desértica. Esse é apenas o reducionismo pedestre e analfabeto que tentam empurar goela abaixo da opinião pública mundial, sempre escorando a argumentação na retórica do mais forte (Israel) que ataca o mais fraco (Palestina).

Enquanto a Autoridade Palestina não renunciar expressamente ao terrorismo, rompendo seus laços com Hamas, Hezbollah e congêneres, e aceitando a existência do estado de Israel, não será possível falar em paz verdadeira. Em outras palavras, não há a menor chance de se discutir terra, enquanto um dos lados da contenda só pensa em eliminar o outro. Como conduzir um processo civilizado assim?

O exemplo de um bravo “ativista da causa palestina”, preparado para “reivindicar seus direitos”.

A única resposta é que não existe solução possível, a menos que o fascismo islâmico seja desalojado do poder pelo povo palestino, e a existência do estado judeu seja aceita e reconhecida democraticamente. Mas para isso é imprescindível que acabe a pregação bárbara conclamando inocentes ao martírio da jihad. O lado palestino está disposto a isso? Duvido muito…

Enquanto a renúncia definitiva ao terror não acontece, veremos se repetir o mesmo roteiro trágico que está aí há décadas: os terroristas atiram foguetes e explodem homens-bomba contra alvos civis israelenses (porque para o terror não há distinção entre civis e militares; são todos “cães infiéis”), e Israel responde atacando os bunkers de Hamas, Hezbollah e companhia, e atingindo, fatalmente, também os civis palestinos inocentes que os fascistas do terror usam como escudos humanos, a fim de alimentar sua máquina sangrenta de produzir mártires (cuidadosamente exibidos para as lentes da imprensa ocidental, ávida por acarinhar o “lado mais fraco”…).

Antes, pois, de discutirem terra, é preciso que as inúmeras correntes políticas da Palestina se reúnam para chutar a bunda do terrorismo e, em seguida, se sentem para discutir civilização. O ponto de partida para a paz no Oriente Médio não é a entrega de territórios ocupados por Israel, mas a aceitação de que judeus são pessoas e têm o direito de existir ali, não “cães” que precisam ser exterminados em nome da “fé”.

“Ativistas” do Hamas mostram o típico processo de iniciação das crianças palestinas na “política” local.

Quando se convencer disso, a Autoridade Palestina estará, enfim, abandonando a barbárie e entrando, de uma vez por todas, no mundo civilizado. Então, o povo palestino poderá se ver livre do jugo imposto pelo Hamas e das guerras que se sucedem contra Israel. Além disso, poderá também experimentar a vida num mundo em que crianças existem apenas para receber amor, não para se tornarem “mártires de Allah”.

É triste, mas Golda Meir was right: “a paz só chegará quando os palestinos se preocuparem mais em amar suas próprias crianças, do que em matar as nossas.”

_____

P.S.: Texto escrito originalmente em 24/05/2011.

Terrorismo na Bahia: que os inimigos sejam impiedosamente caçados!

Leio com assombro que em apenas 30 horas, 29 mortes aconteceram em Salvador e região metropolitana. O caos na Bahia é fato concreto e precisa ser enfrentado com força e determinação pela Estado (aqui compreendido em seu sentido mais amplo). Em primeiro lugar, é preciso que se entenda de uma vez por todas que agentes do aparelho de segurança do Estado voltando-se contra a sociedade cometem terrorismo! Sim, é isso mesmo! Quando servidores públicos que recebem armas para proteger a população decidem suspender suas atividades, os únicos beneficiados são os criminosos. E o único prejudicado é o povo – justamente aquele que paga o salário dos grevistas.

Se esses policiais, porém, não satisfeitos em facilitar a vida dos bandidos, decidem se unir a eles, agindo contra a sociedade, a coisa se reveste de uma gravidade ainda maior. A meu aviso, trata-se de puro e simples ato de terrorismo. De que outra forma classificar a ação de policiais que, armados e encapuzados, abordam ônibus e obrigam passageiros e motoristas a descer?

O que se tem em Salvador é a ação criminosa dos agentes que deveriam, por dever de ofício, garantir a segurança da sociedade. E, com um agravante nada pequeno: esses bandidos de farda estão se valendo dos instrumentos que lhes foram fornecidos pelo povo, por meio de impostos. Em outras palavras, temos a população civil indefesa feita refém por gente que decidiu subjugar o Estado de Direito e a ordem democrática. Pois bem, entendo que esses indivíduos devem ser caçados e combatidos de forma implacável! Decidiram recorrer ao terrorismo para agredir a população? Pois que sejam tratados como terroristas, inclusive recorrendo-se às Forças Armadas.

Dito isso, eu não poderia deixar de perguntar onde estão os ~humanistas~ do PT (em particular) e da esquerda brasileira (em geral)?! Não ouço, agora, os gritos roucos de indignação dos que “denunciaram o massacre do Pinheirinho” – aquele com ZERO mortos! Onde estão os “movimentos sociais” e a “sociedade civil”, que não acusam o governo da Bahia de fascismo? Por que ninguém ameaça denunciar os policiais baianos à ONU? Enfim, onde foram parar os valentes da indignação seletiva?

Onde estão os deputados do PSOL, o senador Eduardo Suplicy, o Secreário de Direitos Humanos, os artistas e os intelectuais? Onde estão Idelber Avelar, Maria Frô, Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim? Enfim, onde se escondeu essa gente toda, que tanta indignação externou por conta de um ~massacre~ com – repito! – ZERO mortos, mas que agora, diante da selvageria promovida na Bahia do governo amigo de Jacques Wagner, se calam de forma VERGONHOSA?! Mas o que se poderia esperar de gente que “denuncia os horrores da ditadura brasileira”, ao mesmo tempo em que morre de amores pelo regime dos irmãos Castro, responsável por mais de CEM MIL mortes?! Não! Definitivamente não seria possível esperar nada de bom…

Espero sinceramente que o governador da Bahia seja firme e implacável com os terroristas disfarçados de policiais, que decidiram investir contra a sociedade que lhes paga. Que peça ajuda federal (ele é companheiro da Dilma, não deve ser difícil…), inclusive do Exército. Torço por isso, mas confesso que não tenho lá tanta esperança… O caos destes dias, em Salvador, não é resultado de um fato isolado, mas da soma de vários fatores. E a gestão vergonhosa de Jacques Wagner é um dos mais importantes, afinal foi na gestão dele que a criminalidade na Bahia voltou a atingir índices alarmantes.

Enquanto isso, a população de Salvador fica no meio do fogo cruzado entre os bandidos profissionais e os terroristas que desistiram de proteger e servir. E parecem não poder contar com o socorro do Estado. É o problema de ser uma vítima sem pedigree, que não está sob o jugo de PSDB e DEM… Quem não pode servir à “causa” dos companheiros, é tratado apenas como carne barata. Se morrer, morreu.

Textículos #7

Acho bem legal os esquerdosos em geral – e os comunistas em particular – empenhados em defender o ministro Orlando Silva, apelando pro papo de que “não há provas contra ele”.

Eis aí um dos piores legados do lulismo: a retórica de que só é corrupto quem passou recibo de suas ilegalidades. Sério, o que seria “prova” pra essa gente?! Querem um vídeo do ministro, confessando? Um contrato firmado entre os corruptos e – quem sabe – registrado em cartório? Francamente…

Façamos um pequenos exercício de raciocínio, braços dados com a lógica: esquecemos todos a história do dinheiro recebido na garagem – mesmo sendo particularmente interessante o fato de que o denunciante é um esquerdista… Em vez disso, tenhamos em mente apenas os vários convênios firmados entre o ministério comandado pelo PCdoB e as tantas ONGs, comandadas por gente ligada ao… PCdoB! Sério, precisa de mais?!

Já pensaram se o ministério e as ONGs fossem – sei lá… – do DEM? Então…

_____ _____ _____

Que bagaceira o Presidente-de-ébano aprontou na Líbia, com sua “não-guerra”, heim? Ah, se fosse o tal jórjo búxi

Obama, Sarkozy e seus miquinhos amestrados estão patrocinando o horror, meus caros. Sob a liderança (?!) deles, o tal “povo oprimido” da Líbia chegou a poder, capturou seu algoz e tratou de agir como toda massa revolucionária age em tais condições: como animais.

Lembram de Saddan e seu JULGAMENTO? Pois é… Onde estava Obama para garantir a instalação e o funcionamento de um Estado minimamente capaz de garantir a aplicação de uma Constituição? De assegurar um julgamento e, em seguida, a aplicação da eventual pena?

Vendo as imagens escabrosas produzidas pelas “flores” catão cantada primavera árabe, lembro de Ortega y Gasset: “Não haveria totalitarismo, não fossem as massas e suas rebeliões.” Obama e a OTAN concorreram – e concorrem – para a instalação de uma teocracia nos moldes do pior fascismo islâmico. Os agora ex-oprimidos da Líbia, por exemplo, já anunciaram a intenção de revogar a lei do divórcio!

É esse progresso que os revolucionários estão prontos a levar ao povo… Parabéns aos envolvidos.

Palavra do leitor (#1): mais uma novidade no blog

Uma das melhores coisas de manter este blog é poder contar com a visita assídua de pessoas inteligentes. Por isso decidi inaugurar um novo espaço aqui, onde darei destaque especial às opiniões dos leitores deste blog. Para começar, fiquem com o comentário do Thiago – RJ sobre o mais recente – como direi? – “entrevero” entre israelenses e palestinos:

Acho que as pessoas precisam entender de uma vez por todas que a questão, do lado israelense, se situa no plano da existência: os indivíduos israelenses, muito mais do que o Estado de Israel – afinal, Estados são abstrações filosóficas, políticas e jurídicas, certo? – estão em constante ameaça de extinção. Suas preocupações são com a própria sobrevivência, porque é justamente essa sobrevivência que significa, para os radicais islâmicos jihadistas, uma afronta à própria fé. Ou seja, o fato de os judeus existirem é uma ofensa à Alá (no entender dos radicais).

Nem posso dizer que concordo que Israel se expandiu – isso é questão de fato, não de opinião. Porém, deve-se contextualizar tais expansões territoriais, não é mesmo? Parece que Israel não lutou em três guerras na condição de atacado, de invadido… e qual o objetivo das guerras, oras? Varrer da existência tanto Israel quanto os israelenses. O problema é que eles venceram a guerra e continuaram existindo…

Anexaram Gaza, Cisjordânia, Colinãs de Golã, Península do Sinai? SIm! Imperialismo judeu? Claro que não. O nome disso é autodefesa, é tomar providências diminuir concretamente os riscos à sua existência. Será que estou errado?

Gaza voltou ao controle palestino. Dali, partem mísseis diariamente contra Israel. O Sinai voltou ao Egito. Terroristas ligados à Irmandade Islâmica – mãe de todos os grupos jihadistas – utilizaram esse território, agora egípcio, para chegar a Gaza e de lá reforçar os ataques. Olha, é preciso muita má-fé para não reconhecer dois fatos: 1º, que Israel tem disposição para negociar e devolver territórios, tanto que já fez isso antes, e tal possibilidade, em relação à Cisjordânia, foi sublinhada novamente essa semana na ONU, a depender dos termos negociados, é óbvio; 2º, onde Israel cedeu, grupos terroristas aproveitaram e instalaram pontos de partidas para ataques. Tanto que, depois do tão criticado muro da Cisjordânia, os atentados por ali caíram quase a zero.

Quanto às Colinas de Golã, ali estão as nascentes dos principais rios – ou seja, das principais fontes de água – que cortam Israel. Devolvê-los é sinônimo de matar a população de sede.

Parem de pensar na relação de Israel com os vizinhos como se estes reconhececem o próprio direito de Israel existir (não reconhecem), como se eles não exigissem que Israel expiasse constantemente essa “culpa” (culpados por exisitr!?), e como se todos os Estados não fossem dominados/infiltrados por grupos terroristas e jihadistas. Hamas, Hezbollah, Brigada de Mártires de Al Aqsa (braço “terrorista operacional” do Fatah), todos têm como objetivo eliminar Israel – e se der, os EUA, e se der, a própria civilização ocidental que permite que se tenha livrmente um blog, e que pessoas que concordam e discordam do blogueiro mandem seus cometários, também livremente.

Vocês estão querendo que o pescoço negocie com a corda.

É isso. Legal poder trocar idéias, ler e ser lido por gente que efetivamente sabe do que está falando. Obrigado ao Thiago, que se dispôs a enriquecer este pequeno espaço da internet.

E vocês, mandem brasa! Podem mandar comentários sobre os mais variados temas. Se há algum assunto que você domina e gostaria de ver publicado aqui na home, não se acanhe! Escreva, junte mais dez tampinhas de Coca-Cola e mande pro blog, que eu publico.  😉

_____

P.S.: Desnecessário dizer que serão publicados os comentários que atenderem às regras estipuladas no Decálogo do blog, né? Whatever… Fica aí o aviso.

O que, afinal, a Autoridade Palestina quer negociar?

Do Estadão:

Na véspera do início das discussões no Conselho de Segurança da ONU sobre o pedido palestino para sua admissão plena na organização, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarou que o reinício do diálogo, suspenso há um ano, só será aceito se as construções nos assentamentos israelenses na Cisjordânia forem congeladas.

Abbas reiterou no domingo (25) que a proposta do Quarteto – formado por EUA, União Europeia, ONU e Rússia – é inaceitável, pois além de não exigir o congelamento das construções não tem como base as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel ocupou a Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Hum… Então Abbas “exige”, basicamente, o fim dos assentamentos na Cisjordânia, além do retorno às fronteiras pré-1967. E isso – atenção agora! – apenas para dar início às negociações! Temos, pois, que a Autoridade Palestina coloca como pré-condição à retomada do diálogo de paz, o atendimento completo da pauta que constitui o próprio cerne do… diálogo de paz. Mas é fascinante!

Pergunto-me: uma vez que Israel atendesse as condições impostas por Abbas (não atenderá, ainda bem!), o que restaria por “negociar”? Depois de tomar a Cisjordânia e receber de volta as fronteiras pré-1967, sobre o que israelenses e palestinos conversariam? Sobre como os judeus prefeririam ser “varridos do mapa” pelas bombas do Hamas?! Santo, Deus! Essa história só não é mais ridícula por falta de espaço…

“Israel existirá até que o Islã o faça desaparecer”

A frase acima, que serve de título para este post, está no estatuto do Hamas, o grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza e divide, com a Fatah, a direção política dos territórios palestinos. Notem que não há espaço para interpretações dúbias: defende-se abertamente a aniquilação de um povo! E ainda há mais, vejam:

– Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele;

– As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica.

Eis aí a essência do pensamento de um dos grupos que formam a tal Autoridade Palestina. É com essa gente que Brasil, Argentina, Venezuela, Irã e mais outros tantos países querem se sentar à mesa, na ONU. São eles que Dilma lamentou não ver sentados na Assembléia-Geral, como membros efetivos.

Eu, assim como também os Estados Unidos, Israel e o restante do mundo civilizado, não me oponho ao surgimento de um estado palestino. Rejeito é que se traga à luz uma nova nação, sem que ela diga, antes, rejeitar, de forma clara e definitiva, o terrorismo. Em outras palavras, é preciso que o povo palestino, em primeiro lugar, diga “não” ao Hamas e aos seus métodos fascistóides. Só então será possível avançar, concretamente, em direção à paz.

E, não! Não se trata de apenas um dos lados da disputa. Tentem encontrar algo semelhante na Constituição de Israel. Tentem encontrar documentos do estado judeu falando em aniquilar, ou fazer desaparecer, um outro povo. Repito uma vez mais, porque é imperativo ter sempre em mente: o Hamas não é apenas um grupo de extremistas, que não representa os palestinos. O Hamas faz parte do governo formal! Ele foi eleito pelo povo!

Aceitar, hoje, o nascimento de um estado palestino é emprestar legitimidade política ao Hamas, nada além disso. E o mundo civilizado não pode tolerar nem reconhecer um ente que prega publicamente a necessidade de “fazer desaparecer” um outro país. Mais que isso: não há como se chegar a uma paz duradoura, enquanto um dos lados disser que “as soluções pacíficas se acham em contradição” com seus princípios.

Não duvido que o povo palestino queira a paz. Todos a querem! É preciso, pois, que eles façam o mais importante primeiro: tirem o Hamas do poder e mostrem ao mundo que rejeitam os métodos criminosos de quem existe com o único fim de varrer outra nação do mapa. Enquanto isso não acontecer, será impossível reconhecer como legítimo quem pretende apenas promover o mal.